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Arquivo : August 2011

Quer flagra? Pode escolher a marca, então
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UOL Carros

Atualizado dia 23/8 às 13:35

Da Redação

Quando o assunto é o setor automotivo brasileiro, não há como negar: o ano de 2011 está agitado. As vendas de carros novos caminham para novo recorde histórico, já foram realizados cerca de 40 lançamentos (considerando as principais novidades) e a todo instante surgem flagrantes de modelos que, mais cedo ou mais tarde, devem ser apresentados à imprensa e ao público. E é deste último ponto que vamos falar.

Os chamados flagras ou “segredos automotivos” — carros que circulam com algum grau de camuflagem, por ainda não estarem com suas características totalmente definidas, ou simplesmente para não entregarem os pontos à concorrência antes da hora — têm sido vistos a todo instante ao longo destes meses. Se testes são fundamentais para o amadurecimento de um novo modelo antes do lançamento, o aumento impressionante do número de flagras dá uma ideia do aumento da demanda por novidades. A todo instante, como mostrou o Carsale, a Hyundai tem mandado seu futuro compacto (que será feito aqui no Brasil) às ruas;  o novo Peugeot 308, atualização do cansado 307 e que será produzido na Argentina para abastecer o Mercosul, também faz acertos finais antes do lançamento em 2012, mesma situação do novo Ford EcoSport.

Fotos 1 e 2: Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

1 – O próximo Palio, feito sobre a base do novo Uno, terá visual alongado de Punto

A última semana, porém, foi marcada por aparições múltiplas do chamado Projeto 326 da Fiat, ou como preferimos, a nova geração da família Fiat Palio. Diversas publicações tiveram a oportunidade de mostrar imagens do hatch (que terá visual próximo ao do Punto, plataforma e motores 1.0 e 1.4 do novo Uno, além do já conhecido bloco 1.6 E-torq). Parceiros como o Best Cars, inclusive, conseguiram imagens tanto do dois-volumes, quanto do sedã Siena e puderam comparar semelhanças e diferenças entre as variantes (o três-volumes continuará sendo derivado do hatch, mas terá visual com nuances próprias).


2 – Novo Palio é cotado para chegar às lojas até o começo de 2012, já como modelo 2013

Para quem não viu, ou para quem deseja novos ângulos do carro da Fiat, as imagens acima foram cedidas a UOL Carros pelo jornalista Marlos Ney Vidal, editor do Autos Segredos, que flagrou o hatch em estradas próximas à fábrica de Betim (MG). A menor quantidade de camuflagem indica que o lançamento se aproxima: canibalizado pelo Uno, o atual Palio precisa dar lugar á nova geração o mais rápido possível, como apontou o Interpress Motor, mas talvez não estreie este ano por questões mercadológicas.

Traduzindo: a Fiat sabe que os últimos quatro meses do ano prometem ser dominados pela chegada de modelos importantes da Chevrolet, que precisa renovar sua linha e está desenvolvendo novidades a toque de caixa. O sedã médio Cruze, substituto do finado Vectra,  não aguenta mais se esconder e será mostrado a todos nos primeiros dias de setembro. O Cruze hatch, substituto do Vectra GT, também é esperado para breve. No meio tempo, será a vez do sedã compacto Cobalt, que teve o processo todo bastante acelerado e deve limpar-se da maquiagem até o final do ano para aposentar Corsa sedã e Astra de uma só vez. Há ainda o projeto das minivans que devem substituir Meriva e Zafira. Mas pouco se fala do utilitário abaixo, visto pela equipe de UOL Carros no último sábado indo em direção a Indaiatuba (curiosamente, local do Campo de Provas da Cruz Alta, que a GM mantém na cidade):

Fotos 3 e 4: Paulo Camilo/UOL

3 – Van tem placas de S. Caetano do Sul (SP) e logo da Chevrolet encoberto

Sim, parece uma van chinesa — lembra muito a Towner, aliás — e, segundo especialistas, é realmente uma van chinesa. A origem correta, porém, é entregue pela placa de São Caetano do Sul (SP) e pelo padrão dos emblemas encobertos por adesivos (disposição e tamanho): o modelo é um desenvolvimento conjunto da GM com seu parceiro chinês e pode ganhar vida com a gravatinha dourada da Chevrolet para disputar vendas num segmento no qual a marca tem participação nula atualmente. A aparição da van não é recente: há algum tempo, diferentes unidades foram vistas nos arredores da fábrica da GM no ABC Paulista, mas os especialistas ouvidos apontam que as chances de algum lançamento ocorrer até o próximo ano são fortes.


4 – Com três fileiras de assento, uso é no transporte de passageiros, não de cargas

Afinal, outra caraterística de um mercado aquecido é a de que sempre há espaço para mais.


O que há num nome? Às vezes, muito mau gosto
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UOL Carros

Da Redação

Não é fácil batizar alguém ou alguma coisa. O casal “grávido” que discute o nome do bebê faz isso por amor, mas quem decide como vai se chamar um novo carro o faz por dinheiro. Então, por que há tantos nomes esquisitos, bobos ou francamente inadequados entre os modelos vendidos no Brasil?

Ressalve-se que há carros que já vêm (mal) batizados do exterior. Mas há muitos que foram projetados para o Brasil, e mesmo assim escorregam no RG. UOL Carros selecionou alguns exemplos, listados por ordem alfabética:

 

Abaixo, explicamos cada um dos casos:

AGILE – O nome do compacto da Chevrolet não é exatamente feio, e teve o mérito de enterrar de vez o TOC da marca (“herdado” da Opel) de sempre terminar seus nomes em “a”. O problema é a falta de acento, que gera a dúvida: é “ágile” ou “agíle”? A equipe de UOL Carros já respondeu umas 5.664 vezes, para amigos e leitores. Uma vez mais: é ÁGILE!

AMAROK – A picape média da Volkswagen poderia muito bem se chamar Conceição: como na velha canção consagrada por Cauby Peixoto, “ninguém sabe, ninguém viu”. E quem garante que o insucesso nas vendas no Brasil não está ligado a esse nome esquisito, de remota origem esquimó, que significa “lobo”?

CERATO – O nome do sedã da Kia significa “unguento de uso tópico, composto basicamente por cera de origem diversa e um ou mais óleos graxos”, ou “cada um dos lobos respiratórios presentes no manto dos moluscos gastrópodes (como a lesma)”, sendo que esse segundo significado nos parece o mais emocionante. Mas legal mesmo é trocar uma letra (“a” pelo “o”) e mudar o significado para “sujidade provocada na pele por falta de higiene”. Ou então colocar um “i” no lugar do “o” e dobrar o “t”. Pronto: o sedã virou mortadela.

CIELO – O carro da Chery teve o nome escolhido por meio de um concurso, já que na China ele é conhecido como A3, nome que — talvez a marca não soubesse — já era usado pela Audi desde 1996. Cielo parece o nome perfeito, já que significa “céu” em italiano e é também o sobrenome de um grande atleta brasileiro. Ocorre que o nadador Cesar Cielo é humano e está sujeito a crises de imagem, como a recente acusação de doping; e logo depois do lançamento do carro no Brasil uma rede unificada de cartões adotou o nome e fez massiva propaganda na TV. Ou seja, o carro da Chery é a última coisa em que se pensa ao ouvir “Cielo”.

FREEMONT – É fato: o primeiro SUV da Fiat (emprestado da Dodge) tem nome de cigarro. Na verdade, de dois: Free e Belmont.

Foto: Divulgação

Quem fumou ou brincou de Stop sabe: há duas marcas de cigarro no nome do SUV da Fiat

HOGGAR – Fraca nas lojas (injustamente, porque é toda certinha), a picape pequena da Peugeot ainda sofre com um nome de sonoridade horrível. O termo refere-se a uma região do deserto do Saara, e aparentemente quer passar a ideia de robustez. O problema é que passa apenas a ideia de feiúra (a propósito, pronuncia-se “ogár”).

IMPREZA – Carro conhecido por vários nomes, como Subaru Imprensa, Subaru Empresa, Subaru Impresa e Subaru Empreza, entre outros. Só não se consegue chamá-lo de Subaru Impreza.

KYRON – E, como se não bastasse, Actyon e Rexton: a gama da SsangYong tem nomes que parecem herdados de obscuros heróis de histórias em quadrinho do século 20. Na verdade, existe uma cidade canadense chamada Rexton, e Kyron é um nome próprio, mas isso nem viria ao caso se os carros fossem minimamente bonitos.

ÓRGÃOS SEXUAIS – Calma! Não existe um carro com esse nome. Mas existem o Kia Picanto e as versões Picasso da Citroën. E, claro, a marca Chana.

Foto: Divulgação

Citroën Xsara Picasso: a minivan é familiar, mas as brincadeiras com seu nome, não

QQ – Nome de carro chinês é sempre complicado. Em seu país de origem, QQ significa “gracioso”. Para o consumidor anglófono, o nome lê-se como “quil quil”, mesma pronúncia de “kill kill” ( “to kill” = matar; kill = mate!) e de “queue queue”, sendo que “queue” significa “fila”, palavra ruim de associar a algo destinado a se mover. No Brasil, a própria Chery usou o nome num trocadilho: “QQ esse carro tem?” Corre o risco de ouvir em resposta: “QQ é isso, Chery!”

REPETE, POR FAVOR? – A Honda, como o Chacrinha, parece ter o prazer de confundir. Tente manter uma conversa telefônica a respeito dos modelos Civic, City e Fit e entenda o porquê dessa afirmação… Pior ainda, no caso dos dois primeiros carros não adianta nem berrar “EU ESTOU FALANDO DO SEDÔ, já que ambos o são. Em menor medida, o mesmo acontece com os Volkswagen Golf e Gol.

SANTA FE, TUCSON, VERACRUZ – Os SUVs da Hyundai também são campeões em erros de grafia, já que o pessoal assume que Santa Fe e Veracruz ficam no Brasil (sendo que a primeira fica no Novo México, Estados Unidos, e a segunda no México) e que esses carros foram inventados e fabricados sob medida e carinhosamente para a classe média verde-amarela. E Tucson, nome de outra cidade dos EUA, não se fala “túqsom”, e sim “tússom”. Se o carro chamasse Miami seria bem mais fácil.


Freemont, free, só aqui na web
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UOL Carros

Da Redação

Um dos lançamentos automotivos mais interessantes deste ano é o Fiat Freemont. O leitor pode ter a certeza de que ele jamais será eleito “carro do ano” no Brasil (o Chevrolet Cruze é barbada, anotem aí), mas no mínimo será um caso de estudo de mercadologia e gerenciamento de produto.

O Freemont é uma variação do Dodge Journey com o logotipo da Fiat na grade. O crossover é o primeiro exemplo do que a aliança Fiat-Chrysler poderá render em termos de “rebadging” — vender o mesmo carro em duas marcas, algo que General Motors e Ford sempre fizeram.

Divulgação

Fiat Freemont, releitura à italiana do crossover norte-americano da Dodge

O Journey já é vendido no Brasil desde 2008. A rede de concessionárias e o cacife publicitário da Fiat no país são imensamente maiores que os da Dodge, e o Freemont virá com preço menor, começando na vizinhança dos R$ 80 mil (o Journey estreou no Brasil a  R$ 98.900). As versões mais caras seguirão com o logotipo da Dodge.

O fato é que o Freemont é um produto pensado para a Europa, de onde veio a foto que ilustra este post. E quer saber o que o carro tem a ver com o Brasil? Então fique ligado, porque a apresentação do modelo à imprensa do país, incluindo os principais portais e sites automotivos da internet, acontece na semana que vem — mais precisamente entre quarta e quinta-feira (10 e 11). UOL Carros estará lá.

Claro, se você tiver pressa em saber sobre o Freemont, já pode pagar pela informação — e vai custar mais de R$ 10! Mas aqui na internet é tudo de graça. E você pode comentar na hora. E, também, ver mais fotos do modelo com apenas um clique, como aqui. Ou ler mais — na hora, sem precisar ir à estante — sobre o “clonado” Journey, como aqui e aqui.

Melhor esperar, né?

PS — Ricardo Meier, competente colega do iG Carros, citou este post em seu blog. Retribuo a gentileza e, claro, difundo sua (nossa) causa.