Blog UOL Carros

Arquivo : May 2013

UOL Carros lembra: carro também é diversão
Comentários COMENTE

UOL Carros

O mundo — Brasil incluso — está cada vez mais chato, paranoico e restritivo (para não usar outros termos) e com isso todo mundo parece concordar. De resto, só atrito. E no meio do atrito, defender a cultura sobre rodas parece algo cada vez mais insano e até criminoso — “carros poluem, congestionam, matam”, dirão muitos. Ainda que, como relatamos neste Blog há duas semanas, cada vez mais gente fuja da rua — ou melhor, do transporte público — para cima de motos ou para dentro de carros (por falta de “atrativos”).

Brincar de carrinho e “viajar” por estradas imaginárias: quem nunca?

Entre a cruz e a caldeirinha, UOL Carros toma partido: carro é divertido. Assim como também são andar de bike, de skate, a pé, viajar de trem, ler um livro… O problema não está no meio, está na cabeça e na falta de ação das pessoas.

Para encerrar este curto manifesto, escolhemos três vídeos que mostram o lado lúdico, divertido, risonho do mundo motorizado. Poderíamos colocar outros zilhões, mas estes são frescos, surgiram esta semana. O primeiro é é um comercial inglês que mostra a incrível relação da turma do hemisfério norte com o período de primavera-verão (época do sol) e com modelos conversíveis. O segundo, uma animação que dá “vida” ao ato infantil — mas que muito aficionado mantém durante a vida adulta — de brincar de carrinho, inventando caminhos e enredos mirabolantes. O último, dica do pessoal da Infomoto, é o trailer do documentário que mostra a aventura dos irmãos Marley (Ziggy, Rohan e Robbie, filhos de Bob Marley) descobrindo as raízes pela África e pilotando motos da Ducati.

Boa diversão e bom final de semana.


Eduardo Hiroshi (1977-2013)
Comentários 2

UOL Carros

Reprodução

O jornalista Eduardo Hiroshi, 35 anos, morreu nesta segunda-feira (6), em São Paulo. Ele era editor do Máquina, caderno de automóveis do jornal Agora.

Hiroshi trabalhou também na revista Car and Driver Brasil e na assessoria de imprensa da Volkswagen.

Formado pela Unesp de Bauru (SP), o jornalista era apaixonado por carros a ponto de batizar seus bichos de estimação com nomes de marcas famosas. Levava a sério a maratona de eventos e viagens que caracteriza o setor automotivo: geralmente era o único vestindo terno em meio a colegas de camiseta e tênis. Tinha conhecimento técnico muito acima da média.

Gostava de brincar que tudo sempre acontecia em seus plantões, cumpridos nas editorias “quentes” do jornal: a renúncia de Bento 16 e as mortes de Osama Bin Laden e Amy Winehouse são alguns exemplos.

No sábado passado (4) foram publicadas reportagens de Hiroshi sobre o Salão de Xangai, na China, que ele visitou na mesma comitiva de jornalistas de que UOL Carros participou. Foi sua última cobertura.


CQD: até do metrô quem tem grana está fugindo
Comentários 10

UOL Carros

O post anterior, falando da provável debandada de passageiros dos ônibus assim que lhes for possível comprar uma moto ou um carro, foi escrito e publicado antes de a Folha de S.Paulo desta segunda-feira (6) noticiar que, entre 2001 e 2012, caiu fortemente o número de usuários do metrô de São Paulo com renda mensal a partir de quatro salários mínimos.

Claudio Manculi/Frame - Folhapress

Em 2001, 54% dos passageiros dos trens subterrâneos paulistanos ganhavam a partir de 4 mínimos, valor que hoje equivale a cerca de R$ 2.700. Os demais 46% tinham renda abaixo disso. Ou seja, a maioria ganhava mais do que a minoria e o perfil do usuário era de classe média e média-alta, gente que muito provavelmente desde 2001 podia ter carro.

Em 2012, o percentual caiu a menos da metade: apenas 25% dos passageiros ganham mais que R$ 2.700.

Os movimentos são os seguintes: 1) gente que não andava de metrô porque não tinha grana passou a andar, engrossando os atuais 75% mais pobres; 2) gente que estava nos antigos 54% mais ricos se cansou do mau serviço e foi procurar outro meio de transporte (apostamos que 99% optaram por um veículo particular).

Vale lembrar que, em países desenvolvidos e com boa malha ferroviária subterrânea e urbana, TODO MUNDO anda de metrô — seja pobre, seja classe média, seja rico. Exemplos óbvios são Londres e Paris.

Por quê? Porque é rápido, bom e barato.


Transporte público ruim, em país que cresce, põe mais motos e carros na rua
Comentários 41

UOL Carros

Qual é a atual grande utopia urbanística no que se refere à mobilidade em cidades de grande porte? É esta: “Vamos melhorar os serviços de ônibus e de metrô; automaticamente as pessoas deixarão os carros em casa e se deslocarão usando o transporte público”.

E então todos habitarão São Paulo felizes para sempre…

Infelizmente, basta entrar num ônibus de linha importante, em horário de pico, para entender que a urgência de melhorar o transporte público não é só para atrair novos usuários, que hoje preferem dirigir (ou estacionar) seus carros no congestionamento nosso de cada dia.

A questão, hoje, é evitar que mais gente opte pelo transporte individual, devido ao inferno que é andar de ônibus (e metrô, e trem) em São Paulo na hora em que todo mundo precisa andar.

Dentro de um ônibus superlotado, sem ar-condicionado, com o corredor da Rebouças travado porque outro ônibus quebrou lá adiante, é fácil adivinhar o que boa parte dos passageiros está pensando: “Este ano, sem falta, vou comprar aquela moto com prestação de R$ 150″; ou, no caso dos mais abonados, “Será que minha poupança já dá pra pagar um carrinho usado?”

Rubens Cavallari/Folhapress

A despeito do que você pode ter lido por aí, o Brasil vai bem, as pessoas estão com mais dinheiro no bolso e dispostas a gastá-lo — especialmente se for para aumentar sua qualidade de vida.

Por outro lado, acreditar que da classe média para cima existe uma porcentagem grande de pessoas dispostas a abrir mão da privacidade de uma cabine individual com ar, som ambiente, Bluetooth e outros mimimis, além da conveniência do traslado ponto a ponto (não importa quanto demore), é ingenuidade.

O movimento oposto é bem mais provável: chegou a hora de quem sempre andou amontoado em busão, diariamente desrespeitado pelo poder público que tem o dever de oferecer transporte de qualidade aos cidadãos, mandar tudo isso para o inferno e apostar em si mesmo e em seu conforto.

Se o trânsito nas metrópoles piorar ainda mais, a culpa certamente não será de quem hoje é vítima.

(por Claudio Luís de Souza)


Escort e Tongji Auto são os mais bonitos de Xangai, diz enquete
Comentários COMENTE

UOL Carros

Enquete realizada por UOL Carros, encerrada nesta sexta-feira (3), perguntava qual era o carro mais bonito do Salão de Xangai 2013.

Foram dois vencedores: o Tongji Auto conversível e o conceito de sedã compacto que reviveu o nome Escort, ambos com 17% dos votos. A medalha de bronze ficou com o superesportivo Icona Vulcano, que teve 14%.

A enquete contou com 11.048 votos no total. Confira o resultado final na imagem abaixo ou clicando aqui.

Vale lembrar que esta não é uma pesquisa científica, e que seu resultado representa apenas a opinião dos leitores que se dispuseram a votar. A soma dos votos não dá 100% devido aos arredondamentos automáticos.


Honda Civic é referência quanto ao painel, aponta enquete
Comentários COMENTE

UOL Carros

Deu Honda Civic, com seu quadro de instrumentos em dois andares, na enquete realizada por UOL Carros, que perguntou: “Qual painel você gostaria de ter no seu carro?”

Encerrada nesta sexta-feira (19), a enquete recebeu 10.203 votos, 23% deles direcionados ao sedã médio. O resultado final pode ser visto neste link ou no álbum de fotos especial.

Recém-lançado e propondo um novo posicionamento do motorista, Peugeot 208 e seu painel que precisa ser visto sobre (e não por entre) o volante ficaram na segunda colocação (18%), seguidos pelo luxuoso e clean Range Rover Vogue (12%). Ambos chegaram a liderar a votação em algum momento.

Claro, há espaço para curiosidades e estranhezas: mal-acabado e com péssima ergonomia, o painel do Toyota Etios não foi o menos votado, terminando na 14ª de 20 posições (1% dos votos). Foi mais lembrado que o bem-acabado, mas também desorganizado Renault Fluence GT (15º), que o caro Chevrolet Trailblazer (16º), que o evoluído Kia Cerato (17º), o pragmático Honda Fit Twist (18º), o chinês JAC J3 Sport (19º) e o raro e pequeno smart fortwo (20º).

Veja o resultado da enquete

Veja Álbum de fotos


Peugeot 208 quer ser assunto: jornal na sexta, futebol no domingo
Comentários 29

UOL Carros

A Peugeot realmente aposta alto no 208 — como UOL Carros já afirmou, o novo hatch é o carro da vida da marca, fundamental para definir seu futuro no país. Na Europa, o modelo é líder de vendas em sua categoria; para o Brasil, a meta é menos ambiciosa, mas igualmente importante: ser o Peugeot mais vendido. Mas para isso é preciso que o público veja, conheça e fale do carro.

Foto: Eugênio Augusto Brito/UOLFoto: Eugênio Augusto Brito/UOL
208 e “Corrida Maluca” enveloparam jornais nesta sexta-feira

Nesta sexta (12), quem acordou cedo para buscar o jornal achou o matinal encapado com a propaganda do 208. “O lançamento do ano já está em todas as concessionárias Peugeot”, anuncia em letras maiúsculas um anúncio, que deixa apenas o nome do periódico à mostra.

Por meio de sua assessoria, a Peugeot explica que a ideia é criar expectativa, curiosidade e burburinho — aquilo que agora é chamado de “buzz” — em torno do modelo. E, claro, levar o possível comprador a querer passar na concessionária no sábado, dia 13 de abril, para conhecê-lo. A data foi definida como abertura oficial das vendas do carro — com preços entre R$ 39.990 (Active) e R$ 54.690 (Griffe, com câmbio automático) — por estar exatos 208 dias à frente da segunda-feira (22 de outubro de 2012) em que o modelo foi apresentado no país, durante o Salão do Automóvel de São Paulo (relembre aqui).

Além de envelopar jornais, o time de marketing da Peugeot criou ainda hot site, onde é possível obter informações e até configurar o carro, chamadas para rádio, filmes publicitários para TV e peças para revistas.

Mas o auge da campanha entra em campo no domingo, literalmente. Patrocinadora do Flamengo, a montadora vai estampar o numeral 208 no uniforme do time todo antes do clássico Fla-Flu. Com a bola rolando, somente o atacante Rafinha (normalmente o camisa 11) continuará com o 208. Além disso, um carro será entregue à diretoria do clube da Gávea e deve ser repassado ao melhor da equipe.

Há alguns mistérios na campanha, porém. A Peugeot não divulga, por ora, quanto gastou na elaboração da estratégia toda. Nem entrega o significado da silhueta dos personagens do desenho “A Corrida Maluca”, de Hanna-Barbera, no fundo da capa falsa dos jornais, atrás da imagem do 208. A pista está no slogan, destacado das demais maiúsculas por estar em negrito: “Dentro dele é outro mundo”.

Será uma tentativa — comum ao mercado automotivo, aliás — de dizer que o ocupante do 208 vai achar todos os outros carros bizarros, como os modelos hilários do desenho (“carroça a vapor” e “carro de pedra” eram dois dos bólidos pilotados por Dick Vigarista e sua turma)? Ou haverá alguma gincana para enlouquecer clientes?

A Peugeot promete elucidar tudo na terça-feira (23), quando vai dar mais detalhes sobre a campanha nacional do 208. Isso, claro, se o Fluminense não atravessar a festa no domingo.

Veja como é o carro da vida da Peugeot

Veja Álbum de fotos


Bugatti cria recorde para vender oito carros
Comentários 20

UOL Carros

Você ainda acredita em provas de quebra de recorde de velocidade? UOL Carros acreditava até a manhã desta quinta-feira. Foi quando soubemos do comunicado da Bugatti afirmando ter estabelecido nova marca mundial para um carro esportivo sem teto, ao alcançar 408,84 km/h com o roadster Bugatti Veyron 16.4 Grand Sport Vitesse. A partir disso, deixamos de acreditar.

Segundo a nota da marca francesa, que pertence ao grupo Volkswagen, o recorde teria sido estabelecido no dia 6, sábado  último, na pista de testes de Ehra-Lessien, na Alemanha, com o empresário e piloto chinês Anthony Liu a bordo de uma versão de produção do Veyron sem teto.

Fotos: Divulgação

O feito foi “comprado” e noticiado por todo tipo de veículo minimamente ligado ao universo automotivo, mas seguimos com dúvidas inquietantes e resolvemos pesquisar. Nada contra nenhum dos elementos a seguir, mas:

1. Que motivos levariam a Bugatti (junto com a Volkswagen) a escolher sua pista de testes (com todo o controle de ambiente possível e necessário), mas deixar a façanha a cargo de um chinês desconhecido e não a um piloto próprio?

2. Por que não chamar o Guinness (Livro dos Recordes) para certificar o teste e a velocidade alcançada? Seria a chance de calar a boca da norte-americana Hennessey, que desde o começo do mês tem contestado as últimas marcas da Bugatti, em especial o recorde de “carro mais rápido do mundo” obtido também pelo Veyron em sua versão Super Sport. Em vez disso, a marca escolheu a independente TÜV, também alemã.

3. Por que as tradicionais (esperadas e necessárias) modificações na estrutura do carro não foram divulgadas? Segundo o comunicado da Bugatti, o carro teria todas as soluções de qualquer outra unidade de produção da versão Grand Sport Vitesse  – motor de 16 litros, quatro turbos, potência de 1.200 cavalos, sistema de tração integral, reforço estrutural do chassi, cockpit e e cobertura em forma de concha totalmente em fibra de carbono e para-brisa e spoiler de teto diferenciados (em relação ao cupê) para reduzir ao máximo a turbulência. De novidade, apenas uma pintura bicolor especial. Curioso, não?

Pois boa parte da imprensa europeia levantou as mesmas suspeitas e chegou ao ponto crucial — e de modo muito simples: o Veyron 16.4 Grand Sport Vitesse de produção tem velocidade limitada pela fabricante em 375 km/h. Em outras palavras, um carro original nunca poderia chegar perto dos 400 km/h, quanto mais ultrapassá-los.


Recorde? Veyron Grand Sport Vitesse “normal” só chega aos 375 km/h

Vamos repetir: nada contra fazer modificações para alcançar marcas e patamares novos, isso é esperado. Mas deve-se jogar claro, algo que a Bugatti não fez. Tanto é assim, que escolheu a TÜV para a certificação da marca, já que o Guinness Book já se manifestou contra a homologação de recordes de “carros de produção” fora das especificações, ou seja, com o limitador de velocidade desligado.

Qual o motivo do engodo? Simples: vender mais carros para os chineses — entendeu a participação de Anthony Liu (recebendo o certificado de quebra da marca na foto nesta página)?

De fato, oito unidades do Veyron iguais ao utilizado na prova, inclusive com a pintura bicolor, serão feitas especialmente para os endinheirados da China. Cada unidade terá um estribo personalizado com os dados do “recorde” e custará 1,99 milhão de euros, mais de R$ 5,5 milhões. Todos serão expostos no Salão de Xangai, que será realizado a partir do dia 21 de abril. Haverá cobertura de UOL Carros, in loco, e apostamos desde já: o carro será um dos micos do evento.

Num mundo cada vez mais atento à noção de eficiência, sustentabilidade e, principalmente, ética, a aventura de quebra de recordes perdeu um pouco do sentido, ao passo em que manobras dissimuladas tornam-se totalmente execráveis.


Alfa Romeo 4C é o supercarro mais querido de Genebra, segundo enquete
Comentários COMENTE

UOL Carros

Enquete realizada por UOL Carros, encerrada nesta quinta-feira (21), perguntava qual é o melhor supercarro do Salão de Genebra 2013.

O vencedor foi o novíssimo Alfa Romeo 4C, com 30% dos votos. Lamborghini Veneno (baseado no Aventador) foi o segundo, com 18%, e o superhíbrido LaFerrari, o terceiro, com 11%. O McLaren P1, um dos grandes destaques do evento, ficou apenas na sétima colocação, com 4% dos votos.

A enquete contou com mais de seis mil votos no total. Confira o resultado final na imagem abaixo ou clicando aqui.

Vale lembrar que esta não é uma pesquisa científica, e que seu resultado representa apenas a opinião dos leitores que se dispuseram a votar. A soma dos votos não dá 100% devido aos arredondamentos automáticos.


Anúncio de gosto duvidoso promove o Chery Celer na web
Comentários 50

UOL Carros

A Chery apresenta à imprensa, nos dias 26 e 27, o Celer, hatch e sedã, que já pode ser encomendado nas revendas da marca por R$ 36 mil e R$ 37 mil, respectivamente. O carro seria lançado em dezembro de 2012, mas o congestionamento de datas da Anfavea adiou tudo para este mês.

Para acompanhar a chegada do Celer, a marca chinesa veicula na internet e redes sociais um filmete destinado a se tornar viral (pelo menos é o que se pretende). Assista-o abaixo:

 
O vídeo tenta ser engraçadinho, com um estilo agressivo que lembra peças publicitárias da Nissan. Portanto, não chega a ser original.

Mas ele deve ser pioneiro, cremos, na vocalização da teoria de que dono de carro luxuoso e/ou grande sempre tem pênis pequeno (note que a rima óbvia do rap cantado no anúncio levaria forçosamente ao glamuroso vocábulo “pau”).

Outra pérola classuda oferecida pelos rappers branquelos é a referência a uma “pizza” de suor que se formaria sob o braço do motorista do “carro pelado”. Que bonito!

Fora o mau gosto lírico-melódico, o filmete encerra com três senhoras de cabelos brancos pagando mi… quer dizer, dançando em frente ao Celer, num final apoteótico com pitadas de tropicalismo e contracultura (leia-se, kitsch e absurdo).

CORTA!