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Leitor escolhe rivais, mas HB20 sedã é o Hyundai nacional mais bem conceituado
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Enquete realizada por UOL Carros, encerrada nesta sexta-feira (31), perguntava qual dos carros da família nacional da Hyundai era o preferido do leitor — HB20 (hatch), HB20X (aventureiro) ou HB20S (sedã). Mas também dava ao internauta a opção de não votar em nenhum deles, escolhendo “Prefiro rivais, tipo Onix e Prisma”.

E esta última foi a opção mais votada, com 38% da preferência. No total, a enquete recebeu 60.092 votos.

Este resultado pode ser visto como indício de aprovação da linha Onix/Prisma da GM, que também tem crescido na intenção de compra do brasileiro nos últimos meses, junto com a família HB20, mas também uma espécie de protesto contra a Hyundai, que tem problemas de produção e já não consegue atender à demanda por seu modelo compacto. Filas de mais de três meses (em alguns casos) e vendedores pouco cordiais são efeitos colaterais.

Por outro lado, a avaliação dos votos pertinentes aos modelos da Hyundai mostra uma boa aceitação do três-volumes: o HB20S teve 30% do total de votos, seguido de longe pelo HB20 original, o hatch, com 19%. A variação aventureira HB20X, que não justifica seu preço maior pelo conteúdo oferecido, foi a menos votada, com 12%.

Confira o resultado final na imagem abaixo ou clicando aqui.

Vale lembrar que esta não é uma pesquisa científica, e que seu resultado representa apenas a opinião dos leitores que se dispuseram a votar. A soma dos votos não dá 100% devido aos arredondamentos automáticos.


Hyundai HB20S mostra como está difícil arrumar um bom nome
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A Hyundai confirmou no final desta sexta-feira (1) que o terceiro modelo da família HB irá se chamar HB20S. Trata-se da versão sedã do compacto, que será apresentada à imprensa no próximo domingo, em Foz do Iguaçu (PR).

O Hb20S não foi visto sem camuflagem até agora, ao contrário do hatch, que foi flagrado por UOL Carros antes do lançamento. Ele chega para ampliar a participação da Hyundai no mercado de populares e para acirrar ainda mais a briga particular com a GM e a geral com outros líderes do mercado. Em poucos meses, HB20 e Onix já figuram entre os cinco mais vendidos do país.

A confirmação do nome, porém, evidencia o fato de que está cada vez mais difícil batizar um carro. O próprio Prisma, rival maior do HB20S, relançado nesta semana, é um exemplo de carro com nome ruim — não pelo substantivo em si, mas por todo o conceito negativo deixado pelo carro que ostentou o nome antes. Se não fosse o Onix, aposte que ele (o nome) não teria outra chance…

A quantidade de modelos que fizeram sucesso, saíram de linha e agora voltam com nomes antigos (FuscaVoyageSantanaS10Towner e possivelmente Tracker), aliás, mostra que esta parece ser a saída mais fácil.

A Hyundai anda meio sem critérios na escolha de seus nomes. O ix35 chama-se Tucson lá fora e só não recebeu este nome por aqui porque o antigo Tucson continua em linha. E o Veloster é um carro que, digamos, não é veloz.

O HB20, que todos pensavam que receberia essas iniciais por causa da carroceria hatchback, tem esse nome por que é o primeiro modelo fabricado pela Hyundai Brasil (e não importado ou montado pelo grupo Caoa).

A versão aventureira do compacto chama-se HB20X — o X, neste caso, vem do inglês (Cross) e virou sinônimo de esportivo fora-de-estrada. Neste final de semana surge o HB20S. Costumeiramente usada para representar uma versão ou o lado esportivo (ainda que só na aparência) de um carro, a letra S aqui significa simplesmente sedã. Por que não o tradicional “HB20 sedã”?

UOL Carros estará em Foz do Iguaçu para a cobertura completa do lançamento já a partir deste domingo. (André Deliberato)


Sedãs de Onix e HB20 chegam quase juntos
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O segundo round da luta entre Chevrolet Onix e Hyundai HB20 já está marcado. Nos dias 26 e 27 de fevereiro, a General Motors apresenta em Joinville (SC) seu novo três-volumes, batizado de Onix Sedan ou Prisma (o atual dono desse nome saiu de linha em 2012).

Menos de uma semana depois, entre os dias 4 e 6 de março e em local ainda não anunciado, a fabricante coreana revela ao Brasil como é o sedã do HB20 — que pode ganhar um pequeno complemento ao nome para diferenciá-lo do hatchback, já à venda.

Onix três-volumes camuflado, clicado pelo leitor Luís Gustavo M. de Oliveira

A disputa entre os dois lançamentos mais importantes de 2012, ambos fabricados no país, pende hoje para o carro da Chevrolet, mas não lhe é nada fácil. Na primeira quinzena de janeiro, o Onix emplacou 4.924 unidades, ante 3.921 do HB20. É um resultado que está longe de ser ruim para o modelo da marca sul-coreana: a fábrica que o produz, em Piracicaba (SP), mal completou meio ano de funcionamento.

No fundo, GM e Hyundai estão “sentindo” o mercado: a primeira, ao finalmente oferecer um carro compacto digno do cada vez mais antenado consumidor brasileiro; a segunda, ao desafiar gigantes no quintal da casa deles.

Vale MUITO a pena esperar para conhecer esses dois carros.


Veja equipamentos que podem ser mais caros que o seu carro
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O tema já vinha se arrastando pela redação de UOL Carros. O Aston Martin Vantage V8 Roadster, avaliado no último mês de agosto, foi o marco deste post: a chave do carro (não só dele, mas de qualquer outro modelo da marca) pode custar cerca de R$ 30 mil.

Isso nos fez lembrar da rodas cromadas do Ford Edge, que não saem por menos de R$ 8 mil, e do sistema de som Bang & Olufsen do Audi A8, que custa aproximadamente R$ 50 mil.

Saiba quanto custam alguns equipamentos

Veja Álbum de fotos

Aqui, cabe um atenuante à Audi: apesar de careira, a marca divulga a lista de preços completa de todos os opcionais de sua gama — Mercedes e BMW, por exemplo, não revelam e não fazem tanta questão disso…

Banco, farol, TV, frigobar, GPS. O álbum que acompanha este post mostra série de equipamentos que, vamos dizer, têm preço além do normal. Mas, convenhamos, os valores do chamado mercado premium são elevados principalmente porque existe um público disposto a pagar pelo que acha ser exclusivo.

A lista não é definitiva e cada acessório com preço exorbitante que aparecer será aplicado ao álbum. E você, o que achou? Comente no campo apropriado.


Hyundai mostra primeira imagem limpa do HB20
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A primeira imagem oficial do Hyundai HB20 sem disfarces (ainda um desenho, mas bem revelador) acaba de ser divulgada pela matriz. O hatchback será produzido em Piracicaba (SP) e até seu lançamento oficial, em 11 e 12 de setembro, devem surgir mais informações visuais, mas num ritmo de conta-gotas. UOL Carros já o viu pessoalmente e o dirigiu, no último dia 19, na fábrica paulista da sul-coreana, e relatou a experiência aqui.


Primeira imagem quase completa do Hyundai HB20

Para mostrar melhor ao leitor como é o carro, que deve incomodar — e muito, muitíssimo — modelos bem estabelecidos como Volkswagen Gol e Fiat Palio, e ainda travar guerra com outro que nem nasceu ainda, o Chevrolet Onix, demos u´m ligeiro tratamento na imagem, clareando-a.  Pode não ter ficado bonita, mas mostrou algumas linhas do HB20 que estavam ocultas em sombras.

Vale lembrar que, apesar de termos visto o carro sem disfarces, não pudemos fotografá-lo, e para entrar nele e tocá-lo tivemos de vestir luvas de tecido macio. Mentira? Olhe a foto abaixo…


Para visitar o HB20, luvas e selo na câmera do celular

UOL Carros acompanha (e procura) diuturnamente as novidades sobre o Hyundai HB20. Fique ligado para saber sempre mais sobre o que consideramos ser o principal lançamento automotivo de 2012!


Um (único?) bom motivo para o sucesso da Hyundai
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CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Poucas fabricantes de veículos (na verdade, nenhuma, mas vamos dizer “poucas” para deixar uma margem de erro) são tão antipáticas com a imprensa especializada como a Hyundai. Não temos acesso a carros para testes — até revistas estão tendo de emprestar unidades de particulares, o que é uma insanidade — e os eventos de lançamento acontecem de forma errática. O hatch i30 e o crossover ix35 tiveram direito a pompa e circunstância, com a participação de UOL Carros. Veloster, Elantra e Sonata, não.

O fato de a compra de um Hyundai no Brasil ser quase um tiro no escuro, sem o subsídio da crítica (a não ser que você confie no seu test-drive de 5 minutos na concessionária, ou na opinião do cunhado/vizinho/colega de escritório), não impede, como se sabe, que a marca continue a crescer e a aparecer no Brasil. Por quê?

Claro, as centenas de milhões de reais que a Hyundai gasta em publicidade, com resultados devidamente e deliciosamente esculhambados pela Fiat, fazem parte da conta do sucesso. Preço, conteúdo e modernidade de projeto podem ser fatores também.

Mas, sejamos justos, basta olhar a foto abaixo para conceder que, SIM, beleza é mesmo fundamental para se dar bem no mercado automotivo. A escola de design da “escultura fluida” transformou o aborrecido e careta Azera (que vendia bem pelo custo/benefício interessante) num carro para se admirar. O sedã é uma das principais atrações do Salão de Los Angeles, que abre para o público amanhã.

Reuters

ATENÇÃO: Continuam existindo mil motivos para descer o pau na Hyundai, mas que nas aparências a empresa está muitos passos adiante das rivais — ah, está sim…


Quer flagra? Pode escolher a marca, então
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Atualizado dia 23/8 às 13:35

Da Redação

Quando o assunto é o setor automotivo brasileiro, não há como negar: o ano de 2011 está agitado. As vendas de carros novos caminham para novo recorde histórico, já foram realizados cerca de 40 lançamentos (considerando as principais novidades) e a todo instante surgem flagrantes de modelos que, mais cedo ou mais tarde, devem ser apresentados à imprensa e ao público. E é deste último ponto que vamos falar.

Os chamados flagras ou “segredos automotivos” — carros que circulam com algum grau de camuflagem, por ainda não estarem com suas características totalmente definidas, ou simplesmente para não entregarem os pontos à concorrência antes da hora — têm sido vistos a todo instante ao longo destes meses. Se testes são fundamentais para o amadurecimento de um novo modelo antes do lançamento, o aumento impressionante do número de flagras dá uma ideia do aumento da demanda por novidades. A todo instante, como mostrou o Carsale, a Hyundai tem mandado seu futuro compacto (que será feito aqui no Brasil) às ruas;  o novo Peugeot 308, atualização do cansado 307 e que será produzido na Argentina para abastecer o Mercosul, também faz acertos finais antes do lançamento em 2012, mesma situação do novo Ford EcoSport.

Fotos 1 e 2: Marlos Ney Vidal/Autos Segredos

1 – O próximo Palio, feito sobre a base do novo Uno, terá visual alongado de Punto

A última semana, porém, foi marcada por aparições múltiplas do chamado Projeto 326 da Fiat, ou como preferimos, a nova geração da família Fiat Palio. Diversas publicações tiveram a oportunidade de mostrar imagens do hatch (que terá visual próximo ao do Punto, plataforma e motores 1.0 e 1.4 do novo Uno, além do já conhecido bloco 1.6 E-torq). Parceiros como o Best Cars, inclusive, conseguiram imagens tanto do dois-volumes, quanto do sedã Siena e puderam comparar semelhanças e diferenças entre as variantes (o três-volumes continuará sendo derivado do hatch, mas terá visual com nuances próprias).


2 – Novo Palio é cotado para chegar às lojas até o começo de 2012, já como modelo 2013

Para quem não viu, ou para quem deseja novos ângulos do carro da Fiat, as imagens acima foram cedidas a UOL Carros pelo jornalista Marlos Ney Vidal, editor do Autos Segredos, que flagrou o hatch em estradas próximas à fábrica de Betim (MG). A menor quantidade de camuflagem indica que o lançamento se aproxima: canibalizado pelo Uno, o atual Palio precisa dar lugar á nova geração o mais rápido possível, como apontou o Interpress Motor, mas talvez não estreie este ano por questões mercadológicas.

Traduzindo: a Fiat sabe que os últimos quatro meses do ano prometem ser dominados pela chegada de modelos importantes da Chevrolet, que precisa renovar sua linha e está desenvolvendo novidades a toque de caixa. O sedã médio Cruze, substituto do finado Vectra,  não aguenta mais se esconder e será mostrado a todos nos primeiros dias de setembro. O Cruze hatch, substituto do Vectra GT, também é esperado para breve. No meio tempo, será a vez do sedã compacto Cobalt, que teve o processo todo bastante acelerado e deve limpar-se da maquiagem até o final do ano para aposentar Corsa sedã e Astra de uma só vez. Há ainda o projeto das minivans que devem substituir Meriva e Zafira. Mas pouco se fala do utilitário abaixo, visto pela equipe de UOL Carros no último sábado indo em direção a Indaiatuba (curiosamente, local do Campo de Provas da Cruz Alta, que a GM mantém na cidade):

Fotos 3 e 4: Paulo Camilo/UOL

3 – Van tem placas de S. Caetano do Sul (SP) e logo da Chevrolet encoberto

Sim, parece uma van chinesa — lembra muito a Towner, aliás — e, segundo especialistas, é realmente uma van chinesa. A origem correta, porém, é entregue pela placa de São Caetano do Sul (SP) e pelo padrão dos emblemas encobertos por adesivos (disposição e tamanho): o modelo é um desenvolvimento conjunto da GM com seu parceiro chinês e pode ganhar vida com a gravatinha dourada da Chevrolet para disputar vendas num segmento no qual a marca tem participação nula atualmente. A aparição da van não é recente: há algum tempo, diferentes unidades foram vistas nos arredores da fábrica da GM no ABC Paulista, mas os especialistas ouvidos apontam que as chances de algum lançamento ocorrer até o próximo ano são fortes.


4 – Com três fileiras de assento, uso é no transporte de passageiros, não de cargas

Afinal, outra caraterística de um mercado aquecido é a de que sempre há espaço para mais.


O que há num nome? Às vezes, muito mau gosto
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Da Redação

Não é fácil batizar alguém ou alguma coisa. O casal “grávido” que discute o nome do bebê faz isso por amor, mas quem decide como vai se chamar um novo carro o faz por dinheiro. Então, por que há tantos nomes esquisitos, bobos ou francamente inadequados entre os modelos vendidos no Brasil?

Ressalve-se que há carros que já vêm (mal) batizados do exterior. Mas há muitos que foram projetados para o Brasil, e mesmo assim escorregam no RG. UOL Carros selecionou alguns exemplos, listados por ordem alfabética:

 

Abaixo, explicamos cada um dos casos:

AGILE – O nome do compacto da Chevrolet não é exatamente feio, e teve o mérito de enterrar de vez o TOC da marca (“herdado” da Opel) de sempre terminar seus nomes em “a”. O problema é a falta de acento, que gera a dúvida: é “ágile” ou “agíle”? A equipe de UOL Carros já respondeu umas 5.664 vezes, para amigos e leitores. Uma vez mais: é ÁGILE!

AMAROK – A picape média da Volkswagen poderia muito bem se chamar Conceição: como na velha canção consagrada por Cauby Peixoto, “ninguém sabe, ninguém viu”. E quem garante que o insucesso nas vendas no Brasil não está ligado a esse nome esquisito, de remota origem esquimó, que significa “lobo”?

CERATO – O nome do sedã da Kia significa “unguento de uso tópico, composto basicamente por cera de origem diversa e um ou mais óleos graxos”, ou “cada um dos lobos respiratórios presentes no manto dos moluscos gastrópodes (como a lesma)”, sendo que esse segundo significado nos parece o mais emocionante. Mas legal mesmo é trocar uma letra (“a” pelo “o”) e mudar o significado para “sujidade provocada na pele por falta de higiene”. Ou então colocar um “i” no lugar do “o” e dobrar o “t”. Pronto: o sedã virou mortadela.

CIELO – O carro da Chery teve o nome escolhido por meio de um concurso, já que na China ele é conhecido como A3, nome que — talvez a marca não soubesse — já era usado pela Audi desde 1996. Cielo parece o nome perfeito, já que significa “céu” em italiano e é também o sobrenome de um grande atleta brasileiro. Ocorre que o nadador Cesar Cielo é humano e está sujeito a crises de imagem, como a recente acusação de doping; e logo depois do lançamento do carro no Brasil uma rede unificada de cartões adotou o nome e fez massiva propaganda na TV. Ou seja, o carro da Chery é a última coisa em que se pensa ao ouvir “Cielo”.

FREEMONT – É fato: o primeiro SUV da Fiat (emprestado da Dodge) tem nome de cigarro. Na verdade, de dois: Free e Belmont.

Foto: Divulgação

Quem fumou ou brincou de Stop sabe: há duas marcas de cigarro no nome do SUV da Fiat

HOGGAR – Fraca nas lojas (injustamente, porque é toda certinha), a picape pequena da Peugeot ainda sofre com um nome de sonoridade horrível. O termo refere-se a uma região do deserto do Saara, e aparentemente quer passar a ideia de robustez. O problema é que passa apenas a ideia de feiúra (a propósito, pronuncia-se “ogár”).

IMPREZA – Carro conhecido por vários nomes, como Subaru Imprensa, Subaru Empresa, Subaru Impresa e Subaru Empreza, entre outros. Só não se consegue chamá-lo de Subaru Impreza.

KYRON – E, como se não bastasse, Actyon e Rexton: a gama da SsangYong tem nomes que parecem herdados de obscuros heróis de histórias em quadrinho do século 20. Na verdade, existe uma cidade canadense chamada Rexton, e Kyron é um nome próprio, mas isso nem viria ao caso se os carros fossem minimamente bonitos.

ÓRGÃOS SEXUAIS – Calma! Não existe um carro com esse nome. Mas existem o Kia Picanto e as versões Picasso da Citroën. E, claro, a marca Chana.

Foto: Divulgação

Citroën Xsara Picasso: a minivan é familiar, mas as brincadeiras com seu nome, não

QQ – Nome de carro chinês é sempre complicado. Em seu país de origem, QQ significa “gracioso”. Para o consumidor anglófono, o nome lê-se como “quil quil”, mesma pronúncia de “kill kill” ( “to kill” = matar; kill = mate!) e de “queue queue”, sendo que “queue” significa “fila”, palavra ruim de associar a algo destinado a se mover. No Brasil, a própria Chery usou o nome num trocadilho: “QQ esse carro tem?” Corre o risco de ouvir em resposta: “QQ é isso, Chery!”

REPETE, POR FAVOR? – A Honda, como o Chacrinha, parece ter o prazer de confundir. Tente manter uma conversa telefônica a respeito dos modelos Civic, City e Fit e entenda o porquê dessa afirmação… Pior ainda, no caso dos dois primeiros carros não adianta nem berrar “EU ESTOU FALANDO DO SEDÔ, já que ambos o são. Em menor medida, o mesmo acontece com os Volkswagen Golf e Gol.

SANTA FE, TUCSON, VERACRUZ – Os SUVs da Hyundai também são campeões em erros de grafia, já que o pessoal assume que Santa Fe e Veracruz ficam no Brasil (sendo que a primeira fica no Novo México, Estados Unidos, e a segunda no México) e que esses carros foram inventados e fabricados sob medida e carinhosamente para a classe média verde-amarela. E Tucson, nome de outra cidade dos EUA, não se fala “túqsom”, e sim “tússom”. Se o carro chamasse Miami seria bem mais fácil.


Hyundai ‘proíbe’ desembarque à esquerda para enaltecer Veloster
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CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Texto atualizado em 5/8/2011

A Hyundai do Brasil começa a entregar no final de setembro as primeiras unidades do Veloster, o intrigante cupê (ou hatch) de três portas (a extra, traseira, fica do lado direito) apresentado ao mundo no Salão de Detroit deste ano. O carro já pode ser encomendado nas concessionárias, com preços sugeridos de R$ 63 mil ou R$ 66 mil (com teto solar).

Em tempo: em 5/8 o site iCarros pesquisou preços nas concessionárias e descobriu que o Veloster está sendo vendido com ágio. Leia aqui.

Sob o capô, o Veloster traz um propulsor de 1,6 litro gerenciado por transmissão automática de seis velocidades, capaz de entregar 140 cavalos. O pacotão de equipamentos é farto — mas, como se trata da Hyundai brasileira, melhor esperar para conferir seus itens in loco. As cores disponíveis, como de praxe, são preto e prata (esqueça as das fotos deste post). A garantia é de cinco anos.

Fotos: Claudio de Souza/UOL
O “hatch cupê” Hyundai Veloster em seu lançamento, no Salão de Detroit 2011

A marca sulcoreana já começou a inundar os jornais de anúncios do Veloster, e logo no primeiro deles já deu um passo em falso. Sob o mote “O Hyundai que vai além da imaginação” e o slogan “Simplesmente genial”, o fato de o Veloster possuir três portas é enaltecido como garantidor de “total segurança para desembarque de passageiros somente pelo lado direito”.

UOL Carros sente-se na obrigação de perguntar: aqui no Brasil o Veloster será proibido de estacionar no lado esquerdo das ruas? Ou será que não é óbvio que, parando nessa posição, os eventuais passageiros traseiros desembarcarão pelo lado direito — justamente por onde passa o trânsito?


Entrar ou sair pela 3ª porta do Veloster não é uma operação simples

Fora essa impropriedade, cabe lembrar que o Veloster, devido à configuração (inegavelmente ousada) de sua carroceria, é difícil de abordar pela 3ª porta e, pior ainda, tem uma verdadeira armadilha para quem viaja atrás, detectada por este jornalista ao escrutinar o carro exposto em Detroit.

Segue reprodução do que escrevi na ocasião, com os grifos apropriados:

Atrás, no entanto, o Veloster não se sai tão bem. O acesso pela única porta exige esforço — este repórter mede 1,71 metro e, ainda assim, escapou por pouco de sofrer traumas musculares múltiplos ao se contorcer para abordar o carro. Uma vez acomodado no banco traseiro, que comporta apenas duas pessoas (um porta-copos divide o assento), percebe-se como o entre-eixos de 2,6 metros permite boa acomodação das pernas e joelhos — mas também que é necessário se apoiar totalmente no encosto. É a única maneira de a cabeça não bater no teto.


Vão da tampa traseira fica sobre quem vai atrás e cria ratoeira para as mãos

Na verdade, o passageiro já vai estar abaixo de uma porção da janela traseira. Por isso, quando a tampa do porta-malas é aberta, quem vai atrás fica descoberto. Pior: como mostram as fotos que acompanham esta reportagem, não seria surpresa alguém (especialmente uma criança) ficar com a mão prensada após o fechamento do porta-malas. É o fim da picada, em 2011, alguém ter de se preocupar com esse tipo de risco no uso cotidiano de um carro.

As fotos que acompanham este post são bastante eloquentes. Interessou-se pelo Veloster? Pois olhe bem onde vai pôr sua mão…


Na Líbia, Hyundai é uma tortura (literalmente)
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UOL Carros

CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Título de uma reportagem do jornal espanhol ABC, que, como outros daquele país, faz uma cobertura intensiva dos conflitos na Líbia: “O país inteiro era uma cadeia”. No texto, um ex-prisioneiro político relata as tenebrosas condições em que cumpriu sua pena, além das torturas que sofria no cárcere. Olha o que ele diz:

A la peor de las torturas los carceleros la llamaban “Hyundai”, como la marca del coche. “Te ataban como un ovillo, te quedabas como cuando tres personas se sientan en la parte trasera del coche coreano, de ahí su nombre, metían una barra bajo las rodillas y te colgaban del techo boca abajo durante horas y horas”.

Sim, você entendeu direitinho o que está em espanhol: a tortura que os repressores líbios chamam de Hyundai é, nada mais, nada menos, que o famoso pau-de-arara, suplício que durante a ditadura militar vitimou até a atual presidente Dilma Rousseff — há quem diga que é uma invenção 100% brasileira.

Para quem não liga o nome à prática, ao lado há uma informativa ilustração.

Basicamente, o que a graçola semântica dos meganhas líbios quer dizer é que nessa tortura o sujeito fica espremido e com os braços em torno do joelho como se estivesse no banco traseiro de um Hyundai — que eles usam como sinônimo de carro apertado, lateral e verticalmente.

Certamente há modelos da Hyundai que não são assim (ou, melhor dizendo, não há nenhum modelo da Hyundai que seja assim, trata-se de uma caricatura), mas é um fato que cada vez mais carros que tenho conhecido por dentro, em salões internacionais, eventos e avaliações, apresentam as seguintes características:

1) Só levam três pessoas atrás se elas forem MUITO queridas entre si;
2) Só levam atrás quem tenha no máximo 1,75 metro, em alguns casos até menos que isso;
3) Só levam atrás quem não tenha pernas.

Os exemplos são muitos, e não serei injusto de citar este ou aquele carro ou marca, como arbitrariamente faziam os torcionários líbios. Da parte de UOL Carros, sempre fica a responsabilidade de, na análise de um modelo, deixar bem claro o que cabe ou não cabe no assento traseiro. E quase nunca são três pessoas — apesar do que dizem as montadoras e até mesmo o documento do seu veículo.

Fica a dica para a próxima geração de torturadores de um eventual futuro Gaddafi: em vez de “Hyundai”, usem simplesmente “carro” ou “banco de trás”.

Tags : hyundai