Blog UOL Carros http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br Blog produzido pela equipe de UOL Carros com informações, análises, curiosidades e bastidores do mundo automotivo. E, se possível e cabível, com pitadas de bom humor. Fri, 20 Apr 2018 07:00:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Onix ou Ka? Que nada, é o novo compacto da Honda para a Ásia http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/onix-ou-ka-que-nada-e-o-novo-compacto-da-honda-para-a-asia/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/onix-ou-ka-que-nada-e-o-novo-compacto-da-honda-para-a-asia/#respond Fri, 20 Apr 2018 07:00:45 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5458

Small RS Concept é bonito, mas lembra vários compactos

Não falta gente por aí dizendo que os hatches são todos iguais. Fato é que alguns modelos realmente parecem ter sido inspirados em outros — e é o caso do novo compacto da Honda.

O Small RS Concept é uma das atrações do Salão da Indonésia, e não só por ser um projeto novo. Ele também antecipa as linhas do futuro Brio.

O Brio foi desenvolvido na Índia para diversos mercados asiáticos e foi cogitado para o Brasil. Entretanto, a Honda desistiu de lançá-lo por aqui após realizar várias pesquisas e clínicas com potenciais clientes. Durante essas sessões, os clientes teriam criticado o pouco espaço interno, especialmente no porta-malas.

Enquanto isso, o modelo não só foi mostrado na Ásia como está prestes a ser renovado.

Apesar de ter sido mostrado como carro-conceito, o hatch parece pronto para ser produzido. O teto alto e a ampla área envidraçada – com direito à linha de cintura baixa para os padrões de design atuais – sugerem mais espaço interno para os passageiros.

Acessórios esportivos combinaram com o estilo do carro

A dianteira lembra muito o WR-V, principalmente no formato dos faróis. Já a traseira se parece com a do Onix pelo desenho das lanternas, embora também haja certa semelhança com o Ford Ka. Por enquanto não foram liberadas imagens do interior.

Alguns acessórios, como as rodas de liga leve na cor preta, os para-choques agressivos e a enorme asa traseira, sugerem que o hatch possa ter uma versão esportiva – algo inédito na linha Brio.

A Honda não confirma essa informação (tampouco se o veículo definitivo será assim), mas a imprensa especializada não poupou elogios ao projeto, classificado por alguns como “mini Civic Type R”.

Olha, nem precisa de tanto assim: um WR-V turbo já seria mais do que suficiente.

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Você compraria este raro Peugeot 205 GTI… blindado? http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/voce-compraria-este-raro-peugeot-205-gti-blindado/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/voce-compraria-este-raro-peugeot-205-gti-blindado/#respond Thu, 19 Apr 2018 07:00:14 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5443

Proteção do 205 GTI é nível 2, capaz de segurar projéteis de pistola 9mm

Blindar um veículo como um sedã médio ou um SUV é a decisão mais indicada para quem quer (e pode) se proteger da violência. Mas não um compacto como um Peugeot 205 GTI, certo? Pois foi exatamente o que fez um dos homens mais ricos da França.

Bernard Arnault é presidente da LVMH, maior grupo empresarial de marcas de luxo do mundo e dono de nomes como Moët & Chandon e Louis Vuitton. Partiu dele a ideia de blindar um 205 GTI zero quilômetro em 1990, após procurar um carro discreto que pudesse ser dirigido por ele mesmo.

Após ser todo desmontado, interior ganhou revestimento em couro

O projeto ficou sob a responsabilidade da Labbé, que desmontou o carro por inteiro antes de instalar os painéis de metal reforçado e vidros especiais para oferecer proteção de nível 2 — suficiente para parar projéteis de pistolas 9mm e Magnum.

Suspensão e freios também foram redimensionados para suportar os 525 kg extras de proteção, fazendo o 205 GTI saltar dos 875 kg originais para 1.400 kg.

Estas não foram as únicas mudanças: a cabine recebeu um novo revestimento em couro e ganhou ar-condicionado e direção hidráulica. O motor 1.9 de 130 cv não foi modificado.

A qualidade do trabalho impressiona pelo grau de detalhamento, fazendo com que a maioria das pessoas não percebam as alterações realizadas no carro. O 205 GTI foi utilizado por Arnault durante alguns anos, antes de fazer parte do seu acervo de carros de coleção.

O veículo está com 14.700 km rodados e será leiloado pela Art & Revs, de Luxemburgo. Quem quiser levá-lo para casa precisa desembolsar a bagatela de 37.500 euros — exatamente 11 mil euros a mais do que valor pedido pelo 208 GTI na França.

Preço de reserva do hot hatch é de 37.500 euros

 

 

 

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Ford Mustang é o cupê esportivo mais vendido do mundo pela terceira vez http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/18/ford-mustang-e-o-cupe-esportivo-mais-vendido-do-mundo-pela-terceira-vez/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/18/ford-mustang-e-o-cupe-esportivo-mais-vendido-do-mundo-pela-terceira-vez/#respond Wed, 18 Apr 2018 07:00:41 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5436 O Ford Mustang foi o cupê esportivo mais vendido do mundo em 2017 com 125.809 unidades emplacadas. É a terceira vez consecutiva (2015, 2016 e 2017), segundo levantamento da inglesa IHS Markit, que o modelo leva a disputa.

A divulgação dessa liderança coincide com o aniversário de 54 anos do Mustang, lançado mundialmente no dia 17 de abril de 1964, data que se tornou o Dia Nacional do Mustang nos EUA. Como parte da celebração, a Ford produziu o vídeo que abre esta nota com imagens históricas e curiosidades.

As vendas do carro, após a reestilização apresentada no ano passado, continuam aquecidas. Neste ano, a Ford também começou a vendê-lo no Brasil e diz já ser líder do segmento de esportivos — foram 132 emplacamentos em março e 160 no acumulado do ano.

Dos quase 126 mil Mustang vendidos no mundo no ano passado, 81.866 foram nos EUA. De acordo com a marca, a demanda continua forte na China, onde vendeu 7.125 unidades.

O Mustang GT, disponível no Brasil, é a versão mais popular do carro em todo o mundo, que utiliza motor V8 de 5 litros aliado a um câmbio automático de 10 marchas. Desde o início da exportação do carro fabricado nos EUA em 2015 até o final de 2017, 418 mil unidades já foram vendidas em todo o mundo.

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Mais seguro: Volvo XC90 não tem registro de mortes na Inglaterra há 16 anos http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/mais-seguro-volvo-xc90-nao-tem-registro-de-mortes-na-inglaterra-ha-16-anos/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/mais-seguro-volvo-xc90-nao-tem-registro-de-mortes-na-inglaterra-ha-16-anos/#respond Mon, 16 Apr 2018 20:08:44 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5430

SUV tem várias tecnologias de segurança, além de condução semi autônoma

Até quem não entende de automóveis sabe que a Volvo faz alguns dos carros mais seguros do mundo. Agora temos um número impressionante para comprovar esta máxima: nenhum acidente fatal foi registrado dentro de um XC90 na Inglaterra pelos últimos 16 anos.

O levantamento divulgado pelo jornal The Telegraph aponta o SUV como o carro mais seguro daquele país foi feito pelo laboratório independente Thatcham Research. Mais de 50 mil veículos foram vendidos desde o lançamento do modelo, em 2002 — e não houve nenhuma vítima fatal nos acidentes registrados com o XC90 até hoje.

Pesquisadores apontaram que a adoção de assistências eletrônicas de segurança ajudaram neste feito, especialmente a frenagem de emergência — recurso batizado pela Volvo de City Safety.

O item, que atualmente equipa vários modelos mais baratos vendidos na Europa (como o VW Golf), já é oferecido de fábrica no XC90 há muitos anos. De tão essencial para a segurança, o Thatcham Research classifica o sistema como o “item mais importante já inventado desde o cinto de segurança”.

Primeira geração do XC90 já tinha frenagem de emergência

Em tempo: atualmente, o SUV está na segunda geração, que traz diversos recursos de segurança, incluindo o sistema de condução semi autônoma Pilot Assist, capaz de controlar a velocidade do carro (inclusive acelerações e frenagens) e até fazer curvas de raio intermediário a até 130 km/h.

Curiosamente, esta estatística endossa o ousado discurso da Volvo em 2008. Naquele ano, a empresa assumiu o compromisso de zerar o número de acidentes fatais ocorridos dentro de carros da marca até 2020. Falta pouco para o prazo terminar, mas, ao que tudo indica, a meta não parece tão difícil assim de ser atingida. Muito pelo contrário.

 

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Porsche 919 Hybrid vira monstro de 1.000 cv mais rápido do que um Fórmula 1 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/15/porsche-919-hybrid-vira-monstro-de-1-000-cv-mais-rapido-do-que-um-formula-1/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/15/porsche-919-hybrid-vira-monstro-de-1-000-cv-mais-rapido-do-que-um-formula-1/#respond Sun, 15 Apr 2018 07:00:31 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5420

Abandonar o Campeonato Mundial de Endurance não foi tão ruim assim para a Porsche. Só assim é que ela conquistou autonomia para mostrar todo o potencial do 919 Hybrid, uma máquina capaz de ser mais rápida do que um carro de Fórmula 1.

É isso mesmo: o 919 Hybrid fez uma volta de 1’41”770 no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, superando em 0,783 segundos o tempo estabelecido por Lewis Hamilton na etapa belga da Fórmula 1 em 2017. Em seu melhor giro, o Porsche obteve a velocidade média de 245,61 km/h e atingiu a velocidade máxima de 359 km/h.

Potência original do 919 Hybrid era de aproximadamente 900 cv

Livre das regras estabelecidas pela FIA para equilibrar o desempenho dos protótipos de Audi, Porsche e Toyota, a equipe pôde extrair todo o potencial do 919 Hybrid, que ganhou o sobrenome Evo. Partindo da base do projeto vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2017, os engenheiros da marca realizaram várias alterações em componentes vitais, como o medidor de fluxo de combustível e os sistemas de recuperação de energia – que usa o motor a combustão para movimentar o eixo traseiro ao mesmo tempo em que o motor elétrico cuida do eixo dianteiro. O motor 2.0 turbo V4, porém, permaneceu intocado.

Com essas alterações mais outras mudanças realizadas na aerodinâmica do veículo (suficientes para aumentar a pressão aerodinâmica em 53% frente ao carro do ano passado), o 919 Hybrid chegou a 730 cv mais os 446 cv vindos dos dois sistemas de recuperação de energia – totalizando incríveis 1.176 cv, contra aproximadamente 900 cv do bólido de 2017.

Protótipo preparado rodará o mundo para realizar exibições

Para dar conta do aumento brutal de potência, os engenheiros instalaram novos freios, recalibraram a direção e reforçaram a suspensão. O peso bruto foi reduzido em 39 kg (agora é de 849 kg) removendo itens “desnecessários” para um carro participar de uma volta rápida durante o dia, como ar-condicionado, limpadores de para-brisa, sensores, parte eletrônica para fornecer dados à torre de controle, macaco pneumático e até os faróis.

A Michelin também contribuiu com novos pneus desenvolvidos especialmente para o evento, preservando as dimensões dos compostos, mas aprimorando a estabilidade sem comprometer conforto e segurança.

“O 919 Evo é brutalmente impressionante e com certeza o carro mais rápido que já pilotei. Sua capacidade de aderência nas curvas é diferente de tudo que já vi, nunca imaginei que um carro seria assim. Até a velocidade a cada volta não se parece em nada com o que estava acostumado na WEC. É por isso que conseguimos não apenas ser mais rápido do que um Fórmula 1, mas 12 segundos mais veloz do que o tempo da pole position em Spa no ano passado”, afirmou Neel Jani, piloto da Porsche responsável pela façanha.

A foto oficial do recorde batido em Spa

Apenas os engenheiros parecem ter se divertido tanto quanto Jani. Pelo menos é o que afirma o chefe da equipe responsável pelo carro.

“Este projeto foi a realização do sonho de qualquer engenheiro. Independente do sucesso desta ideia, todos nós sabemos que o 919 Hybrid ainda não chegou ao seu limite. Nem mesmo a versão Evo entrega tudo que é capaz. Mas não estar limitado por regulamentos já é muito bom. Estamos com um sentimento de felicidade por saber que nosso trabalho foi suficiente para derrubar o recorde de um Fórmula 1”, declarou Stephen Mitas, chefe de equipe do projeto Porsche LMP1.

O recorde batido em Spa-Francorchamps, aliás, é apenas o primeiro capítulo da “turnê de despedida” do 919. Depois da Bélgica, ele partirá para a Alemanha, onde participará de uma exibição antes das 24h de Nürburgring em 12 de maio. Há participações agendadas também no Festival da Velocidade de Goodwood (12 a 15 de julho), no Festival da Porsche em Brands Hatch (2 de setembro) e na Porsche Rennsport Reunion, realizada em Laguna Seca entre os dias 26 e 29 de setembro.

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WR-V Turbo?! Querida Honda, coloca logo esse foguetinho nas ruas http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/wr-v-turbo-querida-honda-coloca-logo-esse-foguetinho-nas-ruas/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/wr-v-turbo-querida-honda-coloca-logo-esse-foguetinho-nas-ruas/#respond Wed, 11 Apr 2018 18:21:12 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5406

A Honda do Brasil está fazendo neste momento o lançamento para a imprensa especializada do novo Civic Si (R$ 160 mil), mas isso é “velho”: UOL Carros já mostrou os detalhes desse Civic cupê. O que a gente quer agora, querida Honda, é ver o WR-V Turbo nas lojas e nas ruas!

WR-V Turbo?!?! Pois é, WR-V Turbo. Ele existe, está rodando nas pistas neste momento e a gente quer ver ele nas ruas também. Se você também quer, vote na enquete que fizemos no Twitter. Se não quer, vote também!

Olha isso! WR-V modificado pela Honda chega a 165 cavalos

Do nada, a marca colocou um protótipo preparadaço do “mini-SUV” como carro-madrinha da sessão de testes do Civic Si, na pista do autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP). Carro-madrinha é o modelo que circula pela pista antes dos competidores para verificar condições de segurança e também ditar o ritmo de largada ou da retomada.

Então o carro precisa ser rápido, dar conta, certo? Desde quando um WR-V daria conta de rodar junto com um Civic Si?

Desde quando a preparação dê ao WR-V 50 cavalos extras de potência. No WR-V Turbo, o motor comum de 115/116 cv com etanol foi turbinado para chegar aos 165 cv máximos. Por conta da redução de custos do projeto, não se usou injeção direta de combustível (como ocorre no Civic). O torque (que empurra as rodas dianteiras) subiu pouco, passando dos 15,2/15,3 kgfm para 19,4 kgfm máximos.

(Só para constar, o cupê Civic Si usa motor 1.5 Turbo EarthDreams, com injeção direta de gasolina, calibrado para gerar 208 cv, 26,5 kgfm, pesando 1.310 kg. E o sedã Civic Touring usa o mesmo 1.5 turbo “amansado”, com 173 cv e 22,4 kgfm, pesando 1.326 kg.)

Houve ainda redução na geometria/altura das suspensões, no perfil das rodas/pneus e no uso de spoilers do WR-V. O mais visível deles é o gigantesco prolongamento na traseira, que de tão enorme ficou parecendo a aba de um boné virado para trás. O escape também foi totalmente modificado por conta do uso da turbina. E os bancos de passeio foram trocados por bancos que abraçam mais o corpo.

Nada foi revelado sobre velocidade máxima e aceleração. Ou sobre peso (o WR-V comum pesa 1.123 kg). Nem sobre uma possível estreia comercial ou preço. Mas onde há fumaça… Uma possível aparição no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, já seria legal, certo, Honda?

Asa traseira e spoilers, suspensão, rodas, bancos… tudo isso mudou

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Volvo XC40 vai rodar 18 mil km entre Brasil e EUA quase sem alterações http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/volvo-xc40-vai-rodar-18-mil-km-entre-brasil-e-eua-quase-sem-alteracoes/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/volvo-xc40-vai-rodar-18-mil-km-entre-brasil-e-eua-quase-sem-alteracoes/#respond Wed, 11 Apr 2018 07:00:36 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5401

Única modificação feita no XC40 é a inclusão de dois estepes extras

A Volvo realizará uma ação inédita para marcar a chegada do XC40 — seu SUV compacto que parte de R$ 170 mil — ao país. A partir do dia 22, uma unidade sairá do Brasil com destino aos Estados Unidos, fazendo um percurso de aproximadamente 18 mil quilômetros.

A versão escolhida é a Momentum 2.0 turbo, configuração intermediária e que custa R$ 195 mil (rodas aro 19; ar digital de duas zonas; câmera de ré; chave inteligente; retrovisores anti-ofuscantes; som de 250 W com oito alto-falantes; e carregador de celulares por indução, entre outros equipamentos) e não recebeu qualquer tipo de preparação para encarar a viagem.

Única exceção é a inclusão de um par de pneus sobressalentes, como forma de evitar qualquer transtorno caso dois pneus sejam avariados de uma vez só.

Dirigindo o XC40 estará Cacá Clauset, jornalista e piloto com vasta experiência em expedições e competições, incluindo duas participações no rali Paris-Dakar. Ao seu lado estarão dois cinegrafistas, responsáveis por documentar cada dia da jornada e assumir a direção em momentos de folga do piloto.

“Estou empolgado com este novo desafio. Fiz o trajeto uma vez no começo dos anos 2000, mas muita coisa pode ter mudado de lá para cá”, afirmou Clauset.

Carro ou barco?

Durante o percurso de 18 mil quilômetros, o XC40 passará por 14 países. O trajeto começa na região Sul do país, mais precisamente em Itajaí (SC), terminando em Newport, no estado norte-americano de Rhode Island.

Mas espera lá: dá para fazer todo o percurso de carro? A resposta é não. Não há estradas ligando Colômbia ao Panamá, como já contamos nesta reportagem de um casal que foi do Brasil até o Alaska numa picape. Portanto, a transição da América do Sul para a Central será feita de barco — e justamente por isso é que o tempo de viagem pode aumentar de 15 para até 22 dias.

Toda a documentação (que inclui autorizações assinadas pela Volvo e devidamente traduzidas para espanhol e inglês, além de uma declaração de importação temporária para ingressar no México e nos EUA) e itens obrigatórios já foram providenciados para passar pelos países previstos no roteiro.

Data e percurso não foram escolhidos por acaso. A largada será no dia 22 de abril, dia no qual se comemora o “Descobrimento do Brasil”, mas que também marca o começo da oitava perna da “Volvo Ocean Race”, justamente entre as cidades de Itajaí e Newport. O evento é a maior regata (competição realizada entre embarcações) do mundo. Ela parte da Europa e passa por todos os continentes. A prova acontece desde 1973 e é realizada a cada três anos.

O percurso por água tem 5.700 milhas náuticas, ou aproximadamente 10,5 mil quilômetros. A “missão” do Volvo XC40 é chegar aos EUA junto com os barcos da competição. Mesmo assim, os organizadores ressaltaram que não se trata de uma “corrida” entre carro e barco.

Mas e a volta? Para quem ficou curioso, saiba que ninguém é de ferro: Cacá Clauset e sua equipe o farão de avião, enquanto o veículo deve ser reenviado para o Brasil dentro de um navio.

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Pague US$ 2 mil para trocar de BMW quantas vezes quiser — nos EUA http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/05/pague-us-2-mil-para-trocar-de-bmw-quantas-vezes-quiser-nos-eua/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/05/pague-us-2-mil-para-trocar-de-bmw-quantas-vezes-quiser-nos-eua/#respond Thu, 05 Apr 2018 14:11:56 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5396

Esportivo M2 é a principal atração do pacote mais barato

Pagar uma mensalidade fixa para assistir o que quiser é a premissa do Netflix. Este modelo de serviço de assinatura está sendo replicado por várias empresas de outros setores, inclusive montadoras.

Agora é a vez da BMW lançar o seu. O Access by BMW ainda faz parte de um programa piloto realizado em Nashville, no Tennessee, e permitirá que qualquer pessoa possa dirigir vários modelos da BMW por mês.

São vendidos dois pacotes: o Legend custa US$ 2.000 e oferece acesso a modelos como Série 4 (Coupé ou Conversível), Série 5, X5 e — a cereja do bolo — o cupê M2. Há também híbridos plug-in, como o 530e e o X5 Xdrive40e.

Quem quiser um pouco mais de adrenalina pode escolher o pacote M. Por US$ 3.700 mensais, o usuário tem à disposição esportivos como M4, M5, M6, X5 M e X6 M.

A mensalidade dos dois pacotes já incluem custos com seguro, manutenção periódica e assistência 24h. Se o usuário quiser trocar de carro, basta acessar um aplicativo no seu smartphone e fazer sua escolha para que um funcionário da BMW leve o veículo a qualquer endereço pouco tempo depois. A marca diz que todos os carros são entregues limpos e com tanque cheio.

“Serviços de assinatura são muito interessantes para nossos clientes e estamos felizes em oferecer um serviço de mobilidade para atender suas necessidades individuais”, afirmou o CEO do BMW Group Financial Services dos Estados Unidos, Ian Smith.

A BMW não é a primeira marca de luxo a oferecer este tipo de serviço no mercado norte-americano: em outubro de 2017, a Porsche lançou uma iniciativa nestes moldes, concedendo até 22 modelos da marca para quem pagasse uma mensalidade de US$ 3 mil.

Assim como a BMW, o programa da marca de Stuttgart ainda está em testes — no caso, apenas em Atlanta, nos Estados Unidos.

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Coca-Cola ou Fiesta? Máquina em formato de gato vende carros na China http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/03/coca-cola-ou-fiesta-maquina-em-formato-de-gato-vende-carros-na-china/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/03/coca-cola-ou-fiesta-maquina-em-formato-de-gato-vende-carros-na-china/#respond Tue, 03 Apr 2018 07:00:42 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5387

Máquinas de refrigerante são comuns em todas as partes do planeta. Na Ásia elas não vendem apenas bebidas: dá para comprar salgados, sorvetes, pizzas e até carros. Isso mesmo: carros.

A novidade é um dos pontos centrais de uma parceria tecnológica assinada pela Ford com a empresa de tecnologia Alibaba. O acordo desenvolverá áreas como inteligência artificial, armazenamento de dados na nuvem, marketing digital e venda online.

A ideia não é nova (a plataforma de venda online Carvana já havia feito o mesmo em 2017), mas o processo de compra é mais moderno. Neste caso, os veículos serão expostos em máquinas gigantes (com o estranho formato de um gato), e todas as etapas do processo de compra são feitas por um aplicativo de smartphone.

Após escanear qualquer carro na rua com a câmera de seu telefone celular, o aplicativo identifica o modelo do veículo e indica quais máquinas possuem unidades em estoque.

Usuários podem ficar até três dias experimentando o carro

Basta tirar uma selfie para confirmar sua identidade e ter acesso ao carro escolhido. É possível dirigi-lo por até três dias e comprá-lo a qualquer momento pelo próprio aplicativo.

No entanto, a transação só é autorizada se o comprador possuir no mínimo 700 pontos no sistema de crédito digital Zhima (plataforma que estipula a pontuação de acordo com as interações nas redes sociais e compras realizadas no Alibaba) e for um membro Super do Alibaba.

Os motoristas cadastrados no serviço podem experimentar apenas um modelo por categoria, e realizar até cinco test-drives nos primeiros dois meses de funcionamento do programa. As primeiras máquinas estarão em Nanjing e Xangai, sendo que várias outras serão espalhadas pelo país.

A Ford, aliás, não deve ser a única montadora parceira do Alibaba. Audi, BMW, Maserati, Mercedes-Benz e Volvo já manifestaram interesse em vender seus carros nas máquinas chinesas.

Além da Ford, várias fabricantes manifestaram interesse no modelo de vendas

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Cinquentona e “inquebrável”, Toyota Hilux foi vendida até pela Volkswagen http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/02/cinquentona-e-inquebravel-toyota-hilux-foi-vendida-ate-pela-volkswagen/ http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/2018/04/02/cinquentona-e-inquebravel-toyota-hilux-foi-vendida-ate-pela-volkswagen/#respond Mon, 02 Apr 2018 07:00:12 +0000 http://uolcarros.blogosfera.uol.com.br/?p=5345

Oito gerações e fama de “pau para toda obra”: a Hilux virou referência em picape média

É difícil pensar em picapes sem lembrar da Toyota Hilux. Ao longo de oito gerações, a picape (que completa 50 anos em 2018) construiu uma imagem de robustez dificilmente igualada pelas rivais, e fez até a Volkswagen se render aos seus encantos — conforme você descobrirá mais adiante.

A Hilux (nome criado a partir das abreviações de “High Luxury”, uma ironia para um veículo tão espartano) foi lançada em março de 1968.

Tinha carroceria sobre chassi, tração traseira e um porte menor do que as tradicionais picapes de Chevrolet, Dodge e Ford, conquistando clientes que precisavam de um veículo mais prático em vez de espaço ou potência.

A segunda geração surgiu em 1972 com um design mais esportivo, mirando nos consumidores mais jovens que viam nas picapes um veículo de lazer. Além do estilo, a oferta de motor 2.0 aumentou a aceitação da Hilux em mercados como os Estados Unidos — onde a picape passou a se chamar apenas “Toyota Truck”.

A terceira geração da Hilux já se adaptava ao mercado norte-americano, trazendo até câmbio automático

A renovação de geração realizada em 1979 trouxe opção de câmbio automático e tração nas quatro rodas. Até ar-condicionado e piloto automático podiam equipá-la no mercado norte-americano.

A grande novidade da linha 1984 foi a quarta geração, trazendo opção de cabine estendida e popularizando a carroceria de cabine dupla fora dos EUA. Mas nada fez a Hilux virar tão popular por lá como sua aparição em uma versão customizada apenas para o filme “De Volta para o Futuro”.

Esta geração, inclusive, ficaria famosa pela participação no programa “Top Gear”, da BBC. O âncora Jeremy Clarkson adquiriu uma picape movida a diesel feita em 1988 (veja abaixo) com mais de 306 mil quilômetros rodados. Fizeram de tudo para acabar com a picape: desceram escadas, derrubaram um piano em cima do capô, afundaram o carro na água do mar, incendiaram e, por fim, colocaram a Hilux dentro de um prédio implodido.

Com mais de 300 mil km rodados, a picape sobreviveu até à implosão de um prédio

Mesmo com a proibição de usar peças de reposição (apenas um kit de manutenção básico poderia ser utilizado pelos mecânicos), a picape não só continuou funcionando como virou uma espécie de troféu do programa, que manteve o veículo em exposição dentro do estúdio.

Uma nova picape surgiu em 1989. Foi esta a primeira Hilux importada para o Brasil e a única fabricada nos Estados Unidos. Ironicamente, ela deixaria de ser vendida por lá pouco tempo depois, já que a Toyota decidiu substitui-la pela Tacoma, um modelo maior e com características mais adequadas aos gostos do público norte-americano.

Quinta geração da Hilux foi a primeira a ser vendida no Brasil — e a última comercializada nos EUA

Naquele ano começava uma das parcerias mais esquisitas da história da indústria automotiva daquele tempo. A Volkswagen firmou um acordo com a Toyota para vender a Hilux com o nome de Taro na Europa. As duas picapes eram praticamente idênticas, salvo pelo famoso logotipo da marca alemã na grade e na tampa traseira.

VW vendeu Hilux como Taro, mas fracassou

A versão de cabine simples com tração traseira era produzida na fábrica de veículos comerciais da VW, em Hannover (Alemanha), enquanto a configuração de cabine estendida 4×4 vinha diretamente do Japão. O acordo foi desfeito em 1992 devido às baixas vendas, e a VW só voltaria a oferecer uma picape média 18 anos depois com o lançamento da Amarok.

A sexta geração chegou apenas em 1997 com leves mudanças estéticas. A Hilux também começou a ser produzida na Argentina, que passou a abastecer vários mercados sul-americanos — como o brasileiro.

Sétima geração da picape assumiu a vocação de automóvel de passeio da Hilux

A maior transformação da história da Hilux ocorreu em 2005, quando a picape definitivamente assumiu sua “vontade” de virar um carro de passeio. Bastante confortável e cheia de equipamentos impensáveis para uma picape algumas décadas atrás, ela virou quase um “Corolla com caçamba”.

A oitava geração está entre nós desde 2015 e deve ganhar em breve a reestilização realizada na Tailândia em meados deste ano.

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