Blog UOL Carros

Arquivo : February 2011

De carro, moto, bike ou a pé, cidadão precisa de respeito
Comentários COMENTE

UOL Carros

O fato (grave) ocorreu no começo da noite de sexta-feira e acabou sendo “engolido” por outras notícias do final de semana, embora tenha sido relatado pela mídia: um bancário investiu com seu carro (um VW Golf preto) sobre um grupo de cem ciclistas do movimento Massa Crítica, que percorriam ruas do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre (RS). Pelos menos 15 pessoas foram atropeladas, sendo que ao menos oito tiveram de ser atendidas em hospitais. Vídeos do ocorrido ganharam a web durante o final de semana e, nesta segunda-feira, os envolvidos começam a ser ouvidos pela polícia (leia mais sobre o caso aqui e aqui), que investiga se foi um ato acidental ou criminoso.

O relato de algumas vítimas e testemunhas pode ser acompanhado nas imagens abaixo:

[uolmais type="video" ]http://mais.uol.com.br/view/9620377[/uolmais]

UOL Carros não costuma tratar do veículo bicicleta em suas reportagens, embora sempre aborde o assunto “duas rodas” e publique conteúdo sobre motos de diversos parceiros e da agência Infomoto. Ainda assim, prezamos sempre por um trânsito em harmonia, onde todos — motoristas de carros, motociclistas, pedestres e também ciclistas — possam se deslocar e chegar bem ao seu destino, seja este qual for.

Respeito a si próprio e a todos os outros é fundamental a qualquer momento e em qualquer local da vida em sociedade. No trânsito, inclusive.

Esperamos que o caso seja investigado e que as providências cabíveis sejam tomadas. E nos solidarizamos com os feridos — deixamos aqui, também, o apoio a iniciativas como a “Bicicletada” marcada para a tarde desta segunda-feira (28/2) em São Paulo (saiba mais aqui), ou para o ato em Porto Alegre, na terça-feira (1º de março), contanto que todas essas ações lutem por um trânsito mais humano, não apenas pelo revide de agressões.

Precisamos de ruas em paz.


VW mostra como o Jetta é barato (em outros países)
Comentários COMENTE

UOL Carros

Da Redação
Em São Paulo

Quanto custa um Volkswagen Jetta? E quanto custará um exemplar da nova geração? Qual o consumidor padrão para o sedã? Se você pensou num executivo na faixa dos 50 anos preenchendo um cheque graúdo, perto dos R$ 90 mil (pouco menos), você está no Brasil. Agora, assista ao vídeo abaixo:

[uolmais type="video" ]http://mais.uol.com.br/view/9266773[/uolmais]

Pois este comercial do novo Jetta feito para os Estados Unidos (a música country diz tudo sobre o local) mostra que o preço e o público em outras áreas do mundo são muito diferentes (para nós brasileiros, infelizmente).

Primeiro, divirta-se (ou suspire) vendo a lida do jovem com cara de universitário para comprar um Jetta por lá, algo quase impensável por aqui (a não ser para filhinhos de papai). Depois, surpreenda-se com a constatação final: lá (e esse lá pode ser Estados Unidos, Europa, Japão…) o modelo vale pouco mais de US$ 15 mil, cerca de R$ 27 mil sem impostos ou taxas, o que deixaria o Jetta mais barato que o nosso Gol (R$ 30.050, no site da marca).

O Jetta renovado desembarca aqui em breve, ainda nesta trimestre. E você pode esperar um preço em reais mais perto do triplo do citado acima (ou seja, 3 x R$ 27 mil = R$ 81 mil), aplicando uma fórmula confessada (informalmente) por executivos para chegar-se ao preço aproximado no Brasil de um lançamento importado, tomando como base o preço relativo do mesmo modelo no exterior. Como o Jetta virá do México, esse valor pode cair um pouco.

A sugestão do vídeo veio do internauta Henrique (hcol2010@gmail.com). Quer falar com UOL Carros? Mande e-mail para uolcarros@uol.com.br. Quer comentar? Use o campo abaixo.


Peugeot mostra o 408 e ‘esconde’ o 508 dos internautas
Comentários COMENTE

UOL Carros

CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Nesta quarta-feira (16) vamos ao Rio de Janeiro, a convite da Peugeot, para conhecer e testar o novo sedã da marca, o 408. Trata-se de um dos membros da “família 8″ da fabricante, que adota um sistema mais ou menos lógico para nomear seus carros: o primeiro número da centena indica o porte do modelo, o segundo é um zero que não significa nada (a não ser que o nome seja um milhar e haja dois zeros, significando um veículo “especial”), e o terceiro é a família ou geração.

Assim: o 308 é o irmão menor, o 408 é o do meio e o 508 é o maior. Já o crossover 3008, como dissemos, leva esse nome (ou número) exatamente porque é um crossover (na Europa existe o 5008, maior do que ele).

Murilo Góes/UOL
O Peugeot 408 no Salão de São Paulo: você certamente já o viu na internet…

Bem, vamos ao que importa: nesta semana o Brasil vai saber tudo, ou quase tudo, sobre o 408 — no que se refere a design, conteúdo, posicionamento de mercado e, claro, comportamento dinâmico. Quando vimos o carro no Salão de São Paulo o cobrimos de elogios, chamando-o inclusive de “joia”. Ele é bonito mesmo, e fará um bem ao mercado quando substituir por aqui, de uma vez, o 307 Sedan e o 407, dois carros cansados e hoje desprezados pelos compradores.

Exatamente uma semana depois do lançamento do 408, a Peugeot reunirá novo grupo de jornalistas para uma apresentação do 508, sedã de porte maior (que em diversos mercados será o efetivo substituto do 407) mostrado inicialmente no Salão de Paris do ano passado.

Por ora, não se sabe o destino do 508 em nosso mercado — e, por ora, a grande maioria dos brasileiros continuará sem saber, já que portais e sites especializados em carros não foram convidados pela Peugeot para conhecer o sedã grande. Seu evento será restrito à mídia impressa e a alguns programas de televisão (todos com méritos próprios e justo assento na cobertura automotiva, diga-se). 

O jornalista que assina este post acredita que a internet, que atinge milhões de pessoas e que, em suas reportagens sobre carros, pode oferecer recursos como álbuns com dezenas de fotos, vídeos, enquetes e fóruns, além de manter arquivos para consultas a qualquer tempo, e que ainda por cima faz tudo isso sem custo para o leitor, é uma realidade que não deveria ser ignorada por quem deseja fazer seus produtos conhecidos.

Como bem notou uma colega jornalista de um outro portal, nesta semana os sites vão falar do 408, daqui alguns dias as revistas automotivas falarão do 508, e enquanto isso já rodam por aí, e são flagrados por leitores, diversos exemplares do 308, que ainda está por ser lançado no Brasil.

Impossível oferecer informação de qualidade em meio a uma salada de números servida assim, de modo tão confuso e fragmentado. Quem perde, no final das contas, não é apenas o fã de carros que optou pela internet como meio preferencial de contato com sua paixão. É, em suma, o consumidor.

Em tempo: UOL Carros esteve no Salão de Paris 2010 e mostrou o 508 em sua cobertura (como em todo autoshow, sem dirigi-lo), elegeu-o como um dos destaques do evento e ainda propôs um grupo de discussão sobre o estilo do modelo, abrindo espaço à opinião do ente mais importante da comunicação: o receptor (revisite-o aqui). Esse tipo de interação imediata, franca e livre por parte do leitor é uma das muitas características exclusivas da internet na comparação com outros meios.

Em tempo 2: Justiça seja feita, a prática de deixar a internet fora de determinados eventos e apresentações de carros não é exclusiva da Peugeot.


O novo ainda demora a surgir no Brasil
Comentários COMENTE

UOL Carros

Da Redação
Em São Paulo

É curioso notar, às vezes, o avanço da indústria automotiva brasileira. Sobretudo quando o assunto é renovação de linhas, parece que estamos mais em movimento estacionário do que em evolução.

Apesar de ocuparmos o quarto posto mundial em vendas de automóveis, estamos entre os países onde o consumidor paga mais caro por um carro zero, isso se não ocuparmos o nada glorioso topo da lista, como já fazemos quando o assunto é imposto (a Car and Driver passa o assunto a limpo aqui). Também devemos liderar outro ranking inglório, o de país relevante que mais tem de aguardar para ter novidades, sobretudo nos segmentos mais populares — aqui, o chamado “tempo de amadurecimento” de um modelo é estendido até a exaustão — e muita gente, seja consumidor ou “do meio”, ainda acha isso normal. Esperamos tanto que, muitas vezes, os boatos ou “avisos de chegada” chegam de fora, de países com relevância automotiva muito inferior.

Foto: Reprodução

Acima, projeção do AutoBlog.rs que mostra o que seria a picape Sandero para o Brasil

A reclamação vale para todo o segmento popular, o mais rentável do país, mas vamos tomar alguns exemplos concretos:

A Chevrolet, depois de lançar a linha 2012 da dupla Celta/Prisma com dez meses de antecipação e quase nenhuma mudança, faz uma espécie de xepa do estoque de 2011 com descontos enormes. Novidade, de verdade, só quando a linha morrer em 2013/2014 (por força da obrigatoriedade de airbags e freios com ABS) para dar espaço ao tal projeto Onix, que deve corresponder a uma versão simplificada do atual Spark, compacto com motor de 1,2 litro e 81 cv criado na Ásia e que já roda na Europa além de, pasme, preparar sua chegada imediata para o Mercosul (onde gerações anteriores sempre rodaram), exceto Brasil.

O mesmo pode ser dito da Fiat, com seu Mille trintão (fará jus ao título em 2013, se o novo projeto City Car, que prevê um modelo popular a ser fabricado no Nordeste, demorar até lá para vingar).

Fotos: Divulgação e Reprodução

Spark (acima) deve ser simplificado para suceder Celta/Prisma no Brasil,
mas só em 2013. No resto do Mercosul, modelo é o lançamento do verão 2011

A justificativa é sempre a mesma: os modelos são “sucesso de público”. Não será por falta de opção? E se for mesmo questão de sucesso, o que dizer do movimento mais adiantado (o que não quer dizer mais rápido) que levará à substituição até o início do segundo semestre do Vectra pelo Cruze, no caso da GM (saiba mais aqui e aqui), e que já matou o Stilo e fez nascer o Bravo, no caso da Fiat?

Outra sinalização vinda de fora surgiu ontem (8), do AutoBlog sérvio (autoblog.rs): a Renault nacional estaria disposta a produzir uma picape derivada de um de seus carros compactos, para encarar (e dividir a glória) de modelos como Fiat Strada, Volkswagen Saveiro e outros. Uma escolha lógica, e mais barata, seria a já existente (na Europa) picape do Logan. Mas os sérvios apontam que o escolhido para o nosso mercado seria o Sandero. Só parecem dar bola fora ao dizer que o modelo contaria com motor de 2,0 litros e 140 cv e transmissão automática.

O certo é que a Renault, que trouxe o excepcional Fluence para o segmento do andar de cima (no lugar do Mégane), também está disposta a esticar a linha do pavimento térreo até onde der: novamente segundo a Car and Driver (detalhes aqui), um novo Sandero (novo em termos, já que deve ter apenas mudanças externas, já apontadas por um conceito no último Salão do Automóvel de São Paulo) só deve pintar por aqui ao final de 2012, após figurar na Europa Oriental. Claro, se o mundo não acabar antes, conforme acreditavam os Maias.

E você, está satisfeito? Opine (com educação) no campo apropriado!