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Arquivo : January 2012

Cupê RCZ é celebridade do elenco da Peugeot
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Em outubro, UOL Carros participou do lançamento do cupê Peugeot RCZ no Brasil. Na ocasião, o editor Claudio Luís de Souza pode guiar o esportivo francês (mas feito na Áustria pela “terceirizada” Magna Steyr) apenas no circuito da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP), pista instigante e exigente, mas fechada. Moral da história: faltou a vivência das ruas.

Nada precisa ser acrescentado às impressões iniciais, que você pode reler clicando aqui: o RCZ é mesmo o carro mais impressionante da linha da Peugeot no Brasil. Só não parece ser de outra marca por compartilhar peças vistas até no seu 207. A diferença está no fato de tudo nele ter sido pensando para atrair quem geralmente só tem olhos para os alemães. Como já havíamos cravado, com motor 1.6 turbo, 165 cavalos, câmbio automático de seis marchas (mas sem borboletas no volante) e custando R$ R$ 140 mil, ele ”chama para a briga rivais escolhidos por carroceria e preço, o que abrange desde Audi TT e Mini Coupé (inimigos óbvios) até roadsters em geral”. Mas isso basta? Me recordo agora do comentário feito por um dos leitores: “Duvido que vá vender, é caro e tem frente de 206″.

Foto: Murilo Góes/UOL

Acima, o RCZ e seu teto em forma de nádegas: atrativo extra no país do biquíni
CLIQUE NA IMAGEM para ver mais fotos do cupê no lançamento

Opinião e bumbum, cada um tem o seu. E carro não é “celebridade B”, nem “mulher rica”: não adianta gritar que é influente, alta, magra, tem nariz bonito, cartão sem limite de crédito e vocação para ser a Eva Perón tupiniquim. “Hellooooooooooo”. Tem de mostrar na prática, como ficou provado no episódio do Audi R8 – o alemão comprovou ser mesmo digno do estrelato em Hollywood ao mostrar que era popular também na Praça da Sé (veja novamente aqui).

Então colocamos o RCZ e seu teto em forma de derrière na estrada e tomamos o rumo de Poços de Caldas (MG) — um dos destinos preferidos de muita gente no período de férias seria um bom lugar para tirar a prova dos nove com o modelo.

Fotos: Eugênio Augusto Brito/UOL

Com RCZ exposto ao público, teve espiadinha, tietagem e até bolinada

TODO MUNDO, de criança a dono de Azera, torceu o pescoço, chamou quem estava dentro de milionário, torceu a boca de inveja ao perguntar se o teto todo era de vidro (parece, mas não é) ou se andava tanto quanto aparentava (quase sempre). As fotos deste post mostram alguns desses momentos. Mas o melhor relato para ilustrarmos nossa convivência com o cupê ocorreu no retorno a São Paulo.

A Peugeot tem uma concessionária quase na saída da cidade mineira. Na vitrine, alguns 207, uma picape Hoggar e, meio escondido, o sedã 408. Ponto. UOL Carros passou, olhou e seguiu seu destino. Poucos quilômetros depois, paramos em um posto de combustível para completar o tanque (a média combinada do RCZ, aliás, ficou em 10,9 km/l). Enquanto o frentista embasbacado fazia seu trabalho, uma perua Escapade parou ao nosso lado, derrapando. De dentro, saltam duas figuras esbaforidas, vestidas de macacão azul. Uma rápida olhada revelou o leão da Peugeot estilizado no lado esquerdo do peito de cada um. Após se apresentarem como funcionários da concessionária pela qual havíamos passado há pouco, se justificaram:

“Desculpe a abordagem, mas estamos fazendo o cursinho (treinamento para atender ao cliente no momento da compra e no pós-venda) deste carro e ainda não o tínhamos visto. A gente pode dar uma  olhadinha? Uau… bonitão, né? Vem cá, anda bem? Ah… obrigado, hein? Agora vamos indo, ok? Desculpa de novo, temos de voltar ao trabalho”.

Nada mais precisa ser dito ou provado: o RCZ é estrela até mesmo entre os seus. “Arraaaaaaaaaaaaasa!” (Eugênio Augusto Brito, do UOL, em São Paulo)


Mercedes faz gincana com novo Classe A
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Em nota desta sexta-feira (20), o site Carsale publicou nota mostrando que a nova geração do Mercedes-Benz Classe A vai começar a rodar camuflada, uma das últimas etapas no projeto de desenvolvimento de um carro, antes que eles ganhe vida.

Ultimamente, o passeio de modelos camuflados pelas ruas — no exterior ou aqui no Brasil — deixou de ser apenas uma necessidade para o acerto final mecânico e de sistemas para tornar-se, também, peça fundamental do marketing do lançamento. Pessoas verão, algumas vão fotografar e enviar para jornalistas especializados, que publicarão. Burburinho garantido a custo baixo em termos de publicidade. Faz parte do jogo.

E, parece, a Mercedes resolveu deixar este jogo mais divertido, transformando-o numa espécie de gincana virtual. Nessas primeiras imagens do novo Classe A uma coisa nos chamou a atenção: a camuflagem do carro traz, sobre a porta traseira, um imenso QR Code, etiqueta similar aos códigos de barras, que pode ser escaneada por aplicativos de smartphones para revelar seu conteúdo.

Com um telefone no mão, fizemos o serviço e fomos parar num site dedicado ao Classe A. Você pode fazer o mesmo apontando seu telefone para a imagem ao lado.

O texto, em alemão, indica que a Mercedes-Benz vai deixar três carros circulando (pela Europa, provavelmente), todos com camuflagem e etiquetas de QR. Quem escanear as três e topar participar da jogada, baixando um aplicativo exclusivo no celular, poderá ganhar uma viagem para curtir a apresentação do modelo. Aliás, esta apresentação está prevista para o Salão de Genebra, em março.

FASE 2
Lançado como monovolume compacto familiar, o Classe A fez história, inclusive no Brasil, no final dos anos 1990 e começo deste século. Ficou popular, mas ganhou fama de mico para os amantes do estilo premium da marca. Já longe do país, o modelo foi atualizado para o resto do mundo, mas nunca se desvencilhou da má fama.

Fotos: Divulgação

O jeitão de carro de família (acima) popularizou o Classe A, mas é passado.
A nova geração (abaixo, o conceito) vai ser esportiva para pegar A3 e Série 1

A nova geração tenta mudar tudo isso. O conceito apresentado no último Salão de Frankfurt mostra que o carro troca de carroceria e estilo, e vira um hatch com visual mais esportivo e condições de encarar os carros de entrada de Audi, BMW e companhia. Depois, conforme executivos e engenheiros da marca revelaram a UOL Carros, deve dar origem a uma família nova, com direito a um três-volumes, que pode até mesmo voltar a ser feita no Brasil. E aí, o jogo pode mudar, de novo.


Máquina de 36 cavalos deixa seu carro no chinelo
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A grade horizontalizada domina a frente e sublinha faróis afilados. Mais abaixo, o para-choque se projeta completando o ar agressivo. O modelo é bem equipado de série: tem direção hidráulica, banco de couro, painel totalmente digital, controle de tração com bloqueio de diferencial e piloto automático (cruise control). Rodas e pneus medem 12 polegadas na frente e 18 atrás…

O veículo acima é mais equipado que o carro “popular” que você tem na garagem, embora tenha apenas 36 cavalos de potência. Trata-se de um tratorzinho de cortar grama, lançamento mais inusitado do Salão de Detroit, que abre suas portas ao público em geral neste sábado (14).

Foto: Divulgação

O grande diferencial do CTX Tractor está justamente nos equipamentos típicos de carro de passeio, o que encorajou o fabricante Craftsman a apresentá-lo no salão. “Este tipo de equipamento é muito utilizado entre os americanos, e como o CTX tem uma tecnologia que o comprador está acostumado a ter em seu carro, acreditamos que possa fzer bastante sucesso”, afirma a representante da marca Megan Tarsha.

Quando chegar às lojas americanas, em fevereiro, terá quatro versões custando entre US$ 3 mil e 6.500 (entre R$ 5.500 e 12 mil, de acordo com a potência do motor, que vai de 22 a 36 cv). Todos são movidos a gasolina e contam com injeção eletrônica, dispensando o carburador ainda comum em outros cortadores. A velocidade máxima do mais potente é de 12 km/h (8 mph).

O que vai ter de brasileiro invejando jardineiro americano… (Eugênio Augusto Brito, do UOL, em Detroit)


Sapo ou bichinho oriental: o novo EcoSport ficou legal?
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Na última quarta-feira (4), a Ford apresentou ao mundo o conceito que antecipa a próxima geração do jipinho EcoSport. UOL Carros esteve presente e mostrou tudo em primeira mão (reveja aqui).

Com direito a coletiva para imprensa especializada, convidados de honra e políticos no Brasil (pátria-mãe do EcoSport original e terra dos projetistas do novo) e na Índia (primeiro lugar do mundo a ver a nova geração e também lar de sua equipe produtora), o lançamento gerou burburinho mundial, sendo assunto dos principais noticiários automotivos ao redor do mundo. Algo nunca esperado para um modelo brasileiro.

Além de especulações (tem muito americano querendo que o jipinho estreie por lá também, apesar dos Estados Unidos esperarem outro SUV da Ford, o Escape), análises de estilo e até debates, o novo EcoSport também virou piada.

A turma do Top Gear — com seus comentários sempre ácidos, mas também emblemáticos — usou seu site para comparar o SUV a um bicho. Embora pareça cópia, eles não fizeram como UOL Carros, que sabiamente mostrou como o Nissan Juke tinha parentesco com um sapo-boi, aqui mesmo neste blog.


Sapo? Não, este é o Nissan Juke. O novo EcoSport virou outro bicho

Os ingleses preferiram comparar o novo Ford a um pokémon, aquele personagem de desenho animado que parece animal, mas tem poderes mágicos. O escolhido não foi o famoso Pikachu: o novo EcoSport seria a cara do Jigglypuff, bolinha de pelos rosada que faz os adversários dormirem com sua voz.


Este é o novo Ford EcoSport, na visão dos ingleses do Top Gear

O motivo da comparação? Mais do que o visual (convenhamos, as linhas do estilo Kinetic da Ford realmente lembram algumas criações orientais), a justificativa parece vir da força (ou o contrário disso) do motor EcoBoost de 1 litro que o carro receberá na Índia. Os 118 cavalos desse propulsor com injeção direta de gasolina, turbo e baixas emissões parecem não convencer Jeremy Clark e seus companheiros.

E você, o que achou do novo visual do SUV? E da comparação? Opine no campo de comentários.


Cinto de segurança deve ser usado por todos, sempre
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Da Redação

A primeira segunda-feira do Ano Novo trouxe mais uma notícia triste ligada ao complicado trânsito brasileiro. Na madrugada do dia 1º, uma batida entre dois carros (um Peugeot 207 SW Escapade e um Fiat Idea) num cruzamento da cidade de São Paulo terminou com a morte de uma mulher grávida e do bebê, que chegou a ser retirado do corpo da mãe pela equipe de socorro e levado ao hospital, mas não resistiu.

Foto: Luiz Guarnieri/AE

Grávida e bebê morrem em acidente de trânsito na zona sul de SP

Foi divulgado que o motorista da perua da Peugeot teria confessado à polícia o uso de drogas e bebidas antes de assumir o volante — ele também estaria transportando bebidas alcoólicas dentro do carro. O transporte em si não é crime, nem infração, mas ingeri-las e assumir o volante em seguida é, mesmo que nenhum acidente ocorra. Não há justificativa e o motorista preso pode até ser penalizado por homicídio doloso, como preconiza a lei.

Casos como esse são comuns, infelizmente, por haver fiscalização de menos por parte das autoridades e quase nenhuma consciência por boa parte dos motoristas e passageiros, que insistem em desrespeitar as leis de trânsito. E, neste caso, não estamos falando apenas da mistura álcool e volante — também há a falta do uso do cinto de segurança.

Voltando ao relato do acidente, a mulher grávida teria sido arremessada do Fiat Idea por, muito provavelmente, não estar usando o cinto. Sem eximir o motorista alcoolizado de qualquer culpa, o acidente poderia ter desfecho menos drástico se todos estivessem respeitando o CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

Muitos ainda acham o uso do cinto de segurança um incômodo — para quem pensa assim, a obrigatoriedade é desnecessária, servindo apenas como desculpa para “alimentar a indústria de multas”. Pegue um ônibus, de transporte público ou de turismo e fique atento: provavelmente você verá o motorista usando o cinto apenas jogado sobre o corpo, sem afivelá-lo. Olhe para os carros que trafegam por ruas e estradas, sobretudo em época de férias, com a família inteira a bordo: será fácil flagrar uma criança pulando no banco de trás ou de pé entre os bancos dianteiros, conversando com pai e mãe. Embora nenhuma das situações represente crime, ambas são exemplo de infração grave.

Há ainda o total engano de quem pensa apenas no desconforto: acima de qualquer outro argumento, o cinto salva vidas. Para alguns especialistas, aliás, é o item de segurança mais importante do veículo, à frente de airbag e ABS.

 

UOL Carros mostra alguns vídeos que apontam os efeitos da falta do uso do cinto em diferentes situações de impacto. São simulações de acidentes feitas por entidades de segurança viária nos Estados Unidos e na Europa. Todas provam que deixar de usar o cinto — ou dispositivos como o bebê-conforto, no caso de crianças pequenas –, mesmo que o carro tenha airbags, funciona quase como assinar o próprio atestado de óbito.

Para as grávidas, há ainda um vídeo produzido pela Volvo, que mostra a forma correta, mais segura e menos incômoda de afivelar a peça: o cinto deve ser ajustado para passar por sobre o ombro direito, no meio do peito (entre os seios), enquanto sua parte inferior deve ser posicionada abaixo da barriga o máximo possível.

Além dos vídeos, você pode clicar aqui e rever reportagem feita em novembro sobre o uso de cadeirinhas para crianças.

Vale a pena ver e seguir as dicas. Por um 2012 mais seguro e feliz.