UOL Carros voltou a realizar suas enquetes, votações online sem qualquer caráter científico, mas que explicitam a opinião de nossos leitores sobre assuntos ligados ao universo automotivo. A primeira delas foi encerrada nesta quarta-feira (19) e perguntava: “Das ‘quatro grandes’ fabricantes do Brasil, qual faz os melhores carros?”
Com um total de 12.268 votos, a vitória, segundo os internautas, foi da Ford (32%). Confira o resultado clicando neste linke também na imagem abaixo: Agradecemos pela participação e avisamos: novas votações virão em breve!
O tema já vinha se arrastando pela redação de UOL Carros. O Aston Martin Vantage V8 Roadster, avaliado no último mês de agosto, foi o marco deste post: a chave do carro (não só dele, mas de qualquer outro modelo da marca) pode custar cerca de R$ 30 mil.
Isso nos fez lembrar da rodas cromadas do Ford Edge, que não saem por menos de R$ 8 mil, e do sistema de som Bang & Olufsen do Audi A8, que custa aproximadamente R$ 50 mil.
Aqui, cabe um atenuante à Audi: apesar de careira, a marca divulga a lista de preços completa de todos os opcionais de sua gama — Mercedes e BMW, por exemplo, não revelam e não fazem tanta questão disso…
Banco, farol, TV, frigobar, GPS. O álbum que acompanha este post mostra série de equipamentos que, vamos dizer, têm preço além do normal. Mas, convenhamos, os valores do chamado mercado premium são elevados principalmente porque existe um público disposto a pagar pelo que acha ser exclusivo.
A lista não é definitiva e cada acessório com preço exorbitante que aparecer será aplicado ao álbum. E você, o que achou? Comente no campo apropriado.
Antigamente eu morava perto de uma pizzaria que entregava a pizza em casa com um adesivo na caixa escrito assim: OBA! CHEGOU A PIZZA!
Pois agora chegou o novo Ford EcoSport!
OBA! Todas as revistas especializadas trazem o jipinho na capa! Todas chegam às bancas esta semana! Não se fala de outra coisa entre os coleguinhas da imprensa automotiva! O meu Facebook está cheio de capas, e por isso eu resolvi copiá-las aqui:
Aparentemente, é inexorável que todos os brasileiros comprem um EcoSport!
A Ford vem mostrando o jipinho a conta-gotas desde a primeira semana de janeiro. Aqui em UOL Carros você soube muita coisa sobre ele bem antes do que em qualquer outro lugar — mas não temos como subverter a estratégia mercadológica da fabricante, que ainda aposta alto no que as revistas vão dizer sobre o produto e por isso emprestam carros para testes antecipados.
SÓ QUE NÃO! Na verdade, temos uma estratégia alternativa!
É a cobertura que UOL Carros fará do lançamento para “os demais”, entre os dias 4 e 6 de agosto! Espere por ela! Afinal, quem seria insensato o suficiente para comprar um EcoSport sem antes ampliar o leque de opiniões?
E ler UOL Carros é de graça! Coisa que nem pizza é!
A lista de lançamentos da Ford no Brasil parece demais com a preparação da Copa de 2014: há muito a ser feito, mas o tempo passa e as coisas evoluem pouco. A nova geração do EcoSport, por exemplo, foi apresentada oficialmente duas vezes este ano — primeiro como protótipo (aqui), depois com um carro real (veja os detalhes), mas ainda em pré-série (com ajustes a serem feitos) –, e é tema cada vez mais constante de flagrantes, seja no Nordeste (a fábrica do jipinho fica em Camaçari, Bahia), seja aqui no Sudeste (veja mais na página de Segredos de UOL Carros). Não estaria na hora da Ford revelar um pouco de seu esquema de jogo?
Fotos: Murilo Góes/UOL Risadas, clima de amizade e algumas firulas: e o novo EcoSport, quando sai?
Sim, está. E foi o que a fabricante fez no sábado (9), no estacionamento de um shopping center da Zona Oeste de São Paulo, com o evento EcoSport Parade. Num espaço fechado, uma espécie de grande área de campo de futebol foi montada com um gol de tamanho oficial posicionado ao centro de outro, este em escala muito maior. Na escalação, uma mescla de nomes de peso: o atacante Robinho, do Milan e da seleção brasileira, o ex-goleiro Marcos, ídolo do Palmeiras, e dois exemplares de cor prata do novo EcoSport, todos da versão topo Titanium com motor 2.0, completando a equipe titular. No banco de reservas, outro EcoSport prata e um na chamativa cor vermelho Mars, que ao vivo faz crer ter tons mais alaranjados. Misturando as bolas como narrador e árbitro, um deslocado Márcio Garcia, ator e apresentador que exagerou na alusão carioca ao futevôlei, num ambiente tipicamente paulistano e relvado, nada ligado à areia.
Apesar do clima típico de amistoso, com muito coleguismo, risadas e mais firulas e dribles que objetividade tática, o evento foi crucial por mostrar o novo carro ao público pela primeira vez, sem camuflagem e (quase) sem a encenação de um evento estático. O EcoSport foi bem na movimentação: acelerou, freou, retomou, fez curvas abertas e fechadas e até entrou em divididas…
Robinho (de azul) e Marcos completaram a escalação do time do Eco
Vamos explicar: o objetivo do evento era colocar a bola no fundo da rede, seja do gol de verdade, seja do gol gigante. Robinho e Marcos se alternaram em cobranças e defesas de pênaltis e, depois, se aventuraram ao volante dos modelos da Ford para tentar fazer o mesmo com bolas e gol descomunais. Estas bolas, segundo a produção do evento, pesavam 22,5 quilos. E a grade frontal do EcoSport resistiu ao teste de “controle de bola” sem mostrar sinais explícitos de fadiga, nem precisar de substutuição.
Foi interessante acompanhar a atividade de perto e comprovar que, quando (um dia) chegar às lojas, o novo EcoSport treinado por designers da Ford do Brasil (ao que parece, o visual da nova geração é obra de uma mulher do design da marca, algo cada vez mais constante na empresa) vai realmente vestir um uniforme muito próximo ao do carro-conceito. Estarão lá faróis afilados, grade ovalada com moldura e divisões internas cromadas (o que faz crer que cada uma das unidades flagradas com grades foscas podem, de fato, estar disfarçadas), carroceria com linhas atuais (nada de formato de caixote) e, infelizmente em nossa visão e na de muitos consumidores (mas fundamental, segundo a Ford), estepe pendurado na traseira.
Na traseira, o ‘imexível’ estepe e um vão que acabaria com qualquer contra-ataque
Mas também foi possível observar que ainda faltam acertar detalhes para que a bola role redondinha na disputa com rivais como Renault Duster, Honda CR-V, Hyundai ix35 e Kia Sportage. De prancheta em mãos, fizemos uma listinha:
- Os freios são a disco apenas nas rodas dianteiras, mantendo o tambor nas traseiras. O sistema pode ser eficiente e permitir o uso dos sistema antiblocante (ABS), mas feito para reduzir custos nunca terá o mesmo grau de segurança do uso de discos nas quatro rodas.
- O carro pré-série apresentado no evento baiano e no Salão de Pequim, em abril, tinha um filete de LED reforçando o visual e a iluminação do conjunto óptico frontal, boa herança do carro-conceito (veja os detalhes aqui). Os carros do evento paulistano, porém, não apresentavam esta solução. Ligados o tempo todo, apenas faróis altos e luzes de neblina.
- Ainda sobre os faróis, uma das unidades dos EcoSport jogadores apresentava claros sinais de infiltração no conjunto óptico frontal, com lente embaçada e gotículas de água em seu interior. Isso não é um defeito incomum em carros e nem significa que exista alguma falha de projeto — pode ser um problema de vedação apenas daquela unidade. Mas que é chato encontrar isso num carro novo, é.
- Por fim, a porta-traseira, que se abre lateralmente para dar acesso ao porta-malas, exibe um vão horroroso, quando fechada. Ressaltamos aqui que a organização não revelou se foram usados carros pré-série no evento ou se o projeto final realmente prevê esta “falta de entrosamento” entre porta e carroceria. Se for mesmo assim, teremos um ponto extremanente negativa num carro que se pretende “mundial”, ou seja, necessitaria exibir acabamento condizente com mercados exigentes.
- O EcoSport 2.0 já mostra seu jogo e o 1.6 também entrará em campo, mas ainda não há confirmação de versões com câmbio automático e/ou tração 4×4.
Como ainda não há uma data marcada para o jogo de verdade do EcoSport ser apresentado (o único lançamento confirmado, por ora, é o da nova Ranger, no final deste mês de junho), ainda há tempo para que detalhes sejam acertados, o condicionamento físico do jipinho, melhorado e novas jogadas, ensaiadas, a fim de garantir o espetáculo. A torcida, como se viu, está ansiosa.
P.S.: A quem interessar, o resultado da partidinha entre Robinho e Marcos foi uma vitória do goleiro na cobrança de pênaltis homem-a-homem e um empate no carro-a-carro.
P.S. 2: a ideia de misturar carro e bola num campo gigante não é nova e já foi praticada por jogadores alemães (a Mercedes-Benz colocou um time de smart à disposição do público no Salão de Frankfurt em 2011) e sul-coreanos (a Hyundai fez uma série de embates com times de i30 protagonizando clássicos mundiais como Brasil x Argentina. E, ao menos no volante, a seleção canarinha se deu bem frente aos hermanos, como mostra o vídeo abaixo).
Na última quarta-feira (4), a Ford apresentou ao mundo o conceito que antecipa a próxima geração do jipinho EcoSport. UOL Carros esteve presente e mostrou tudo em primeira mão (reveja aqui).
Com direito a coletiva para imprensa especializada, convidados de honra e políticos no Brasil (pátria-mãe do EcoSport original e terra dos projetistas do novo) e na Índia (primeiro lugar do mundo a ver a nova geração e também lar de sua equipe produtora), o lançamento gerou burburinho mundial, sendo assunto dos principais noticiários automotivos ao redor do mundo. Algo nunca esperado para um modelo brasileiro.
Além de especulações (tem muito americano querendo que o jipinho estreie por lá também, apesar dos Estados Unidos esperarem outro SUV da Ford, o Escape), análises de estilo e até debates, o novo EcoSport também virou piada.
A turma do Top Gear — com seus comentários sempre ácidos, mas também emblemáticos — usou seu site para comparar o SUV a um bicho. Embora pareça cópia, eles não fizeram como UOL Carros, que sabiamente mostrou como o Nissan Juke tinha parentesco com um sapo-boi, aqui mesmo neste blog.
Sapo? Não, este é o Nissan Juke. O novo EcoSport virou outro bicho
Os ingleses preferiram comparar o novo Ford a um pokémon, aquele personagem de desenho animado que parece animal, mas tem poderes mágicos. O escolhido não foi o famoso Pikachu: o novo EcoSport seria a cara do Jigglypuff, bolinha de pelos rosada que faz os adversários dormirem com sua voz.
Este é o novo Ford EcoSport, na visão dos ingleses do Top Gear
O motivo da comparação? Mais do que o visual (convenhamos, as linhas do estilo Kinetic da Ford realmente lembram algumas criações orientais), a justificativa parece vir da força (ou o contrário disso) do motor EcoBoost de 1 litro que o carro receberá na Índia. Os 118 cavalos desse propulsor com injeção direta de gasolina, turbo e baixas emissões parecem não convencer Jeremy Clark e seus companheiros.
E você, o que achou do novo visual do SUV? E da comparação? Opine no campo de comentários.
Hoje, uma visita ao site da Ford do Brasil mostra uma gama de veículos de passeio bem enxuta: Ka, Fiesta Rocam, New Fiesta, Focus e Fusion. As picapes Ranger e Courier e o crossover Edge completam a lista, representando o que a Fenabrave chama de “comerciais leves”.
Mas isso é hoje. Quando raiar o sol de 1º de janeiro de 2015, ou no máximo quando se puser o de 31 de dezembro do mesmo ano, três modelos da primeira parte da lista não existirão mais. Estarão mortos e enterrados Ka, Fiesta Rocam e — algo ainda pouco comentado — Fusion.
Tudo isso faz parte da estratégia da “nova” Ford, que naquele ano pretende ter por aqui apenas modelos baseados em plataformas globais. O primeiro deles já chegou: é o New Fiesta, do qual nascerá o novo EcoSport.
Note-se que o fim dos Fiesta Rocam nada tem a ver com a obrigatoriedade de ABS e airbags, que colocou em xeque o futuro de diversos modelos compactos — hatch e sedã podem receber esses equipamentos. A questão é cortar custos, secundada pela necessidade de puxar o emergente consumidor brasileiro para cima.
Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias Fiesta Rocam: vende bem, mas o progresso o condena
Se o país sair-se bem da atual crise financeira, que vem cozinhando economias nacionais em fogo brando, a previsão é que nesses pouco mais de três anos estaríamos preparados para, de duas, uma: comprar carros melhores e mais modernos, eventualmente pagando mais caro por eles; ou recusarmo-nos a comprar carros ultrapassados e feios, mesmo que estes sejam mais baratos. O resultado é o mesmo.
Nisso a Ford parece sair na frente, já que a diferença entre New Fiesta e Fiesta Rocam é abissal. Se você tem este e compra aquele, parece estar mudando de planeta.
O Fusion é um caso à parte. Podem chiar, mas é um carro ultrapassado em termos de estilo — veja lá se ele não é uma espécie de Crown Victoria com faróis, lanternas e grades modernosas. A aposta é que o carro seja substituído pelo sedã derivado do conceito Evos, que uns vêem como rascunho de um novo Mustang, mas que também pode esboçar um sedã médio-grande de terceiro volume curto — quase um cupê de quatro portas, que também é tendência mundial.
Murilo Góes/UOL O conceito Evos poderá ser muitas coisas, inclusive um novo Fusion
Outra fabricante forte no Brasil que prometeu uma ampla faxina é a General Motors/Chevrolet, algo que já começou com o Cruze (melhor tradução de um carro global) e deve continuar ainda este ano com o Cobalt. Por outro lado, Fiat e Volkswagen mostram-se confiantes em planos mais conservadores, apesar da aventura da primeira com a Chrysler.
Em outras palavras, quem precisa mostrar serviço são os americanos.
Um carro quebrado pode despertar os mais variados — e primitivos — sentimentos numa pessoa. A vítima do vídeo abaixo é um pequeno Ford Festiva, um compacto vendido pela marca norte-americana em alguns mercados da Ásia, Oceania e América na segunda metade dos anos 1980. No momento da filmagem, o simpático carro passava por problemas mecânicos e, para seu azar, tinha como dono um cidadão mal-humorado.
Sobra pouco do compacto, que tem parachoque, porta e outras partes arrancadas. O estressado dono “finaliza” o Ford com um golpe digno de luta livre.
Fica a ressalva de que o vídeo — postado por um internauta — obviamente é ficcional (apesar de seu ultrarrealismo). O finalzinho deixa isso claro. Mas o que ele mostra pode acontecer na realidade, não? Você, caro leitor, já teve um ataque de fúria com o seu carro? Conte para nós na área de comentários.
O leitor de UOL Carros conhece nossa paixão por manobras e pilotagens radiciais — paixão, aliás, da qual deve compartilhar. E também já assistiu por aqui a vídeos do esportista radical Ken Block, que atualmente compete com um Ford Fiesta RS no WRC (o Campeonato Mundial de Rali), mas que ficou famoso por manobras em que coloca carros para andar de lado.
Em mais uma de suas produções, Block usa um Focus RS WRC — antecessor do Fiesta no mundial de rali, o hatch tem motor turbo de 2,0 litros, 300 cv e tração integral — para fazer manobras num ambiente bem travado, no pátio da estação de força de Battersea, em Londres (Inglaterra). No vídeo 1, foi empregada a técnica Tilt Shift, com lentes especiais que distorcem o objeto de modo que ele pareça ser de brinquedo. Acontece que o aspecto em miniatura pode levar quem assiste a achar que tudo não passa de truque, dúvida sempre presente no trabalho de Block. Assim, o vídeo 2 utiliza câmeras e lentes tradicionais para mostrar a mesma cena, numa espécie de tira-teima:
Como os vídeos servem de divulgação para um novo jogo de videogame (por só falarmos de carros, saiba mais sobre ele em UOL Jogos), o resultado nos pareceu mais contido e menos divertido que o de outras “gincanas” de Ken Block. Você também achou? Mate a saudade, clicando aqui.
Embora automobilismo não seja o assunto principal aqui em UOL Carros (o que não quer dizer que não gostemos, e muito), é vital registrar a integração entre o Salão do Automóvel de São Paulo, em seu último dia, e o GP do Brasil de Fórmula 1, disputado no Autódromo de Interlagos.
O “efeito F-1″ sobre o salão é visível: quem veio neste domingo ao Anhembi encontrou o Pavilhão de exposições menos cheio do que era de esperar nesta última semana e, principalmente, nestas últimas horas de evento (o salão fecha suas portas às 17h e encerra suas atividades às 19h).
Fotos: Eugênio Augusto Brito/UOL No estande da Fiat, um telão faz as atenções se dividirem entre o Anhembi e Interlagos, enquanto na Ferrari pouca gente deu bola para o que se passava no GP do Brasil (abaixo)
Ainda assim, muita gente aproveitou a última chance de ver as novidades da indústria automotiva brasileira e mundial. Sem deixar, claro, de manter um olho atento à decisão do campeonato de Fórmula 1 e de estampar em camisas, bonés e acessórios sua torcida.
Alguns estandes ainda deram uma forcinha ao torcedor: Fiat, Ford, Citroën, Renault, Peugeot e, óbvio, Ferrari converteram seus telões em grandes aparelhos de televisão e transmitiram a corrida. A Renault contava ainda com o atrativo de ter uma réplica de um carro oficial, no caso, do polonês Roberto Kubica.
Acima, o espaço “criativamente tecnológico” da Citroën antenado em Interlagos. Abaixo, uma réplica de carro da equipe Renault de F-1 dividia espaço e olhares com um telão
Apesar disso, ao menos na Ferrari, pouca gente ligou para a imagem da pista, preferindo (tentar) fazer um registro do cupê 599 GTO e de outros modelos expostos… parece ter previsto o resultado: ao final de 71 voltas em Interlagos, nada de festa para o piloto ferrarista Fernando Alonso, que podia levar o título hoje, mas chegou na terceira posição, atrás da dupla da Red Bull Mark Webber (segundo colocado) e Sebastian Vettel (o vencedor), e viu o sonho do tricampeonato adiado (saiba mais aqui).
A disputa do título de campeão da temporada 2010 ficará para a última corrida, em Abu Dhabi, na próxima semana. Já o Salão do Automóvel termina hoje e, agora, o momento é de correr para ficar pertinho dos carros de passeio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Salão do Automóvel de São Paulo nesta sexta-feira (29), antes do horário de visitação do público. Foi sua última passagem pelo evento na condição de presidente — tendo assumido em 2003, Lula durou no Planalto quatro salões (2004, 2006, 2008 e o deste ano). Em 2012, será Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) quem cumprirá o ritual de dar uma passadinha pelo Anhembi.
Ao longo de sua visita Lula esteve em diversos estandes de montadoras. A assessoria do salão enviou a relação completa. Aqui vão, em ordem alfabética para evitar melindres de precedência: Audi, BMW, Chrysler, Citroën, Fiat, Ferrari, Ford, General Motors, Honda, Hyundai, Jaguar, Jeep, Kia, Land Rover, Maserati, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault, SsangYong, Subaru, Toyota, Troller, Volkswagen e Volvo.
Lula recebeu da Ford um Fusion híbrido, que será incorporado à frota da Presidência da República em regime de comodato (modalidade de empréstimo).
Divulgação Lula e Marcos Oliveira, presidente da Ford Brasil, ao lado do Fusion híbrido que irá para Brasília
Em alguns estandes, Lula foi ciceroneado pelo atual presidente da Anfavea (associação dos fabricantes), Cledorvino Belini, que também dirige a Fiat; em outros, recebeu as atenções do respectivo chefão.
O presidente ex-sindicalista, que naquela condição embalou os pesadelos de uma geração de executivos da indústria automotiva, hoje manda num ex-poderoso da Autolatina e Volkswagen, Miguel Jorge, que é seu ministro, e distribuiu benefícios fiscais que alegraram as montadoras e fizeram as vendas de carros baterem sucessivos recordes no Brasil sob seu governo.
Daí o tapete vermelho e os sorrisos. Ganhe quem ganhar no domingo, Lula vai deixar saudades (confessáveis ou não) na turma do Belini.