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‘Guardiões’ bombam na rede e expõem insegurança do trânsito
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Num cruzamento qualquer, semáforo fechado, um Fiat Mille avança sobre a faixa de pedestres, deixando pouco espaço para que uma mulher a atravesse. Infelizmente, esta é a realidade de muitas cidades brasileiras, mas neste ponto a situação foge do comum: nove rapazes com luvas surgem, se espalham ao redor do hatch, para depois erguê-lo e conduzi-lo até o lugar correto de parada dos carros, atrás da linha de segurança. Após a façanha, o grupo segue seu caminho. Fim da história.

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Você também pode assistir ao clipe clicando aqui.

A cena que surpreende, e até estimula uma risada, é um viral — um vídeo que parece feito por um cinegrafista amador, mas foi produzido. Visto mais de 500 mil vezes no YouTube, ganhou a mídia internacional e levou muitos à reflexão.

Tudo faz parte de uma campanha criada pelo Rotary Club Hermann Blumenau, de Santa Catarina, para defender “um trânsito mais humano” e protestar contra mais de 1.000 atropelamentos nos últimos cinco anos, na cidade catarinense de Blumenau, que tem mais de 300.000 habitantes e é mais conhecida pela Oktoberfest. O mote é “Você também pode tirar um carro da faixa… o seu” (visite o site da campanha clicando aqui).

Apesar do sucesso do vídeo na rede mundial, a conotação é ruim para nosso país. O portal americano “The Huffington Post” (aqui) apelidou os nove de “Brazilian Crosswalk Guardians” (guardiões brasileiros da faixa de pedestre) e destacou que apesar dos acidentes de trânsito provocarem “1,2 milhão de mortes a cada ano, em todo o mundo, mais de 90% delas ocorrem em países de baixa e média renda”. Foi além, ainda, ao dizer que “o Brasil tem números de óbitos significativamente maiores que os de Chile e Argentina”. Por fim, há a citação de que a média de mortalidade em nosso trânsito é de 5,46 pessoas para cada grupo de 100.000 habitantes e que Blumenau perderia 13 de seus pedestres por ano.

O “Autoblog” (aqui) também destacou o vídeo e a taxa de 13 mortes por ano apenas na cidade catarinense. Mas errou ao classificar o carro infrator como sendo um Fiat Panda. Tudo bem, a gafe automotiva é justificável. O mesmo não pode ser dito do mico de tantas mortes no trânsito.

Aproveite o feriado para pensar um pouco.


Visitar o salão no feriado é exercício de paciência
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EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

Deixou para visitar o Salão do Automóvel neste feriado de Finados ou nos últimos cinco dias de evento? Então é bom você ser uma pessoa paciente, porque o passeio não será simples, nem calmo.

Fotos: Eugênio Augusto Brito/UOL

Confusão para quem vem ao Anhembi de carro começa 3 km antes do portão de entrada

Quem veio nesta terça-feira, dia 2, ao Anhembi já enfrentou problemas a quase 3 km de distância do Pavilhão de Exposições: a CET, companhia que gerencia o trânsito da capital paulista, bloqueou as rua Doutor Melo Nogueira e Professor Hermenegildo de C. Almeida, que servem de acesso à avenida Olavo Fontoura para quem parte da ponte da Casa Verde e da avenida Braz Leme. O resultado, claro, foi muita confusão e trânsito parado.


Na rua Brazelisa de Carvalho, flanelinha faz o sinal com as pontas dos dedos: o Anhembi “tá lotado”

A alternativa fica sendo subir de um a dois quarteirões pela avenida Braz Leme e pegar as ruas Marambaia e, na sequência, Brazelisa Alves de Carvalho, para só então chegar à Olavo Fontoura, que também tinha trânsito carregado nos dois sentidos.

Bom para os vendedores autônomos e para os flanelhinhas, que tomaram os arredores e vendem água, refrigerante, cerveja (sob o sol, a sensação é de 30º C, apesar do termômetro marcar 25ºC) e, claro, cobram para arrumar vagas na vias apertadas.

“Arrumar vagas”? Segundo os próprios flanelinhas, é melhor parar por ali mesmo, pois o estacionamento oficial do Anhembi “já lotou, companheiro”. Por incrível que pareça, era verdade: um cartaz no portão do estacionamento confirmava a informação.


Na chega ao estacionamento oficial, a confirmação: quem vier, que venha a pé, de taxi ou ônibus

De qualquer forma, fica o aviso: se resolver visitar o salão de hoje até domingo, especialmente a bordo de um carro, que venha cedo, se prepare para o calor (ou qualquer intempérie) e tenha muita paciência.