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Arquivo : September 2012

Mulher tenta estacionar Sandero na Europa… mas falta braço
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Este vídeo divulgado pela produtora europeia Zoomin.TV mostra uma cena inusitada: uma mulher tenta estacionar seu Sandero Stepway (que por lá é produzido pela romena Dacia) e recebe a ajuda de uma amiga, que desce para passar instruções.

O resultado, porém, é desastroso. Aliás, muito desastroso. Confira:


Batismos infames ou O que há num nome 3
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Há pouco mais de dois meses, por ocasião do lançamento do Fiat Grand Siena, publicamos um post (mais um) neste blog sobre nomes estranhos, absurdos, pretensiosos e bobos. Já havíamos feito algo semelhante em agosto de 2011 (aqui), mas parece que o assunto ganhou sua própria linha de montagem no universo automotivo atual, se renovando periodicamente. A dona do “lançamento” da vez é a GM. Lá fora e aqui.

Na Europa, a imprensa especializada está em polvorosa com o batizado do novo compacto das marcas Opel/Vauxhall, braços europeus da General Motors. Feito para se encaixar na gama abaixo do Corsa 4, o carrinho estreia no Salão de Paris, em setembro, como opção de mais apelo (leia-se mais luxo, equipamentos e visual interessante) que o do monovolume altinho Agila.

O nome do prodígio? Opel Adam (ou Vauxhaull Adam no Reino Unido), equivalente a Adão em português. O primeiro homem da tradição judaico-cristã levaria ao primeiro carro da marca.


Adam? Dar nome de gente ao compacto foi uma escolha polêmica da Opel

Um dos correspondentes locais do boletim “Automotive News” afirmou que o nome foi apresentado num evento oficial da Opel com a distribuição de uma espécie de HQ (história em quadrinhos, ou o popular gibi) explicando os motivos da escolha definitiva do projeto, que até então atendia por Junior. Nada de homenagear o fundador da marca alemã, Adam Opel, como se pensou inicialmente por conta do 150º aniversário de nascimento do industrial. Até porque isso seria uma desfeita com a co-irmã inglesa, empresa fundada por outro empresário, Alexander Wilson.

De acordo com os quadrinhos, a GM queria um nome forte e marcante para nomear seu compacto, que vai competir com Volkswagen Up, Toyota Aygo, Fiat 500, Mini Cooper e com um renovado Ford Ka. Nada que fosse “doce, bonitinho ou brincalhão”. Também deveria ser um nome masculino, já que o carro será forte e estiloso, na visão da montadora. Algo bem diferente, portanto, do que a Renault fez com seu compacto Zoe, que tem nome feminino. Pelo mesmo motivo, Allegra (que rima com Corsa, Astra e Insignia, na tradição europeia do grupo de encerrar os nomes dos carros com a letra A) foi descartado. Ficou Adam, mesmo.

Os europeus não engoliram a decisão da GM. E partiram para a ridicularização. Ainda segundo o jornalista, na manhã seguinte à apresentação, o Twitter pipocou com pérolas como “Primeiro Zoe, agora Adam. Quem teve a ideia de presentear as montadoras com um livro de nomes de bebês no último Natal?” ou “Este veio direto da gaveta com a etiqueta ‘nomes estúpidos’”. Também lembrou que a Renault enfrenta processos na Justiça movidos por mulheres que se sentem ultrajadas em ter seu nome associado a uma máquina. E de carros do passado que se deram mal com seu nome de gente, caso do Nissan Gloria.

BERÇÁRIO
Aqui no Brasil, olhos (e ouvidos) se voltam à nova safra de carros da Chevrolet, marca local da GM que lida com uma renovação total de sua linha e a obrigação de batizá-los. Vamos lá:

- S10: foi barbada, pelo sucesso histórico, ainda que neste caso pesem mais os “contras” do nome mundial Colorado, que poderia sofrer rejeição em algumas comunidades brasileiras (especulou-se que gaúchos que torcem pro Grêmio poderiam torcer o nariz), além de estar registrado por outra montadora em nosso país. O SUV baseado na picape seguirá a fórmula familiar e seguirá sendo Blazer (“bleizer” na pronúncia).

- Cobalt: até então desconhecido, é o nome do sedã que deu lugar ao Cruze nos Estados Unidos, mas aqui (como já contamos) a preocupação é com a pronúncia, “côbalt” ou “cobált”.

- Sonic: invenção total, ainda que não do departamento de marketing local. O nome do novo carro, hatch e sedã, foram tirados de onde, de um personagem de videogame? E vai ser “sônic” ou “soníc” na pronúncia tupiniquim?

- Spin: rainha dos flagrantes, a futura minivan poderia ter uma alcunha menos esdrúxula — “giro” em português. (E quem ficou com o Sonic dos games na cabeça, sabe que “spin” e “spin dash” são dois de seus movimentos).

- Enjoy: provável nome do anti-EcoSport da Chevrolet, vem da expressão americana usada nas latas de Coca-Cola e que pode ser abrasileirada para “curta, aproveite”.


Chevrolet Ônix teria nome de pedra preciosa, como o histórico Opala

- Ônix: o projeto do futuro compacto (na foto acima) da marca retoma uma ideia antiga, boa no passado, de usar pedras preciosas como inspiração (Opala!). Mas soa tão fora de contexto, que preferimos acreditar que algo melhor virá por aí.

E para não parecer que estamos de marcação, falemos também das alemãs:

- Macan: para batizar seu novo SUV, que ficará abaixo do Cayenne, a Porsche segue a tradição de usar a cultura de povos, tribos e locais diversos. Macan representa uma ilha, mas também uma espécie de tigre da Indonésia.

Foto: Brenda Priddy & Co
Disfarçado de Cayenne, Macan tem porte menor e faróis mais angulosos

- Pajun: outra futura criação da Porsche, uma espécie de mini-Panamera que vai competir com Mercedes Classe E, custando cerca de US$ 85 mil (R$ 160 mil). A palavra é quase um sinônimo para Cajun, que foi o nome de projeto do Macan, e que corresponde aos povos de origem francesa que migraram para a atual região da Louisiana, nos Estados Unidos.

- Antos: nova linha de caminhões da Mercedes-Benz, que será mostrada em breve na cidade alemã de Hanover. Nem precisamos dizer como este nome terá problemas aqui no Brasil…


O novo ainda demora a surgir no Brasil
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Da Redação
Em São Paulo

É curioso notar, às vezes, o avanço da indústria automotiva brasileira. Sobretudo quando o assunto é renovação de linhas, parece que estamos mais em movimento estacionário do que em evolução.

Apesar de ocuparmos o quarto posto mundial em vendas de automóveis, estamos entre os países onde o consumidor paga mais caro por um carro zero, isso se não ocuparmos o nada glorioso topo da lista, como já fazemos quando o assunto é imposto (a Car and Driver passa o assunto a limpo aqui). Também devemos liderar outro ranking inglório, o de país relevante que mais tem de aguardar para ter novidades, sobretudo nos segmentos mais populares — aqui, o chamado “tempo de amadurecimento” de um modelo é estendido até a exaustão — e muita gente, seja consumidor ou “do meio”, ainda acha isso normal. Esperamos tanto que, muitas vezes, os boatos ou “avisos de chegada” chegam de fora, de países com relevância automotiva muito inferior.

Foto: Reprodução

Acima, projeção do AutoBlog.rs que mostra o que seria a picape Sandero para o Brasil

A reclamação vale para todo o segmento popular, o mais rentável do país, mas vamos tomar alguns exemplos concretos:

A Chevrolet, depois de lançar a linha 2012 da dupla Celta/Prisma com dez meses de antecipação e quase nenhuma mudança, faz uma espécie de xepa do estoque de 2011 com descontos enormes. Novidade, de verdade, só quando a linha morrer em 2013/2014 (por força da obrigatoriedade de airbags e freios com ABS) para dar espaço ao tal projeto Onix, que deve corresponder a uma versão simplificada do atual Spark, compacto com motor de 1,2 litro e 81 cv criado na Ásia e que já roda na Europa além de, pasme, preparar sua chegada imediata para o Mercosul (onde gerações anteriores sempre rodaram), exceto Brasil.

O mesmo pode ser dito da Fiat, com seu Mille trintão (fará jus ao título em 2013, se o novo projeto City Car, que prevê um modelo popular a ser fabricado no Nordeste, demorar até lá para vingar).

Fotos: Divulgação e Reprodução

Spark (acima) deve ser simplificado para suceder Celta/Prisma no Brasil,
mas só em 2013. No resto do Mercosul, modelo é o lançamento do verão 2011

A justificativa é sempre a mesma: os modelos são “sucesso de público”. Não será por falta de opção? E se for mesmo questão de sucesso, o que dizer do movimento mais adiantado (o que não quer dizer mais rápido) que levará à substituição até o início do segundo semestre do Vectra pelo Cruze, no caso da GM (saiba mais aqui e aqui), e que já matou o Stilo e fez nascer o Bravo, no caso da Fiat?

Outra sinalização vinda de fora surgiu ontem (8), do AutoBlog sérvio (autoblog.rs): a Renault nacional estaria disposta a produzir uma picape derivada de um de seus carros compactos, para encarar (e dividir a glória) de modelos como Fiat Strada, Volkswagen Saveiro e outros. Uma escolha lógica, e mais barata, seria a já existente (na Europa) picape do Logan. Mas os sérvios apontam que o escolhido para o nosso mercado seria o Sandero. Só parecem dar bola fora ao dizer que o modelo contaria com motor de 2,0 litros e 140 cv e transmissão automática.

O certo é que a Renault, que trouxe o excepcional Fluence para o segmento do andar de cima (no lugar do Mégane), também está disposta a esticar a linha do pavimento térreo até onde der: novamente segundo a Car and Driver (detalhes aqui), um novo Sandero (novo em termos, já que deve ter apenas mudanças externas, já apontadas por um conceito no último Salão do Automóvel de São Paulo) só deve pintar por aqui ao final de 2012, após figurar na Europa Oriental. Claro, se o mundo não acabar antes, conforme acreditavam os Maias.

E você, está satisfeito? Opine (com educação) no campo apropriado!


Renault Sandero GT Line no álbum e nas lojas
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A receita é conhecida: máscara negra, rodas e apêndices escuros, cores “diferenciadas”, adesivos esportivos… mas nada de alterações mecânicas. Com isso, cria-se de “aventureiros” a “esportivados”, que as fábricas gostam de chamar de esportivos. O mais recente modelo nacional a adotar o pacote é o Sandero, da Renault.

Com o nome de Sandero GT Line, chega com o mesmo motor 1.6 que equipa a versão mais cara do hatch civil ou o aventureiro Stepway. Mostrado neste Salão do Automóvel, já chega às lojas do país por R$ 42.590 com airbag duplo. Se quiser freios com ABS o preço sobe em R$ 1.000.

Quer ver fotos? Clique sobre a imagem abaixo:

Foto: Murilo Góes/UOL

Sandero GT Line é versão esportivada do hatch da Renault: R$ 42.590


Renault traz mais um carro racional ao Brasil: o Fluence
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EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

Esqueça a Renault de estilo marcante e certa classe, aquela dos anos 1990 que produziu os emblemáticos Mégane, Scénic e até mesmo o ousado Twingo. A Renault que se vê já há algum tempo e que se apresenta no Salão do Automóvel de São Paulo tomou outro rumo: é racional ao extremo.

Com este espírito, a marca francesa mostra o sedã médio Fluence, lançado mundialmente em 2009 no Salão de Frankfurt. Em sua versão sulamericanizada, feita na Argentina, o modelo de 4,62 metros de comprimento conta com motor de 2,0 litros Hi-Flex, com 143 cavalos quando abastecido com etanol, rodas aro 17, porta-malas de 530 litros e chave eletrônica em forma de cartão, que não precisa ser utilizada para dar a partida no veículo.

- Veja imagens do Sandero GT Line

De acordo com a marca, o Fluence (que vem com o nome aportuguesado, sem qualquer sem qualquer acento francês: “flú-ên-ce”) vai brigar com Toyota Corolla e Honda Civic a partir de fevereiro de 2011.

O preço não foi definido, mas o sedã deve se valer do visual, que a Renault acredita ser vanguardista e arrojado (o leitor pode tirar suas próprias conclusões), e do pacote de equipamentos: direção elétrica, controles eletrônicos de tração e estabilidade, freios com ABS e EBD e câmbio manual de seis marchas ou automatizado CVT, vindo da aliança com a Nissan e que também permite a troca manual pela alavanca. Tudo isso embarcado em 2,70 metros de espaço entre-eixos e com garantia de três anos.

O SUV Duster, ou anti-EcoSport, originalmente feito pela romena Dacia (como outros “racionais” da Renault brasileira) não veio, mas tem o lançamento prometido para setembro de 2011. No seu lugar, o visitante terá de se contentar em ver uma versão conceitual do hatch compacto aventureiro Sandero Stepway, que pode antecipar alterações de visual do carro, como capô (prolongado), tomadas de ar frontais (as duas anteriores dão lugar a um filete) e para-choque (estilo “bocão”, como no rival Volkswagen CrossFox). E a versão esportivada, GT Line, com ar  esportivo (assim como o VW Polo GT).


O melhor e o pior do Salão de Paris
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CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Nada melhor para encerrar a cobertura do Salão de Paris 2010 do que um post apontando os carros mais e menos legais do evento — e também um álbum-enquete no qual quem escolhe a grande estrela é você, caro leitor.

Seguem abaixo as duas listas, de cinco carros cada, com as devidas justificativas para minha escolha. Clique no nome de cada um para saber mais.

O MELHOR:

Mercedes-Benz CLS – Pioneiro de um estilo que passou a ser sinônimo de sofisticação com esportividade (ou vice-versa), o cupê de quatro portas alemão ficou muito mais bonito em sua nova geração.

Peugeot 508 – De início esse sedã grande parece meio derivativo (BMW? Honda Accord antigo?), mas depois seu design classudo acaba convencendo; será um passo importante da marca francesa em seu projeto de crescimento global — e ele foi pensado justamente para isso.

Citroën C4 e DS4 – Embora o abandono do “estilo transformer” do C4 pareça um retrocesso, o carro ficou muito mais agradável de se olhar (leia-se, muito menos cansativo); já o DS4 é uma proposta premium interessante dentro de uma marca que, no Brasil, já é tida como sofisticada.

Chevrolet Cruze Hatch – Cotada para substituir o Vectra GT, a versão hatch do carro global da Chevrolet agrada mais que a três-volumes; o Brasil merece esse carro, de preferência com um motor mais moderno que os da atual gama da marca.

Elétricos acessíveis – Por ora é uma promessa semicumprida: vender carros elétricos pelo mesmo preço que os convencionais. A Renault já oferece na Europa versões 100% elétricas do Kangoo e do Fluence, mas a bateria é alugada em separado. Fica no ar a expectativa pelo ZOE, padrão da marca francesa para seus futuros elétricos.

O PIOR:

Chevrolet Orlando – Feio, desproporcional e com nome que seria piada pronta no Brasil (na verdade, refere-se à cidade homônima dos EUA), o crossover de sete lugares fazia um contraste tenebroso com o simpático Cruze hatch no estande da marca.

Volkswagen Passat - A maior decepção do Salão de Paris. A nova identidade global da Volkswagen, que conhecemos na gama Fox, não caiu bem num carro de segmento superior — ficou anódino, para dizer o mínimo, e praticamente igual ao novo Jetta, que virá ao Brasil antes, em 2011.

Renault DeZir – A cada salão internacional a Renault mostra carros-conceito de formas arrojadas e futuristas, exatamente como o DeZir, e a cada salão também apresenta carros de produção com design ultrapassado e sem graça. Fica o puxão de orelha.

Hyundai ix20 – Uma tentativa meio infeliz de fazer um crossover em escala menor usando a plataforma do Kia Venga, que é menos pretensioso e mais simpático. A grade frontal em formato de “rabiscos” é inexplicável.

Range Rover Evoque – Menor carro da Land Rover, peca pelo design “achatado”, pela falta de tração integral e pelo acesso difícil ao banco traseiro.

Bem, obviamente essas são opiniões pessoais do acima-assinado. Para votar no seu carro preferido do Salão de Paris de 2010, visite o álbum-enquete. Nele, os carros aparecem em ordem alfabética (por marca). É por isso, e só por isso, que um Alfa Romeo é o primeiro, e um Volvo, o último.


Em vídeo: Salão de Paris traz elétricos ‘possíveis’
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Caros e inacessíveis. Aos poucos os carros elétricos vão deixando a má impressão para trás e se tornando concretos e possíveis. Veja as novidades apresentadas em Paris no vídeo abaixo, produzido pela equipe do programa Auto+ especialmente para UOL Carros.

[uolmais]http://mais.uol.com.br/view/6795170[/uolmais]


Sarkozy, o carro feioso e a dor de cabeça
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CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros, enviado especial

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou o Salão de Paris por volta das 12h de hoje, sexta-feira (1). Enquanto todo mundo se espremia para ver e fotografar o mandatário, UOL Carros preferiu capturar uma imagem do carro oficial: um Renault Vel Satis, esse que aparece com a bandeira da França na foto mais abaixo.

O Vel Satis, cujo nome refere-se a “velocidade” e “satisfação”, é um dos carros mais feios já vendidos no mundo (a traseira, que não aparece na imagem, é o ponto mais fraco). Sua produção foi encerrada em 2009; o Latitude o substituirá como carro mais luxuoso do portfólio da marca.


O Vel Satis a postos para receber Sarkozy: beleza não é tudo

O presidente francês também usa um Citroën C6, certamente para ficar bem com a Renault e com a PSA. No entanto, nas duas vezes em que vi Sarkozy de mais ou menos perto, ele estava com o Vel Satis.

Diriam os machistas: para quem anda “a bordo” da Carla Bruni, pouco importa o carro oficial, certo?

Mas vale notar que Sarkozy está vivendo um péssimo momento de seu mandato, com popularidade em queda (cerca de 60% dos franceses o reprovam) e uma dor de cabeça enorme — daquelas que nem a Carlinha cantando baixinho ao pé do ouvido resolveria — devido ao aperto contra a imigração e a repressão aos estrangeiros que vivem ilegalmente na França.

Outro dia a revista Marianne o chamou de “patético” na capa; já a L’Express, que é mais conservadora, tentou explicar nesta semana “porque ele (Sarkozy) suscita ódio”.

Amanhã, dia de abertura do Salão de Paris para o público em geral, trabalhadores das montadoras francesas prometem um protesto, às 14h, na porta do Parc des Expositions, sede do evento. Melhor o Sarkozy e seu Vel Satis ficarem bem longe daqui.

Foto: Claudio de Souza/UOL


Renault quer elétricos baratos; Brasil não vê novo sedã grande
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CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros, enviado especial

Pouco ou quase nada que a Renault mostra aqui no Salão de Paris diz respeito ao Brasil, ao menos imediatamente. O chefão mundial da empresa, Carlos Ghosn, compareceu ao evento para afirmar que o objetivo principal da marca é apostar na eletricidade como energia de propulsão automotiva. Para isso, apresentou o ZOE Preview, carro-conceito que antecipa em 90% (segundo a marca) o modelo real, a ser lançado em meados de 2012.


O todo-poderoso Carlos Ghosn ao lado do ZOE, que já está quase pronto

Ghosn afirmou que o ZOE será “a fundação da gama de emissão zero [de gases poluentes] da Renault”. Com 4 metros de comprimento e enormes rodas de 19 polegadas — será que elas serão mantidas no carro de produção? –, o ZOE terá torque de 22 kgfm disponíveis imediatamente, mas velocidade máxima de apenas 135 km/h.

Um desafio mais imediato é vender versões elétricas de carros já existentes pelo mesmo preço das dotadas de motores a combustão. “Queremos carros elétricos baratos”, disse Ghosn. Juntando ação às palavras, a Renault passou a oferecer aos europeus o sedã Fluence e a multivan Kangoo na versão ZE (de “emissão zero”), pedindo por eles, respectivamente, 26 mil euros (R$ 60 mil) e 20 mil euros (R$ 46 mil). Na França há a possibilidade de um bom desconto sobre esse valor. Só que as baterias não estão incluídas: paga-se 79 euros e 72 euros mensalmente para o leasing da peça.


Se liga (na tomada): esse ZOE ainda vai dar o que falar, promete a Renault

A Renault também mostrou o conceito DeZir, um cupê baixo e de linhas fluidas, um estudo de estilo que pode esconder dicas de como serão os modelos da marca mais adiante — renovação que, aliás, seria muito bem-vinda.


Cupê DeZir esconde possíveis atualizações — todas bem-vindas — do portfólio da Renault
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Demais disso, chama atenção no estande da Renault o novo sedã grande Latitude. Um exame dos seus (intermináveis) 4,89 metros de comprimento faz pensar: esse carro deve ser da Hyundai e veio parar aqui por engano. Lembra, principalmente, o Genesis.

Não é verdade, mas tampouco é um absurdo: o Latitude é uma repaginação do sulcoreano Samsung SM5 visando o mercado da Europa e, principalmente, dos chamados países emergentes (os “quase-lá”). Carlos Ghosn, que tem cidadania brasileira, não citou nosso país como um dos futuros endereços do sedã — mas citou o México. Com uma unidade de força V6 de 240 cavalos, poderia ser um rival para o Hyundai Azera, por exemplo. Mas ficaremos mesmo com o Fluence, substituto eventual do Mégane. E não será o ZE.

Fotos: Claudio de Souza/UOL e Murilo Góes/UOL