Blog UOL Carros

Arquivo : janeiro 2011

A teoria do relógio de US$ 3.000
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UOL Carros

CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

Há duas semanas eu estava em Detroit, na cobertura do principal salão automotivo norte-americano, e fui almoçar com os colegas jornalistas num restaurante no prédio-sede da General Motors. Sentado à minha frente estava um repórter de um jornal de Brasília. Conversa vai, conversa vem, reparei no relógio dele. Vistoso, mas elegante, parecia um daqueles modelos de US$ 3.000 que costumamos ver no pulso da chamada elite brasileira — sabe aqueles programas de entrevistas em que um apresentador mauricinho conversa com um executivo  e/ou empreendedor idem? O relógio era desse naipe.

Fiz uma piadinha com o colega a respeito dos prováveis altos salários pagos a jornalistas no DF, a ponto de poderem comprar um relógio como aquele. A resposta: “Não, não. Parece caro, mas é barato. Aliás, comprei aqui nos Estados Unidos mesmo, por uns US$ 100″.

Volte ao que eu falei ali em cima: parecia um relógio 30 vezes mais caro do que isso.

Agora, observe a foto (amadora, eu sei, mas enfim) do painel de instrumentos abaixo:

Note como ele é bem resolvido nas proporções dos círculos e semicírculos, na facilidade de leitura, no bom gosto gráfico. É mentira, mas o velocímetro diz que o carro pode ir a 200 km/h. A faixa vermelha no conta-giros vai de 6.000 a 7.000 rpm, mas a 5.000 rpm o motor já grita loucamente. Não há computador de bordo, mas a telinha digital faz parecer o contrário — bastaria apertar algum botão, em algum lugar, para ele funcionar…

Mas é preciso dirigir o carro para saber disso. Em suma, o painel vale US$ 100, mas parece valer US$ 3.000.

É um mérito do modelo que o abriga: o Novo Uno, versão Attractive com motor de 1,4 litro. Trata-se de um carro com um interior tão bem feitinho, tão bonitinho e simpático, que parece ser o de um carro muito mais caro. Esse painel, por exemplo, não é muito diferente (em termos visuais) do que vem no Cinquecento, que custa o dobro do Novo Uno; também não fica atrás (mesmo em conteúdo) de modelos nacionais mais dispendiosos da própria Fiat. Até há pouco tempo, os Volkswagen Gol e Fox seriam humilhados por esse quadro de instrumentos, mesmo em suas versões top. E tudo que tem nele, tem no Honda Civic também.

Se há uma montadora no Brasil que entende de marketing, essa montadora é a Fiat. Imagem é tudo, não é?

Em tempo: ainda na minha viagem aos EUA, procurei e achei um relógio da mesma marca daquele do colega candango. Até mais imponente e arrojado, eu diria. Preço: US$ 100. Comprei, e sabem por quê? Porque não queria deixar escapar a chance de poder ir a uma festa ou a um restaurante e todo mundo achar que estou montado no dinheiro, a julgar pelo que levo no meu pulso. Logo eu, que normalmente me visto como moleque e uso relógio quase-de-camelô-da-25!

Dirija um Novo Uno e não pareça dono de um carro quase-popular. É assim que (ainda) funcionam as coisas em nosso país.

PS — A pedidos: os relógios citados são da marca Fossil. O meu custou o equivalente a R$ 175; fiz uma busca na web e encontrei-o por R$ 520. Ou seja: assim como no caso dos carros, no Brasil também pagamos demais por relógios…


Site de vendas coletivas adere ao universo automotivo
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Eugênio Augusto Brito

Uma das “febres” atuais no Brasil quando o assunto é consumo (ou consumismo) e/ou internet são as lojas ou sites de compras coletivas. Já existem diversos nomes, alguns ainda pipocando, outros mais conhecidos — leia-se mais comentados, repassados, indicados ou, ainda, “tuitados” e “curtidos”. No atual mundo digital, ser conhecido está longe de significar de ter muito tempo de vida ou longa e boa reputação no mercado.

Algumas dessas lojas já têm estrutura de grandes cadeias de compras, com investimentos bilionários de grupos internacionais, estruturas de atendimento pós-venda e propaganda em rede nacional. Outros ainda estão na onda do boca a boca. Na última semana, tive duas experiências pessoais: finalmente frequentei uma pizzaria a duas quadras de casa, aberta há pelo menos três meses, e descobri que: 1. a massa era realmente boa; 2. o dono vendeu mais de 3.000 discos graças ao convênio com um destes sites de venda coletiva. A outra experiência, compartilhada com um colega de redação, foi mal sucedida.

O e-mail recebido de um dos primeiros sites de compra a aparecer por aqui — que se diz especializado em artigos de grife e que tenta passar, a cada clique, a ideia de exclusividade — anunciava para breve a venda de capacetes de marcas famosas por preços bem acessíveis, uma promessa de verdadeira pechincha. Uma semana depois, com o cadastro feito — felizmente, não é necessário pagar nada, apenas autorizar que seu endereço eletrônico receba uma enxurrada de mensagens –, a desilusão: apenas capacetes abertos (e muito feios) estavam com “preços promocionais”. Os modelos mais esportivos, bem trabalhados e seguros apresentavam etiquetas tão ou mais caras quanto as encontradas em boas lojas tradicionais. Com fúria, cliquei em “quero encerrar minha conta” e espalhei o fato.

Vendendo de comida a passeios, de roupa a perfume, os grupos de compras ainda não tinham chegado de forma direta, apesar dos capacetes, ao universo automotivo. Mas, nesta segunda-feira, estreou o AutoGrupo (www.autogrupo.com.br), misto de comunidade virtual e site de compras coletivas, que promete em sua página inicial oferecer a interessados em carros “uma oferta diferente na sua cidade, a um preço incrível” a cada dia.

Por ora, ofertas do Rio de Janeiro, São Paulo e outras 25 cidades estão ativas, mas ainda não pude comprovar sua funcionalidade — novamente cadastrei meu e-mail e farei aqui o papel de cobaia, que às vezes cabe ao jornalista (com isso dito, apenas friso que não estou fazendo qualquer propaganda, apenas publicando minha experiência). De toda forma, o pioneirismo da ideia é uma virtude neste caso. Resta ver a que caminho esta trilha nos levará.

Já comprou, se deu bem ou foi enganado por um destes grupos? Procurou, encontrou ou desistiu de achar produtos automotivos em sites coletivos? É fã de comunidades de carros? Deixe sua opinião no espaço de comentários.


Porsche comemora ‘número mágico’ de vendas em 2010
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UOL Carros

RODRIGO LARA
Colaboração para o UOL Carros

Durante o almoço realizado após a coletiva da Abeiva, nesta sexta-feira (7), UOL Carros teve a oportunidade de conversar com alguns representantes das fabricantes associadas à entidade. Dentre todo o otimismo demonstrado pelos empresários diante dos bons números obtidos em 2010, um dado em especial se destacou, proveniente da tradicional Porsche.

“Vendemos 911 carros em 2010. É um número bem interessante, não acha?”, indagou Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Sportcar, importadora oficial da marca no Brasil. Visconde se referia ao fato de que o ‘número mágico’ é o mesmo que ficou famoso por identificar o mais tradicional produto da marca, o esportivo 911.


O SUV Cayenne puxou as vendas da Porsche no Brasil

Curiosamente, o número de veículos da Porsche emplacados em 2010, segundo o material fornecido pela Abeiva, foi de 1.032 unidades. Ao notar a diferença nos números divulgados, UOL Carros procurou a assessoria de imprensa da importadora. A explicação foi bem simples: “os números da Abeiva contabilizam o total de carros emplacados, que podem ter vindo ao Brasil não apenas pela importação oficial, mas também por importadores independentes. O que podemos garantir é que nós da Stuttgart vendemos 911 carros”.

Confirmada a coincidência, resta a dúvida: será que o cliente de número 912 teve que esperar a virada do ano para adquirir seu novo Porsche? Ou então, ao vender o carro de número 910, a importadora fez um desconto para garantir a comercialização do carro de número 911? Brincadeiras à parte, o resultado da marca no país é excelente. Ainda mais se levarmos em consideração que o carro da fabricante mais vendido no Brasil, o SUV Cayenne, com 514 unidades emplacadas, tem preço que parte dos R$ 264.972.

Tags : porsche


Indústria automotiva segue acelerada em 2011
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UOL Carros

Da Redação

Feliz 2011! Enquanto boa parte do país, e do mundo, segue em clima de Réveillon, o setor automotivo manteve o ritmo acelerado com que fechou 2010 e promete um ano cheio de novidades.

Antes de qualquer coisa, o balanço de produção e vendas de 2010 no Brasil será fechado pelas principais entidades nesta semana: na quarta-feira (5), a Fenabrave divulgará os números conclusivos de emplacamentos no país — com novo recorde histórico, sabe-se que mais de 3,5 milhões de veículos foram vendidos, mas teremos os números oficiais amanhã; na quinta (6), a Anfavea divulgará os dados de produção e exportação; e, por fim, na sexta-feira (7), será a vez da Abeiva revelar o balanço das principais importadoras.

E a nova temporada começa quente: a coreana Kia confirmou nesta terça a chegada às lojas do seu hatch Soul flex, com motor bicombustível (etanol e gasolina), que havia sido mostrado em outubro durante o Salão do Automóvel de São Paulo, com preço inicial de R$ 52.900 (saiba mais aqui).

Fotos: Divulgação

Jeep Grand Cherokee 2011: nova geração do SUV estreia no fim de janeiro

A agenda do mês marca, também, a apresentação à imprensa  da nova geração do SUV Jeep Grand Cherokee, marcada para os dias 20 e 21, em Angra dos Reis (RJ), com cobertura de UOL Carros.

E isso é apenas o começo, já que espera-se cerca de 80 lançamentos para o ano, entre estreias, re-estilizações e atualização de linhas — alguns antecipados pelo Salão de São Paulo. (Em 2010, foram pouco mais de 70.) As novidades surgirão ao seu tempo e já pipocam listas de confirmações, “revelações” e especulações. O parceiro Carsale, por exemplo, tem a sua (confira aqui). Por aqui, e por ora,  citamos algumas das principais atrações com chegada mais ou menos garantida:

AS QUATRO GRANDES
- Chevrolet: para manter a meta — ambiciosa e extremamente necessária — de renovar totalmente sua linha até 2012, deve mostrar algo relacionado à dupla Celta/Prisma, ao segmento de utilitários médios e, principalmente, de automóveis médios (haverá um Cruze no horizonte?).
- Fiat: espera-se a revelação da nova geração do hatch compacto Palio, combalido após a quinta geração do rival Volkswagen Gol e do “primo” novo Uno.
- Ford: deve mostrar pelo menos uma boa novidade: a versão hatch de seu New Fiesta. Há ainda a chance de apresentar as novas gerações do EcoSport (aguardada, e adiada, há um bom tempo) e da Ranger global.
- Volkswagen: promete 23 chegadas, nem todas inéditas, com destaque para os novos Jetta, Passat e Touareg (mostrados no último Salão), bem como a picape Amarok com cabine simples (já disponível na Argentina).

“NEWCOMERS”
- Nissan: o compacto Micra deve ser a principal aposta da marca para o ano.
- Honda: já colocou a atualização do Accord, com mudanças pequenas e pontuais, no mercado, mas pode surpreender e fechar o ano com a nova geração do Civic.
- Hyundai: o sedã Genesis está garantido para 2011, enquanto o luxuoso Equus tem grandes chances.
- Kia: o Soul flex abre a “porteira” para outros modelos que devem se beneficiar do motor bicombustível para saltar nas vendas, caso do Cerato, que já tem câmbio de seis marchas e deve ganhar ainda as versões hatch e cupê neste começo de ano; o sedã grande Optima, substituto do Magentis, está prometido para o final de fevereiro.
- Peugeot: a grande novidade é o sedã médio 408, mostrado no Salão do Automóvel; o RCZ também chega como carro de nicho.
- Renault: espera-se a chegada do Duster até o segundo semestre, SUV tratado pelo próprio representante da marca no último Salão de Genebra como anti-EcoSport.

OUTRAS
- Chinesas: o maior rebuliço deve ficar por conta da abertura oficial da JAC, em março, com lojas por todo o pais e os modelos J3 (hatch e sedã compactos), J5 (médio) e J6 (monovolume) definidos — a marca tem um show-room funcionando em São Paulo. E a Chery já faz testes do subcompacto QQ, que deve ser uma das novas atrações imediatas. A Volvo não é chinesa, mas sob controle da Geely deve entregar seu sedã S60 aos primeiros compradores até março.
- Premium: o pequeno A1, primeiro compacto da Audi, chega até março, enquanto a Land Rover trará seu “pequeno” Range Rover Evoque, sobretudo o duas-portas, até o final do ano.

NO EXTERIOR
O Salão de Detroit, primeiro evento automotivo de grande magnitude do ano, começa na próxima semana, com algumas novidades, sobretudo das locais Chrysler (o sedã 300), Ford (a nova geração do Focus em versões verde) e GM. A Mercedes-Benz mostrará seu novo Classe C. E a Toyota promete arrasar com a versão multiproposta do Prius — a marca quer que o híbrido (em todas as variantes) seja o modelo mais vendido no mercado americano em 2011. UOL Carros estará por lá para contar tudo.


Acima, o Kia Picanto 2012, uma das novidades internacionais do ano

Por ora, no entanto, foi (novamente) a Kia quem chamou a atenção. Na segunda-feira, veio o flagrante da nova geração do compacto Kia Picanto, fotografado sem qualquer disfarce nos Estados Unidos pelo “Cars of The Future” (veja aqui). Carrinho descoberto, só restou à marca divulgar algumas imagens oficiais do modelo — que cresceu, ganhou frente inspirada no Venga, traseira com lanternas que lembram as da minivan Carens, e que começa a ser vendido na Coreia do Sul ainda este mês, antes mesmo do lançamento mundial no Salão de Genebra, em março.

Ano animado, não? Venha junto e comente no campo abaixo!

açãoiz 2011! Enquanto boa parte do país, e do mundo, segue em clima de Réveillon, o setor automotivo manteve o ritmo acelerado com que fechou 2010 e promete um ano cheio de novidades.

Antes de qualquer coisa, o balanço de produção e vendas de 2010 no Brasil será fechado pelas principais entidades nesta semana: na quarta-feira (5), a Fenabrave divulgará os números conclusivos de emplacamentos no país — com novo recorde histórico, sabe-se que mais de 3,5 milhões de veículos foram vendidos, mas teremos os números oficiais amanhã; na quinta (6), a Anfavea divulgará os dados de produção e exportação; e, por fim, na sexta-feira (7), será a vez da Abeiva revelar o balanço das principais importadoras.

E a nova temporada já começa quente: a coreana Kia anunciou nesta terça a chegada às lojas do seu hatch Soul com motor bicombustível (flex), que havia sido mostrado em outubro durante o Salão do Automóvel de São Paulo, com preço inicial de R$ 52.900 (saiba mais aqui).

Foto: Divulgação

Jeep Grand Cherokee 2011: nova geração do SUV estreia no fim de janeiro

A agenda do mês marca, também, a apresentação à imprensa  da nova geração do SUV Jeep Grand Cherokee, marcada para os dias 20 e 21, em Angra dos Reis (RJ), com cobertura de UOL Carros.

E isso é apenas o começo, já que espera-se cerca de 80 lançamentos (em 2010, foram pouco mais de 70), entre estreias, re-estilizações e atualização de linhas — alguns antecipados pelo Salão de São Paulo. As atrações das quatro grandes marcas


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