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Categoria : Na garagem

História de carro bom começa na loja; conte seu caso
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UOL Carros publicou nesta quinta-feira (23) sua avaliação sobre o Hyundai HB20S, configuração sedã do hatch compacto HB20. Quem ainda não leu, pode clicar aqui.

Como está explícito a partir do título — Hyundai HB20S Premium 1.6 quer provar que sedãs superam hatches — a ideia do texto é analisar o carro. E, de quebra, discutir a proposta da marca coreana de oferecer o sedã como um carro à parte, quase sem qualquer relação com o hatch. O preço é mais alto e os pacotes, mais completos.

Foto: Murilo Góes/UOL

Curiosamente, durante a avaliação do HB20S, ouvimos a história de um amigo, que viu frustrada sua vontade de comprar o mesmo modelo. Dono de um Chevrolet Agile, estava interessado em colocar um HB20S automático na garagem, incluindo o carro da GM na negociação com a Hyundai e parcelando o saldo.

Durante uma semana, procurou três diferentes lojas da Hyundai na cidade de São Paulo. E, segundo nos contou, foi recebido com pouco interesse pelos vendedores das três: seu usado foi mal avaliado, o valor final do carro novo e das parcelas não pôde ser negociado, não houve oferta do test-drive (premissa básica do cliente e ponto essencial da compra), nem escolha de cores (apesar do catálogo extenso, todas as lojas limitaram as opções ao preto, prata e branco). Além disso, o prazo de entrega prometido foi sempre superior a três meses.

Cabisbaixo, resumiu assim sua experiência com a  rede da Hyundai: “O atendimento, em geral, sequer levou meia hora. Foi quase como se tivessem dito: ‘Quer um? É assim. Não está interessado? Dê licença, que tem mais gente querendo’, antes de praticamente me empurrarem para fora da loja”.

Final da história? Ele seguiu para uma loja da Honda, onde recebeu o que queria: após meia hora de apresentação dos produtos, test-drive extenso com um City automático, boa valorização do Agile usado e negociação dos valores, conseguiu sair com um exemplar da configuração intermediária (com câmbio automático, mas sem borboletas de troca atrás do volante) pelo preço da básica (manual).

Agora, UOL Carros quer saber também a história do leitor, que também é comprador de carros. Tentou comprar um HB20, hatch ou sedã? Conseguiu? Não conseguiu? Tem problemas com o pós-venda? Está de bem com a vida a bordo do carro novo? Conte sua experiência no campo de comentários deste post ou da avaliação.


Peugeot 208 quer ser assunto: jornal na sexta, futebol no domingo
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A Peugeot realmente aposta alto no 208 — como UOL Carros já afirmou, o novo hatch é o carro da vida da marca, fundamental para definir seu futuro no país. Na Europa, o modelo é líder de vendas em sua categoria; para o Brasil, a meta é menos ambiciosa, mas igualmente importante: ser o Peugeot mais vendido. Mas para isso é preciso que o público veja, conheça e fale do carro.

Foto: Eugênio Augusto Brito/UOLFoto: Eugênio Augusto Brito/UOL
208 e “Corrida Maluca” enveloparam jornais nesta sexta-feira

Nesta sexta (12), quem acordou cedo para buscar o jornal achou o matinal encapado com a propaganda do 208. “O lançamento do ano já está em todas as concessionárias Peugeot”, anuncia em letras maiúsculas um anúncio, que deixa apenas o nome do periódico à mostra.

Por meio de sua assessoria, a Peugeot explica que a ideia é criar expectativa, curiosidade e burburinho — aquilo que agora é chamado de “buzz” — em torno do modelo. E, claro, levar o possível comprador a querer passar na concessionária no sábado, dia 13 de abril, para conhecê-lo. A data foi definida como abertura oficial das vendas do carro — com preços entre R$ 39.990 (Active) e R$ 54.690 (Griffe, com câmbio automático) — por estar exatos 208 dias à frente da segunda-feira (22 de outubro de 2012) em que o modelo foi apresentado no país, durante o Salão do Automóvel de São Paulo (relembre aqui).

Além de envelopar jornais, o time de marketing da Peugeot criou ainda hot site, onde é possível obter informações e até configurar o carro, chamadas para rádio, filmes publicitários para TV e peças para revistas.

Mas o auge da campanha entra em campo no domingo, literalmente. Patrocinadora do Flamengo, a montadora vai estampar o numeral 208 no uniforme do time todo antes do clássico Fla-Flu. Com a bola rolando, somente o atacante Rafinha (normalmente o camisa 11) continuará com o 208. Além disso, um carro será entregue à diretoria do clube da Gávea e deve ser repassado ao melhor da equipe.

Há alguns mistérios na campanha, porém. A Peugeot não divulga, por ora, quanto gastou na elaboração da estratégia toda. Nem entrega o significado da silhueta dos personagens do desenho “A Corrida Maluca”, de Hanna-Barbera, no fundo da capa falsa dos jornais, atrás da imagem do 208. A pista está no slogan, destacado das demais maiúsculas por estar em negrito: “Dentro dele é outro mundo”.

Será uma tentativa — comum ao mercado automotivo, aliás — de dizer que o ocupante do 208 vai achar todos os outros carros bizarros, como os modelos hilários do desenho (“carroça a vapor” e “carro de pedra” eram dois dos bólidos pilotados por Dick Vigarista e sua turma)? Ou haverá alguma gincana para enlouquecer clientes?

A Peugeot promete elucidar tudo na terça-feira (23), quando vai dar mais detalhes sobre a campanha nacional do 208. Isso, claro, se o Fluminense não atravessar a festa no domingo.

Veja como é o carro da vida da Peugeot

Veja Álbum de fotos


Range Rover Evoque aprende a contar até nove; e nos surpreende novamente
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Foto: Divulgação

O Range Rover Evoque é revolucionário por uma série de motivos.

Primeiro por ser peça fundamental dentro da estratégia de sobrevivência da Land Rover no mundo contemporâneo: a marca precisava de um carro atual, estiloso e divertido de guiar o bastante para atrair novos consumidores (avessos ao tradicionalismo exagerado da gama de jipões ingleses, considerados quadrados demais, em todos os sentidos), sem deixar de instigar os clientes fieis.

Deu tão certo (releia nosso teste com o carro), que o novo Range Rover Vogue, o topo da linha, é inspirado no próprio Evoque.

Segundo porque sua versão de produção deu aula de design ao ganhar as ruas sem dever nada (pelo contrário, ficou até melhor) ao conceito que fez sucesso nos Salões que antecederam seu lançamento.

E na última quarta-feira (27), a marca confirmou o caráter de sua cria com uma nova primazia: o Evoque vai estrear, no Salão de Genebra (que acontece entre 7 e 17 de março), um câmbio automático de nove marchas. Atenção: é automático, mesmo, com conversor de torque e tudo, não automatizado (que tem embreagem, às vezes mais de uma, movimentada mecanicamente, e ainda está na casa das sete marchas). Pois bem, ele será o primeiro carro em série do mundo a ter este tipo de transmissão.

O sistema, para não variar, foi desenvolvido pela empresa alemã ZF (especialista em transmissões e que fornece tecnologia para diversos fabricantes) em sua unidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. É a mesma casa que desenvolveu o câmbio de oito marchas usado atualmente por Volkswagen (Amarok), Chrysler (300 C), BMW (em praticamente todos os carros, desde o Série 1)  e pela própria Land Rover (Freelander, Discovery etc).

Foto: Murilo Góes/UOL

Primeiro o Evoque mostrou que é bonito e sabia voar; agora, conta até nove

PRECISA DE TUDO ISSO?
Olhe para o carro aí na sua garagem. É automático? De quantas marchas? Boa parte das marcas presentes no Brasil ainda só sabe contar até quatro. Mas o resto do mundo sabe que quanto mais melhor: quanto mais alta a marcha, menor é o regime de rotações em que o motor trabalha e maiores os benefícios. Baixo consumo de combustível, baixos níveis de emissão de poluentes, menos ruídos, menor vibração… e maior disposição em saídas, retomadas e momentos de mais uso de força.

Este é o apelo que a Land Rover usa para promover o novo câmbio no Evoque. “O carro terá significante melhora no consumo de combustível e redução de CO2″, confirma o comunicado, que avisa ainda que as relações de marcha mais curtas corresponderão a melhores reacelerações do SUV e maior força, sem fazer mais barulho.

Mas a nova caixa deve ser um trambolho, não? Errado! O conjunto é maior, mas quase nada, 6 mm a mais. Mas é mais leve, em 7,5 kg, que o atual câmbio do Evoque, que tem apenas seis marchas.

Até pouco tempo atrás, muitos pensavam que as seis marchas eram o limite para os câmbios automáticos. Mas isso já foi desmentido por três vezes. Até onde a tecnologia pode chegar e nos ajudar a derrubar paradigmas, consumo e emissões? (André Deliberato, Eugênio Augusto Brito)

 


Veja os 80 principais carros lançados no Brasil em 2012 e vote no principal
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ATUALIZADO EM 24/12:

O ano de 2012 foi bastante agitado para o mercado automotivo brasileiro. Como mostramos aqui na primeira versão de post, chegaram ao país 80 lançamentos minimamente relevantes. E entre versões, apresentações e promessas, o número passou de 400, segundo levantamento do jornalista Joel Leite, em seu blog O Mundo em Movimento.

Assim, a partir desta segunda-feira natalina (24) e durante todo o período de festas, UOL Carros que saber também a sua opinião: Qual é o lançamento mais importante de 2012? Para escolher seu preferido dentre os 80 carros listados por nossa equipe basta clicar sobre a pergunta para seguir à página da enquete. Também é possível votar através do álbum com o listão dos 80 carros, neste link.

COMO É O LISTÃO
A lista de UOL Carros traz a nata do que desembarcou no Brasil: inclui SUVs para diferentes bolsos (a safra foi extensa este ano), picapes médias, esportivos de todos os tamanhos (o país redescobriu o prazer de guiá-los), luxuosos de preço astronômico, modelos médios interessantes e toda uma nova geração de compactos, segmento que passou por uma renovação este ano.

Todos estão reunidos no super-álbum, onde você poderá rever cada uma das estreias, conferir nossas avaliações e — a partir de agora — votar no principal lançamento:

Listão mostra os 80 principais lançamentos de 2012

Veja Álbum de fotos


Deixamos de lado modelos que apenas trocaram de ano, sem apresentar mudanças significativas. Quer um exemplo? O sedã Nissan Sentra, que poupou esforço em 2012 por conta da possível mudança de geração em 2013.

Os motivos para tanta movimentação são muitos: foi ano de imbróglio sobre a importação de carros do México e de efetivação da barreira do super-imposto para carros importados, certamente; mas também foi ano de empurrão do IPI reduzido para estimular as vendas nacionais; de definição de regras para o setor (programa Inovar-Auto), alavancando as promessas de investimento; de renovação total da linha da Chevrolet, até então envelhecida; e de Salão do Automóvel de São Paulo, com dezenas de novidades.

Na ponta do lápis, o número redondo é significativo: o total de boas novidades subiu 33% em relação ao ano de 2011, que já havia sido bastante aquecido e teve até recorde histórico de vendas. A marca, aliás, será batida agora em 2012, que termina em menos de duas semanas. E, tudo indica, conduzirá a um 2013 tão interessante quanto.

VEJA TAMBÉM: Os eleitos de UOL Carros


Enquete mostra que maioria planeja comprar carro em 2013
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A grana está curta para 19% dos 29.604 leitores de UOL Carros que responderam à enquete “Você pretende comprar um carro zero-quilômetro em 2013?” Negociar carro no ano que vem, nem pensar…

Isoladamente, esta foi a resposta mais escolhida, mas 44% dos votantes vão às lojas de carros no ano que vem – sendo que 28% pretendem mesmo pegar um zero-quilômetro (neste grupo, pouco menos de metade vai pagar à vista, e a outra metade dará um usado e financiará o valor restante).

Os demais 16% vão apostar num carro seminovo em 2013.

Cautelosos, 12% dos leitores que votaram ainda vão avaliar como fica o IPI após a virada do ano — se ele segue reduzido, ou se volta aos níveis normais, acabando com os bons descontos no preço final.

A soma dos votantes que descartam comprar carro por não usá-lo (preferem ônibus, metrô…) com aqueles que estão sem dinheiro deu 29%, pouco menos de um terço do total.

Em outras palavras, sete entre dez leitores de UOL Carros vão, certamente ou provavelmente (os 12% do IPI), fazer algum negócio com carro em 2013, ou então já o fizeram em 2012 (14%).

Vale lembrar que esta não é uma pesquisa científica, e que seu resultado representa apenas a opinião dos leitores que se dispuseram a votar. A soma dos votos não dá 100% devido aos arredondamentos automáticos.


VW Fusca 2013 tem primeiro dono: Neymar
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Queria ser o primeiro a encomendar, colocar na garagem e acelerar nas ruas o novo Fusca, releitura do modelo clássico — mas agora devidamente turbinado (200 cavalos de potência e câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas) e equipado (teto solar, spoiler, sonzeira premium, bancos de couro em duas cores, rodão aro 17 e 15 LEDs no farol)? Esquece. Neymar Jr., atacante do Santos F.C. e da Seleção Brasileira chegou antes. De novo.

Ágil como quando está em campo, o jogador fez valer a condição de garoto-propaganda da marca e pediu tão logo subiu ao palco improvisado durante o pré-lançamento do carro (clique aqui para saber mais sobre o carro), na noite de segunda-feira (24), em São Paulo: “Quero um Fusca desse pra mim, pode ser?”

Eugênio Augusto Brito/UOL

Neymar posa entre o diretor de comunicação da VW André Senador e a atriz Guilhermina Guinle

Sim, pode. O contrato com a Volks, firmado em abril deste ano e válido até as Olimpíadas de 2016, prevê que Neymar rode por aí a bordo de um Volkswagen estiloso. Depois de Tiguan e Touareg (que o atacante comprou, aliás), o carro da vez é o novo Fusca, a princípio em regime de comodato. Anda por um tempo, vê e é visto dentro do carro e devolve. Se gostar, compra um com o próprio dinheiro — o que é fácil, aliás, independente de quanto o novo modelo venha a custar (a Volks ainda não definiu o preço para o país).

Com mais um carrão garantido, Neymar foi todo sorrisos e posou para fotos, muitas fotos, da imprensa especializada em carros e em celebridades. Foi clicado ao lado da apresentadora Adriane Galisteu e da atriz Guilhermina Guinle. Circulou de um Fusca a outro (havia duas unidades no local do evento) para agradar à Volks e aos fotógrafos. E depois, num drible, sumiu do local. Mas não de Fusca, ainda, que o carro só chega em novembro. (Eugênio Augusto Brito)


Tudo sobre o inusitado Peugeot RCZ
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O Peugeot RCZ não foi trazido ao Brasil para vender milhares de unidades por mês. Aliás, se vendesse um milhar de unidades no ano já seria uma façanha. Por R$ 130.990 em versão única, foram 146 carros emplacados em 2012 até o final de julho. O Chevrolet Camaro, líder do nicho de esportivos, vendeu 436 no mesmo período.

O que o RCZ tem de bom, além do design ousado e do acabamento de primeira, exceção na gama Peugeot?

Tem o motor THP de 1,6 litro, um turbocomprimido desenvolvido em parceria com a BMW e usado em modelos como 3008, 408 turbo, Citroen DS3, e Mini Cooper S. É coisa fina — mas o exigente apresentador Marcelo Sant’anna, do Auto+, fez um marcha a marcha com o carro em Interlagos e o achou meio fraquinho… Assista abaixo:

 

Para quem se interessar por esse carro de visual peculiar, há mais a visitar:

+ Nossa avaliação do Peugeot RCZ (atenção: os preços citados estão desatualizados)
+ Álbum com fotos exclusivas do RCZ
+ Como anda o 3008, com o mesmo motor
+ Fotos exclusivas do esportivo da Citroën

Destaque especial para o comparativo feito pelo parceiro Best Cars entre o cupê francês e o seu gêmeo de motor, o Mini Cooper S, que pode ser lido aqui.

Para fechar, mais um vídeo em Interlagos, mas aqui quem é testado é o Citroën DS3, em volta para o ranking da revista Fullpower

 


Mito nacional dá um chega para lá no alemão invocado
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Estacionados lado a lado, qual dos dois modelos brilharia mais ao seu olhar: um Volkswagen Gol GTI (lançado em 1989, atualizado em 1994), motor AP 2000 de 120 cavalos (lembra dele?), pioneiro da injeção eletrônica… ou o recém-lançado BMW Série 6 Coupé, com seu V8 biturbo de 4,4 litros e 413 cavalos?

Foto: Reprodução

A galera da Bufalos TV não teve dúvida na hora de produzir o vídeo da semana (sempre com sua dose de humor): escolheu o mito.

O possante, aliás, estrela não apenas as belas imagens do “documentário” de Guilber Hidaka, com roteiro e direção de Gerson Campos, como também é um dos preferidos das disputas de arrancadas disputadas no autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).

Nestes “rachas” mostrados pela equipe do Auto+ tudo ocorre em ordem, documentado e com segurança. E os nacionais dominam a cena!

Ficou empolgado? Lembrou do passado glorioso? Ou prefere o agito do presente? Assista aos vídeos e comente!


As razões para a Toyota economizar informações sobre o Etios
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Na semana passada UOL Carros esteve no Japão para conhecer, em primeira mão, o Toyota Etios, compacto da marca japonesa que chega ao Brasil este ano. Por ora, é vendido na Índia; as unidades que dirigimos no test-drive foram (mal) montadas no próprio Japão. No entanto, a fabricação do modelo será verde-amarela, na nova planta da Toyota no interior de São Paulo.

A longuíssima viagem e o dia inteiro que passamos ao lado do Etios num autódromo privado à beira-mar, na cidade de Gamagori, não nos garantiram algumas informações cruciais sobre o modelo.


Etios hatchback com motor 1.3: o que mais você queria saber?

A Toyota não divulgou nem potência, nem torque dos motores flexíveis 1.3 e 1.5 do Etios. Também não quis oferecer sequer uma faixa estimada para os preços. Não revelou as versões definitivas (XS e XLS, que aparecem nas fotos, seriam fictícias) e não impediu que ficássemos em dúvida sobre a data de lançamento — setembro é o melhor palpite.

Por que tudo isso?

É simples: a Toyota decidiu travar uma batalha contra múltiplos inimigos (um deles, como se verá, ainda oculto) e com armas que aparentemente não sabe usar direito. O Etios não é apenas um carro pequeno — é principalmente um carro feito para ser barato. Não é essa a especialidade da fabricante — que, se não é propriamente de luxo (só no Brasil o Corolla é carro de “rico”), ao menos é cuidadosa e tem bom senso.

Nem vamos comentar o desafio do Etios a rivais como Volkswagen Gol, Fiat Palio e mesmo Nissan March, porque estes são carros sobejamente conhecidos. O verdadeiro problema do compacto da Toyota é o Hyundai HB.

O carro da sulcoreana está quase pronto; na verdade, seu lançamento depende mais de a fábrica em Piracicaba (SP) poder produzi-lo do que de quaisquer acertos no projeto. Tanto que a Hyundai vai levar à Coreia do Sul, no final deste mês, um grupo de jornalistas brasileiros — com direito a voto num desses prêmios automotivos — para guiar o carro em versão definitiva.

O pulo-do-gato, como dizem, é o fato de ninguém, muito menos a Toyota, saber ao certo as especificações do HB, nem sua cara definitiva. O hatch já foi fotografado 1 milhão de vezes rodando no Brasil sob forte camuflagem, mas jamais apareceu “pelado”.

Hyundai e Toyota parecem jogar xadrez no escuro. É um direito delas, mas uma hora vão ter de mover as pedras sob a luz do sol. Nisso a marca japonesa saiu na frente: já expôs seu peão, o Etios.


Em ‘amistoso’, novo EcoSport mostra que ainda não bate um bolão
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A lista de lançamentos da Ford no Brasil parece demais com a preparação da Copa de 2014: há muito a ser feito, mas o tempo passa e as coisas evoluem pouco. A nova geração do EcoSport, por exemplo, foi apresentada oficialmente duas vezes este ano — primeiro como protótipo (aqui), depois com um carro real (veja os detalhes), mas ainda em pré-série (com ajustes a serem feitos) –, e é tema cada vez mais constante de flagrantes, seja no Nordeste (a fábrica do jipinho fica em Camaçari, Bahia), seja aqui no Sudeste (veja mais na página de Segredos de UOL Carros). Não estaria na hora da Ford revelar um pouco de seu esquema de jogo?

Fotos: Murilo Góes/UOL

Risadas, clima de amizade e algumas firulas: e o novo EcoSport, quando sai?

Sim, está. E foi o que a fabricante fez no sábado (9), no estacionamento de um shopping center da Zona Oeste de São Paulo, com o evento EcoSport Parade. Num espaço fechado, uma espécie de grande área de campo de futebol foi montada com um gol de tamanho oficial posicionado ao centro de outro, este em escala muito maior. Na escalação, uma mescla de nomes de peso: o atacante Robinho, do Milan e da seleção brasileira, o ex-goleiro Marcos, ídolo do Palmeiras, e dois exemplares de cor prata do novo EcoSport, todos da versão topo Titanium com motor 2.0, completando a equipe titular. No banco de reservas, outro EcoSport prata e um na chamativa cor vermelho Mars, que ao vivo faz crer ter tons mais alaranjados. Misturando as bolas como narrador e árbitro, um deslocado Márcio Garcia, ator e apresentador que exagerou na alusão carioca ao futevôlei, num ambiente tipicamente paulistano e relvado, nada ligado à areia.

Apesar do clima típico de amistoso, com muito coleguismo, risadas e mais firulas e dribles que objetividade tática, o evento foi crucial por mostrar o novo carro ao público pela primeira vez, sem camuflagem e (quase) sem a encenação de um evento estático. O EcoSport foi bem na movimentação: acelerou, freou, retomou, fez curvas abertas e fechadas e até entrou em divididas…


Robinho (de azul) e Marcos completaram a escalação do time do Eco

Vamos explicar: o objetivo do evento era colocar a bola no fundo da rede, seja do gol de verdade, seja do gol gigante. Robinho e Marcos se alternaram em cobranças e defesas de pênaltis e, depois, se aventuraram ao volante dos modelos da Ford para tentar fazer o mesmo com bolas e gol descomunais. Estas bolas, segundo a produção do evento, pesavam 22,5 quilos. E a grade frontal do EcoSport resistiu ao teste de “controle de bola” sem mostrar sinais explícitos de fadiga, nem precisar de substutuição.

Foi interessante acompanhar a atividade de perto e comprovar que, quando (um dia) chegar às lojas, o novo EcoSport treinado por designers da Ford do Brasil (ao que parece, o visual da nova geração é obra de uma mulher do design da marca, algo cada vez mais constante na empresa) vai realmente vestir um uniforme muito próximo ao do carro-conceito. Estarão lá faróis afilados, grade ovalada com moldura e divisões internas cromadas (o que faz crer que cada uma das unidades flagradas com grades foscas podem, de fato, estar disfarçadas), carroceria com linhas atuais (nada de formato de caixote) e, infelizmente em nossa visão e na de muitos consumidores (mas fundamental, segundo a Ford), estepe pendurado na traseira.


Na traseira, o ‘imexível’ estepe e um vão que acabaria com qualquer contra-ataque

Mas também foi possível observar que ainda faltam acertar detalhes para que a bola role redondinha na disputa com rivais como Renault Duster, Honda CR-V, Hyundai ix35 e Kia Sportage. De prancheta em mãos, fizemos uma listinha:

- Os freios são a disco apenas nas rodas dianteiras, mantendo o tambor nas traseiras. O sistema pode ser eficiente e permitir o uso dos sistema antiblocante (ABS), mas feito para reduzir custos nunca terá o mesmo grau de segurança do uso de discos nas quatro rodas.

- O carro pré-série apresentado no evento baiano e no Salão de Pequim, em abril, tinha um filete de LED reforçando o visual e a iluminação do conjunto óptico frontal, boa herança do carro-conceito (veja os detalhes aqui). Os carros do evento paulistano, porém, não apresentavam esta solução. Ligados o tempo todo, apenas faróis altos e luzes de neblina.

- Ainda sobre os faróis, uma das unidades dos EcoSport jogadores apresentava claros sinais de infiltração no conjunto óptico frontal, com lente embaçada e gotículas de água em seu interior. Isso não é um defeito incomum em carros e nem significa que exista alguma falha de projeto — pode ser um problema de vedação apenas daquela unidade. Mas que é chato encontrar isso num carro novo, é.

- Por fim, a porta-traseira, que se abre lateralmente para dar acesso ao porta-malas, exibe um vão horroroso, quando fechada. Ressaltamos aqui que a organização não revelou se foram usados carros pré-série no evento ou se o projeto final realmente prevê esta “falta de entrosamento” entre porta e carroceria. Se for mesmo assim, teremos um ponto extremanente negativa num carro que se pretende “mundial”, ou seja, necessitaria exibir acabamento condizente com mercados exigentes.

- O EcoSport 2.0 já mostra seu jogo e o 1.6 também entrará em campo, mas ainda não há confirmação de versões com câmbio automático e/ou tração 4×4.

Como ainda não há uma data marcada para o jogo de verdade do EcoSport ser apresentado (o único lançamento confirmado, por ora, é o da nova Ranger, no final deste mês de junho), ainda há tempo para que detalhes sejam acertados, o condicionamento físico do jipinho, melhorado e novas jogadas, ensaiadas, a fim de garantir o espetáculo. A torcida, como se viu, está ansiosa.

P.S.: A quem interessar, o resultado da partidinha entre Robinho e Marcos foi uma vitória do goleiro na cobrança de pênaltis homem-a-homem e um empate no carro-a-carro.

P.S. 2: a ideia de misturar carro e bola num campo gigante não é nova e já foi praticada por jogadores alemães (a Mercedes-Benz colocou um time de smart à disposição do público no Salão de Frankfurt em 2011) e sul-coreanos (a Hyundai fez uma série de embates com times de i30 protagonizando clássicos mundiais como Brasil x Argentina. E, ao menos no volante, a seleção canarinha se deu bem frente aos hermanos, como mostra o vídeo abaixo).