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Arquivo : March 2011

Conheça frente e verso do futuro Chevrolet Cobalt
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UOL Carros

Mais uma vez em parceria com o jornalista mineiro Marlos Ney Vidal, do site Autos Segredos, publicamos em UOL Carros projeções que antecipam a cara (e o bumbum) do sedã da General Motors que vem sendo tratado oficialmente como GSV, ou Global Small Vehicle, mas que deverá se chamar Cobalt — mesmo nome do carro que, nos Estados Unidos, morreu no ano passado para dar lugar ao Cruze.

Outras informações, inclusive sobre a etimologia da palavra “cobalto” (tradução literal do nome em inglês), estão no post anterior (clique aqui para ir diretamente a ele).

As projeções que você vê a seguir têm a assinatura de Renato Aspromonte, responsável pelo site Murruga Design.
A dianteira do Cobalt sugere um parentesco com o Agile, mas isso, na verdade, é o efeito esperável de a Chevrolet ter unificado sua assinatura de estilo justamente na grade frontal. O conjunto óptico, de acordo com as projeções de Aspromonte (que são baseadas em informações de bastidores colhidas por Ney Vidal), é mais contido que o do hatch.


Por trás, o Cobalt terá como referência de estilo o Vectra, algo evidenciado pela barra cromada na extremidade da tampa do porta-malas e pelo formato das lanternas, que são limitadas aos paralamas.

O que se diz nos bastidores é que o Cobalt, que quase certamente terá motor 1.4, deve custar em torno de R$ 38 mil, o que o colocaria abaixo do Vectra básico (que pode ser mantido em linha) e do futuro Cruze — mas numa exata superposição de preço com o atual Corsa Sedã.

Tudo é especulação, mas seria a ocasião perfeita para a GM encerrar a produção, de uma só tacada, dos Corsa nas carrocerias hatch e sedã, deixando as revendas livres para oferecer Agiles e Cobalts para os antigos clientes dos compactos da Chevrolet.

PS — Que fique bem claro: as imagens acima NÃO SÃO RETRATOS FIÉIS do futuro modelo da GM, podendo conter diferenças significativas em relação ao produto final.


Novo sedã da Chevrolet terá nome de carro fora de linha
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CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Cresce cada vez mais a expectativa pela chegada das novidades que a General Motors/Chevrolet prometeu para este ano, fundamentais para iniciar a renovação de um dos portfólios mais antigos do mercado nacional (atenção: antigo não é igual a ruim).

O Cruze — barbada em todas as votações de carro do ano, anotem aí — é o mais esperado, mas um sedã menor, conhecido pela sigla GSV (de Global Small Vehicle, ou veículo global compacto), também deve desembarcar por aqui. O atento jornalista Marlos Ney Vidal, do site Autos Segredos, tem seguido as pistas sobre o novo modelo, e acaba de cravar uma informação muito interessante: no Brasil ele será vendido como Chevrolet Cobalt.

O nome, obviamente, significa “cobalto”. Elemento químico de nº 27 da tabela periódica, é um metal de coloração azulada — talvez você já tenha ouvido alguém dizer que a cor de determinada coisa é “azul cobalto”, assim como se diz azul marinho e azul celeste.

O cobalto também é usado em radioterapia, para tratamento de câncer.

Leia abaixo a curiosa etimologia da palavra, descrita pelo dicionário Houaiss:

al. Kobalt, var. de Kobold, “duende, demônio das minas”; quando os mineiros de Harz e Erzgebirge descobriram o metal, sentiram-se logrados, já que, além de não possuir o valor esperado, era nocivo à saúde e à prata, metal que ocorre junto com o cobalto; segundo a lenda, acreditavam os mineiros que um duende roubava a prata, deixando o cobalto em seu lugar.

Mas o mais peculiar de tudo que se refere ao GSV/Cobalt é o fato de que esse nome já foi usado e abandonado pela Chevrolet. O sedã Cobalt saiu de linha nos Estados Unidos em 2010, justamente para dar lugar ao Cruze. Teve vida muito curta, porque começou a ser vendido em 2005. Abaixo vai uma foto do modelo ianque; é fácil notar, em meio às linhas conservadoras que parecem estacionadas nos anos 1990, a semelhança com o Impala:


O extinto Cobalt dos EUA deu lugar ao (muito mais) moderno Cruze

O Cobalt brasileiro (lembrem-se: quem cravou o nome foi o Marlos) NÃO É O MESMO CARRO DOS EUA, e será fabricado sobre a plataforma do Opel Corsa europeu, o que explica os diversos exemplares desse modelo flagrados nas ruas e vistos intramuros na General Motors do Brasil. O motor seria de 1,4 litro, provavelmente num exercício de downsizing, já que o small dos outros é o medium nosso…


Um Opel Corsa suportamente em dependências da GM do Brasil: a base é ele

Outra vez segundo Marlos, é possível que o Cobalt não mate o Corsa Sedan, do mesmo modo que o Cruze só mataria as versões mais caras do Vectra — este manteria a Expression. Ou seja, é possível que a Chevrolet termine 2011 vendendo no Brasil nada menos do que NOVE sedãs: Classic, Prisma, Corsa Sedan, Cobalt, Astra (ainda fabricado, sim), Vectra, Cruze, Malibu e Omega. É mole?

PS — O jornalista Marlos Ney Vidal autorizou UOL Carros a reproduzir as informações de seu blog, e ainda prometeu nos ceder em segunda mão (em primeira, só no site dele) uma projeção atualizada do Cobalt verde-amarelo.


Na Líbia, Hyundai é uma tortura (literalmente)
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CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Título de uma reportagem do jornal espanhol ABC, que, como outros daquele país, faz uma cobertura intensiva dos conflitos na Líbia: “O país inteiro era uma cadeia”. No texto, um ex-prisioneiro político relata as tenebrosas condições em que cumpriu sua pena, além das torturas que sofria no cárcere. Olha o que ele diz:

A la peor de las torturas los carceleros la llamaban “Hyundai”, como la marca del coche. “Te ataban como un ovillo, te quedabas como cuando tres personas se sientan en la parte trasera del coche coreano, de ahí su nombre, metían una barra bajo las rodillas y te colgaban del techo boca abajo durante horas y horas”.

Sim, você entendeu direitinho o que está em espanhol: a tortura que os repressores líbios chamam de Hyundai é, nada mais, nada menos, que o famoso pau-de-arara, suplício que durante a ditadura militar vitimou até a atual presidente Dilma Rousseff — há quem diga que é uma invenção 100% brasileira.

Para quem não liga o nome à prática, ao lado há uma informativa ilustração.

Basicamente, o que a graçola semântica dos meganhas líbios quer dizer é que nessa tortura o sujeito fica espremido e com os braços em torno do joelho como se estivesse no banco traseiro de um Hyundai — que eles usam como sinônimo de carro apertado, lateral e verticalmente.

Certamente há modelos da Hyundai que não são assim (ou, melhor dizendo, não há nenhum modelo da Hyundai que seja assim, trata-se de uma caricatura), mas é um fato que cada vez mais carros que tenho conhecido por dentro, em salões internacionais, eventos e avaliações, apresentam as seguintes características:

1) Só levam três pessoas atrás se elas forem MUITO queridas entre si;
2) Só levam atrás quem tenha no máximo 1,75 metro, em alguns casos até menos que isso;
3) Só levam atrás quem não tenha pernas.

Os exemplos são muitos, e não serei injusto de citar este ou aquele carro ou marca, como arbitrariamente faziam os torcionários líbios. Da parte de UOL Carros, sempre fica a responsabilidade de, na análise de um modelo, deixar bem claro o que cabe ou não cabe no assento traseiro. E quase nunca são três pessoas — apesar do que dizem as montadoras e até mesmo o documento do seu veículo.

Fica a dica para a próxima geração de torturadores de um eventual futuro Gaddafi: em vez de “Hyundai”, usem simplesmente “carro” ou “banco de trás”.

Tags : hyundai