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Arquivo : outubro 2010

Eleição é vista com indiferença no Salão
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UOL Carros

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

Nem o feriado prolongado, nem o segundo turno das eleições afastaram o público do Pavilhão do Anhembi neste domingo (31). Pelo contrário, o que se viu foram corredores e estandes lotados no final do primeiro fim de semana do 26º Salão do Automóvel, conforme se nota pela foto abaixo:

Fotos: Eugênio Augusto Brito

Anhembi lotado neste domingo, 31, dia de 2º turno das eleições… e de Salão do Automóvel

Quase toda atração tinha uma fila de observadores e dezenas de outras pessoas esperando sua vez de chegar mais perto do objeto de interesse. E, como é habitual em ambientes assim, o tempo parecia obedecer a uma lógica singular, descolada da que rege a vida “lá fora”.

Assim, enquanto uma nação que foi às urnas esperava ansiosamente o resultado sobre seus novos governantes, dentro do Anhembi as mãos tremiam apenas pela oportunidade de chegar perto de um dos lançamentos, ao passo em que o suor escorria só para denunciar o clima abafado do pavilhão.

Às 20h04 da noite (seguindo a hora oficial de Brasília), o Brasil foi formalmente introduzido ao novo presidente eleito, no caso à presidente Dilma Rousseff, primeira mulher a ocupar o cargo. No Anhembi, porém, nada de aplausos ou apupos.

Acima, público vibra em show no estande da Volks, enquanto multidão se aglomera
para ver Dodge Challenger queimar tudo no espaço do Grupo Chrysler
(abaixo)

Um grupo agitava os braços, mas estava apenas seguindo ordens do mestre de cerimônias de um show promovido no estande da Volkswagen. Metros adiante, uma pequena multidão se aglomera em círculo: não estavam ouvindo de alguém o resultado do pleito, mas atentos à demonstração de vigor do Challenger SRT no espaço da Chrysler. Festa no ambiente da Chevrolet? Era só o convescote de alguns VIPs, felizes por poderem ver e tocar o pony car Camaro.

Já no estúdio improvisado de uma rádio de notícias, montado em um dos corredores próximos à ala de alimentação, quase nenhum movimento, apesar dos falantes anunciarem em alto e bom som o percentual obtido pela futura governante do país. Aliás, aquele era o lugar mais vazio (senão o único sem público) de todo o Anhembi.


“Vazio demográfico” no estúdio de rádio, apesar de falantes anunciarem resultado das eleições

Conversando com alguns passantes, ficou claro que o visitante do salão não estava alienado — na verdade, isso é algo quase inconcebível em tempos de smartphones, SMS etc. De fato, ocorre que o grande assunto no Salão do Automóvel é… automóvel. Sempre.

“”Ficamos sabendo do resultado (eleição de Dilma) porque as pessoas comentam aqui e ali, tem uma conversa de fundo, mas viemos para ver as novidades do salão”, explica o conferente Aldo Brasil, 35 anos, que veio de Santos (após votar), no litoral paulista, com mais três pessoas da família e se surpreendeu com a variedade de modelos expostos.

Sim, pelo visto, política no Salão do Automóvel só após as 22h, quando os portões do Anhembi se fecharem.


E a campeã de audiência é… a Ferrari, obviamente
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RODRIGO LARA
Colaboração para UOL Carros

No Salão do Automóvel há atrações para todos os gostos. Quem quer sonhar encontra máquinas capazes de passar da barreira dos 300 km/h e que custam centenas de milhares — por vezes, alguns milhões — de reais. Também existem aqueles que vêm ao evento com os pés no chão, procurando novidades mais palpáveis.

A categoria dos sonhos, entretanto, ganha de goleada quando a questão é atrair a atenção do público. Estandes como o da importadora Platinuss são sucesso de público, exibindo máquinas cobiçadas (pelo menos pelos flashes das máquinas fotográficas) como o sueco Koenigsegg CCXR e o bólido de corrida Pagani Zonda R, o carro mais caro do salão, com preço de R$ 10 milhões.

Outra atração concorrida é a dupla Bugatti Veyron e Bentley Continental, expoentes de luxo e potência. O estande desses carros — exibidos lado a lado — está localizado numa rua estreita do pavilhão do Anhembi,  e a aglomeração de pessoas por vezes impede qualquer circulação na área. A situação lembra a entrada do estacionamento do Anhembi nos finais de semana.

Rodrigo Lara/UOL
Estande da Ferrari (com a Italia em primeiro plano) atrai uma multidão constante no Anhembi

Mesmo com esses concorrentes de peso, o espaço da Ferrari (junto com Maserati) reina absoluto no quesito acúmulo de pessoas. É, sem dúvida, o estande mais concorrido no Anhembi. Durante a tarde de sábado, a espera para ao menos vislumbrar um pedaço da lataria vermelha da 599 GTO poderia levar alguns minutos. Tirar uma foto boa, então, era missão para pessoas de grande estatura ou braços bem compridos.

A luz do sucesso, contudo, não brilhou para todos. Na categoria “pizza de atum” — aquela que todo mundo sabe que tem no cardápio, mas pouca gente dá bola — destacavam-se neste sábado, soberanos, dois carros: o Celta White, uma versão tunada do pequeno modelo da Chevrolet e que ocupa uma parte escondida do estande da GM, e um Fiat Mille normal, que também fica oculto num canto do espaço da Fiat.


Sábado cheio comprova: melhor visita é durante a semana
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RODRIGO LARA
Colaboração para UOL Carros

Não é surpresa constatar que o Anhembi lotou neste sábado (30), começo do primeiro fim de semana do Salão do Automóvel. A movimentação foi intensa dentro e fora do pavilhão de exposições, com trânsito para entrar nos estacionamentos e filas para a compra de ingresso. Leia aqui tudo que você precisa saber para a sua visita.

Falando nisso, quem comprou bilhetes via internet pensando em “conveniência” pode não encontrar o resultado esperado. O visitante que adquiriu sua entrada dessa maneira precisa retirar o bilhete num guichê específico, montado pouco antes das catracas do evento. O problema é que o local, sem qualquer fila organizada, virou um verdadeiro amontoado de gente.

Fotos: Rodrigo Lara/UOL

Anhembi: fila para comprar ingresso na hora (acima) e confusão para retirar os comprados pela web

O casal de estudantes Marco de Matia, 22 anos, e Christine Gedschko, 21 anos, compraram suas entradas pela internet e encararam uma grande fila para retirá-los. “Essa é minha principal reclamação. Pensamos em fazer isso [comprar pela internet] para poupar tempo, mas acho que valeria mais a pena encarar a fila da bilheteria normal”, lamentou Marco.

Outro ponto crítico aqui no Anhembi é o acesso aos estacionamentos. São três possibilidades para os visitantes: parar no estacionamento do Sambódromo, num estacionamento na avenida Olavo Fontoura (do lado oposto ao Sambódromo) ou no estacionamento principal do Anhembi. Os dois primeiros têm acesso tranquilo, mas o último esteve bastante cheio, causando congestionamentos nas vias da região.


Igor e Marília usaram táxi; Alexandre critica sorvete caro; Marco e Christine compraram pela web

O operador logístico Alexandre Pessuto, de 38 anos, veio de Votorantim, interior de São Paulo, para o salão e utilizou o estacionamento em frente ao Sambódromo. “Foi uma boa opção, já que tem vans que nos transportam até a entrada do Anhembi”, contou. O que não agradou ao operador foi o preço dos alimentos e bebidas dentro do pavilhão: “Seis reais por um sorvete é brincadeira, né?”

Quem veio de longe foi o arquiteto  Igor Oshida, de 25 anos, e sua namorada, Marília Aguni, professora de inglês de 23 anos. O casal, de passagem pela capital paulista, é de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e chegou ao Anhembi de táxi. “Pegamos um pouco de trânsito, mas isso não é novidade para quem conhece São Paulo. O salão está bem cheio, mas com paciência dá para ver as principais atrações”, comentou Igor.

A dica que UOL Carros dá para quem quer vir ao salão é evitar finais de semana (tem esse e o próximo, 6 e 7 de novembro), em especial a partir das 16h, que é quando o evento fica mais movimentado. Quem não puder evitar os finais de semana e o feriado do dia 2, precisa estar ciente de que a visita demorará mais, por conta do elevado número de pessoas. Em relação ao transporte, a recomendação é utilizar o traslado gratuito entre o Anhembi e a estação Tietê do metrô. Com planejamento e organização, é possível ter um bom passeio. Mantenha a calma, e aproveite a visita.

Outra dica diz respeito aos fumantes: não há qualquer tipo de “fumódromo”. Quem quiser dar uns tragos no seu cigarro terá que sair do pavilhão — e, segundo os seguranças, ao fazer isso não é mais possível retornar.


Se a ‘mágica’ de estacionar sem as mãos falhar…
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EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

O Salão do Automóvel é, por vezes, um espetáculo quase circense. O público encara a fila da bilheteria, entra e tenta conseguir um lugar o mais próximo possível do picadeiro — ou, neste caso, do carro dos sonhos.

Os fabricantes, claro, se esforçam para oferecer suas melhores atrações com apresentações de encher os olhos — carrocerias lustrosas, “cheiro de novo” em modelos com anos de mercado, protótipos…

Vale ainda chamar o visitante para olhar “as feras” de perto. Nada de colocar a cabeça dentro da boca do leão: neste caso, vale entrar, apertar o cinto de segurança e testar um dos lançamentos ou algum sistema de última geração.


O Tiguan para (quase) sozinho, mas não custa ser previdente na escolha dos obstáculos…

Como diversas outras marcas, é o que faz a Volkswagen, e ainda do lado de fora do Pavilhão do Anhembi, com seu SUV Tiguan. O voluntário da plateia chega e se dispõe a testar o sistema Park Assist, que controla o volante durante a baliza e facilita o encaixe do carro na vaga: ao motorista, resta alternar primeira marcha e ré, acelerar ou frear.

Acontece que, nos espetáculos, todo truque tem seus segredos. Reparou nas duas Kombi que ocupam as vagas imediatamente próximas àquela onde o Tiguan vai estacionar? Notou algo estranho? Sim, são feitas de isopor! 

Pois é, o salão é também um espetáculo e o show deve continuar — de preferência sem dar chance para o azar, seja por erro do “mágico” Tiguan, seja por erro do respeitável público…


Estranhas no ninho, motos marcam presença no Anhembi
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UOL Carros

Da Infomoto

A 26ª edição do Salão do Automóvel, que acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi (SP) até 7 de novembro, apresenta 450 diferentes automóveis de 42 marcas, mas também abre espaço à participação de modelos de duas rodas e outros veículos em prol da mobilidade. As “estranhas no ninho” tem nome e sobrenome.

Lançada no início de outubro no Salão de Motos de Colônia (Alemanha), a BMW trouxe para o Brasil sua mais nova representante do segmento touring: a K 1600 GLT. Além de um design refinado, a moto está equipada com um enorme propulsor de 1,6 litro e seis cilindros. O primeiro nesta configuração fabricado pela BMW. O motor de 1.649 cm³ de capacidade gera 160 cv de potência máxima a 7.500 rpm e 17,8 kgfm de torque máximo a 5.500 rpm.

Fotos: Mario Villaescusa/Infomoto

BMW K 1600 GLT custa R$ 106 mil, mais cara que muito carro de luxo

O que chama a atenção no novo modelo alemão é sua tecnologia embarcada: feios ABS integral, suspensões eletronicamente ajustáveis e farol de xênon. Detalhe: o farol se ajusta de acordo com o peso da moto e também acompanha a trajetória da motocicleta em curvas.

O preço sugerido é de cerca de R$ 106 mil. Só para comparar, a K 1600 GLT é mais cara que o BMW 118i Top, que custa R$ 93.530.

VFR 1200F E TRANSALP 700
Já a Honda trouxe para o salão dois produtos para pesquisa de mercado: a sport touring VFR 1200F, primeira motocicleta de série totalmente automática; e a trail XL 700V Transalp, equipada com motor bicilíndrico em “V”.

Apesar da pesquisa de mercado, já é dada como certa a importação das duas motos para o mercado nacional. A VFR 1200F conta como motor de quatro cilindros em “V” de 76 graus, de 1273 cm³, refrigerado por líquido e injeção eletrônica PGM-FI. A potência máxima declarada é de 172,7 cv a 10.000 rpm e com torque máximo de 13,2 kgfm a 8.750 rpm.


Honda VFR 1200F é primeira motocicleta de série totalmente automática do mundo

No modelo não há pedal de embreagem, muito menos manete de embreagem. As trocas de marcha são feitas por meio de um seletor. Resultado: mais agilidade para retomadas e ultrapassagens. Outro ponto de destaque é o design requintado. A VRF 1200F traz ainda rodas de liga leve, pneus de perfil esportivo, suspensões ajustável e potentes freios.

Já a topa tudo XL 700V Transalp deve chegar ao Brasil para destronar a Yamaha XT 660R e desacelerar o crescimento das vendas da BMW G 650 GS. Veterana no mercado europeu, a Transalp 700 traz motor bicilíndrico em “V” de 680,2 cm³ de capacidade, refrigerado à água e com sistema de injeção PGM-FI. Gera 60 cv a 7.750 rpm e 6,12 kgfm a 5.500 rpm.

Versátil e pronto para encarar qualquer adversidade, seja na cidade ou no campo, o modelo é encorpado, traduzido pelo tanque de combustível de 17,5 litros e também pelo conjunto óptico dianteiro, com farol redondo e para-brisa.

Na Europa há uma versão equipada com sistema de freios ABS. O que nos resta agora é só esperar…

De quebra, a marca nipônica apresenta também a CG 150 Fan ESDi 2011, que conta com a tecnologia Mix Fuel Injection. A outra novidade é que a motinho está equipada com freio a disco na dianteira. A nova CG Fan, que começa a ser comercializada em novembro.

DE CARONA
Na estande da Ford, a nova Yamaha XTZ 250 Ténéré foi estrategicamente colocada na caçamba de uma picape Ranger Sport. A trail está equipada propulsor de 250 cm³ com injeção eletrônica, que gera 21 cv a 7.500 rpm e torque máximo é de 2,10 kgfm a 6.500 rpm.

No novo modelo Yamaha a relação de marchas foi alongada para melhorar o desempenho na estrada. Outra destaque é seu visual arrojado, de acordo com a família Ténéré 660 e 1200. O tanque com capacidade de 16 litros de gasolina oferece autonomia de mais de 400 quilômetros .

EXOTISMO
Atenta às novas tendências de mobilidade urbana, a Volkswagen apresenta no Salão do Automóvel uma solução bastante inovadora para deslocamentos de curta distância: o protótipo Bik.e . Com design inovador, o modelo tem autonomia de 20 km, velocidade máxima de 20 km/h e pesa somente 20 kg.

Dobrada, a bicicleta, que tem rodas de aro 20, pode ser carregada no compartimento do estepe ou no porta-malas do veículo. A bicicleta tem um sistema de recarga a partir do próprio sistema elétrico do veículo, estando sempre pronta para uso.

Já a Honda exibe o U3-X, um dispositivo de mobilidade pessoal. O sistema é o primeiro do mundo que permite o movimento em todos os sentidos. Compacto e construído sobe uma única roda, o monociclo hi-tech se encaixa entre as pernas do usuário, assegurando livre circulação.

Além disso, o “piloto” do U3-X pode ajustar a velocidade, mover, girar e parar em todas as direções. Para mudar de direção, basta inclinar o corpo para o sentido desejado. Essa forma de controle permite que o usuário se mova a uma velocidade de até 6 km/h.

Para quem gosta de um pouco mais de emoção, a Polaris do Brasil apresenta na 26ª edição do Salão do Automóvel sua linha completa de modelos side by side. Ou seja, veículos que podem transportar duas ou quatro pessoas. Esses “mini-jeeps” estão equipados com duas versões de motores (mono ou bicilíndricos), que vão de 498 a 760 cm³ de capacidade. Já as potências variam de 36 a 55 cv.

Outro destaque da Polaris é o modelo Ranger EV. Equipado com motor elétrico de 48 volts, cujo desempenho pode ser comparado a um modelo à combustão de 30 cv de potência. O Polaris EV chega a uma velocidade máxima de 40 km/h e conta com tração integral nas quatro rodas. (por Aldo Tizzani)


Bugatti Veyron faz todo mundo ser pobre
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UOL Carros

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

Tudo bem, você leu sobre o Koenigsegg CCXR e sobre o Lamborghini Gallardo Superleggera, viu as fotos da Ferrari 599 GTO e morreu de inveja de quem tem carteira (e garagem) grande o suficiente para desfilar com um? Pois saiba que ao menos um carro de rua exposto no Salão do Automóvel deixa todo mundo igualmente pobre: Bugatti Veyron Grand Sport.

E que tal pagar 1,5 milhão de euros, sem incluir as taxas e adicionais de personalização? (E fica o aviso: praticamente tudo no bólido é personalizável). O valor em reais com taxas e impostos poderia chegar a cerca de R$ 8 milhões.

Eugênio Augusto Brito/UOL
Acima, os 4,46 m do Bugatti Veyron Grand Sport. Ou quase R$ 18 mil por centímetro de carro

Ok, você também viu aqui em UOL Carros que o Pagani Zonda R custa 1,7 milhão de euros (lá na Europa, sem poder desembarcar por aqui) ou R$ 10 milhões se viesse ao Brasil pelas mãos do importador exclusivo. Mas aquele é um carro de corrida, proibido de desfilar na rua (o dono não poderia mostrá-lo aos amigos de bar), sem qualquer conforto e com o visual já determinado (o comprador não poderia mudar uma linha do pesponto do revestimento).

Quanto ao Veyron, tudo é customizável se você puder pagar: enquanto me informava sobre o carro, John Hill, diretor de vendas para as Américas, contou que se eu quisesse encomendar uma unidade (hipotéticamente, claro) poderia pedir a cor do interior em qualquer um dos tons de azul que formavam as listras de minha camisa. Sim, muitos dos poucos compradores desse Bugatti ao redor do mundo combinam a cor do carro ou de seus bancos com o papel de parede da sala, a cor dos olhos da mulher, a tonalidade da grama do jardim do vizinho… até 99 combinações podem ser utilizadas para produzir a coloração ideal.

Ideal também, no caso do Grand Sport, é o titânico motor de 8 litros a gasolina com seus 16 cilindros em W capaz de produzir absurdos 1.001 cavalos de potência e mastodônticos 127,5 kgfm de torque, suficientes para levar todos os 1.968 kg do conjunto aos 431 km/h, não fosse barrado pelo limitador aos 407 km/h (dizem as más línguas que é para manter o motor com todos os pistões no lugar, mas a explicação oficial fala em cuidado com os pneus). Sem o teto (o Grand Sport é do tipo targa — conversível com capota removível), o limite cai a 360 km/h e sob chuva, com uma espécie de guarda-chuva gigante sobre os ocupantes, a 160 km/h. Só o consumo de 2,3 km/l já poderia levar muitos à falência (o tanque de combustível comporta 100 l).

Tem plástico nesse carro? “De plástico aqui, só o botão da trava dos cintos de segurança e as lentes dos repetidores de seta dos retrovisores”, garante Hill, levemente desgostoso com a insolência do questionamento, não sem dar o troco na sequência: “Fora isso, temos grades de titânio, portas e teto de carbono, interior estruturado com magnésio e alguns componentes essenciais em alumínio”.

Com tudo isso, qual a expectativa de vendas da marca francesa (que pertence ao grupo Volkswagen) para o Brasil? “Não trabalhamos com números, estamos aqui porque o país no seu atual momento tem um grande potencial de nos dar visibilidade em toda América do Sul. Não acredito que precisemos vender algum”, afirma sem qualquer vacilo o executivo. Nenhumzinho, nem em dois ou três anos? “Não esperamos isso. Pode até ser que ocorra, mas estamos aqui apenas para mostrá-lo e é o que queremos”.

Viu só? Pode espalhar por aí: você não tem um Veyron, mas pelo visto aquele figurão também não terá.


A caixa de Pandora da Ferrari
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UOL Carros

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

O mito grego da adorável e astuta Pandora nos remete à noção de que, sob a aparência de alguém inocente e belo, ou de algo que supostamente reúne todas as maravilhas do mundo, podem estar ocultos problemas e calamidades sem fim. Sua propagada “caixa” era, na verdade, um jarro entregue pelos deuses do Olimpo contendo castigos para o homem, considerado orgulhoso e prepotente.

Esqueça qualquer conotação política e repare na foto abaixo, que reproduz uma cena observada na manhã da última quarta-feira, no Salão do Automóvel, enquanto UOL Carros produzia o belo álbum de fotos da Ferrari 599 GTO:

Eugênio Augusto Brito/UOL

Nesta pequena e singela caixa de papelão, habilmente decorada com desenhos de motivo automotivo, estão seis chaves de automóveis. Havia outras duas pelo menos, mas no momento capturado pela imagem elas estavam em poder de um dos funcionários do estande que Ferrari e Maserati dividem no Anhembi.

Sim, chaves de Ferrari e Maserati. E você, leitor, já deve estar imaginando o que faria se pudesse ter a caixa em seu poder, ainda que por um instante. Para uns, seria a glória de realizar todos os desejos (ou de se tornar, subitamente, desejado). Outros poderiam encontrar o fim a mais de 300 km/h a bordo de uma máquina que não conseguiriam controlar.

Mas o citado funcionário dá um banho de sobriedade e liga, a cada manhã e em pleno salão, carro por carro; acelera docilmente com o câmbio em ponto morto, acende e apaga painéis e luzes, desliga tudo e limpa minuciosamente cada carro. Tudo antes do público, ávido, chegar. E, se por acaso você vir a tal caixa dando sopa ali no estande, melhor manter distância.


O Lula presidente faz sua última visita ao salão
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UOL Carros

CLAUDIO DE SOUZA
Editor de UOL Carros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Salão do Automóvel de São Paulo nesta sexta-feira (29), antes do horário de visitação do público. Foi sua última passagem pelo evento na condição de presidente — tendo assumido em 2003, Lula durou no Planalto quatro salões (2004, 2006, 2008 e o deste ano). Em 2012, será Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) quem cumprirá o ritual de dar uma passadinha pelo Anhembi.

Ao longo de sua visita Lula esteve em diversos estandes de montadoras. A assessoria do salão enviou a relação completa. Aqui vão, em ordem alfabética para evitar melindres de precedência: Audi, BMW, Chrysler, Citroën, Fiat, Ferrari, Ford, General Motors, Honda, Hyundai, Jaguar, Jeep, Kia, Land Rover, Maserati, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault, SsangYong, Subaru, Toyota, Troller, Volkswagen e Volvo.

Lula recebeu da Ford um Fusion híbrido, que será incorporado à frota da Presidência da República em regime de comodato (modalidade de empréstimo).

Divulgação

Lula e Marcos Oliveira, presidente da Ford Brasil, ao lado do Fusion híbrido que irá para Brasília

Em alguns estandes, Lula foi ciceroneado pelo atual presidente da Anfavea (associação dos fabricantes), Cledorvino Belini, que também dirige a Fiat; em outros, recebeu as atenções do respectivo chefão.

O presidente ex-sindicalista, que naquela condição embalou os pesadelos de uma geração de executivos da indústria automotiva, hoje manda num ex-poderoso da Autolatina e Volkswagen, Miguel Jorge, que é seu ministro, e distribuiu benefícios fiscais que alegraram as montadoras e fizeram as vendas de carros baterem sucessivos recordes no Brasil sob seu governo.

Daí o tapete vermelho e os sorrisos. Ganhe quem ganhar no domingo, Lula vai deixar saudades (confessáveis ou não) na turma do Belini.


Estilo de Jetta e Passat divide opiniões na Volks
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UOL Carros

RODRIGO LARA
Colaboração para UOL Carros

Controversa: é o mínimo que se pode dizer sobre a reestilização dos sedãs da Volkswagen Jetta e Passat. Na mudança, os modelos ganharam a atual identidade visual da Volks, como o Touareg 2011, o Polo europeu e — no Brasil — a família Fox. No caso dos compactos, ficarem parecidos com carros de segmento superior da mesma marca faz bem ao ego e à imagem. Mas como fica a questão quando consideramos esse semelhança do ponto de vista dos sedãs maiores?

Fotos do Jetta em SP
Fotos do Passat em Paris

Para o estudante Gustavo Rosseti, 18 anos, que visitou o Salão do Automóvel nesta quinta-feira (28), a reformulação visual — marcada por uma grande dianteira horizontal e faróis de recortes retilíneos — fez bem ao Passat. “Ficou melhor que a versão anterior, tem um apelo mais esportivo. Acho que o carro, mesmo com essa semelhança, manteve uma identidade própria. E quando falamos de um veículo desse nível também temos de considerar o pacote de equipamentos e o motor”, analisou.


O estudante Gustavo Rosseti achou o Passat mais esportivo e ressaltou o conteúdo

Essa opinião, entretanto, não é compartilhada por Vitor Pileggi, 22 anos, que trabalha em uma empresa de transportes. Ele considera que o Passat ficou “mais coerente” com o restante da linha da Volks — só que, para ele, isso não é bom. “Perdeu em exclusividade, e passa a impressão de ser menor, de fazer parte de uma categoria abaixo da qual ele realmente pertence. Preferia o modelo anterior”, critica Pileggi.

O caso do novo Jetta, que tem estreia mundial no Salão do Automóvel, é similar. A reestilização (que o deixou muito parecido como próprio Passat, que por sua vez ficou semelhante ao superluxo Phaeton, não vendido aqui) está longe de ser uma unanimidade. “Achei bem bonita a nova frente. O carro rejuvenesceu e ganhou um ar de Audi. Para mim, a semelhança com outros modelos da Volkswagen não afetou a imagem do carro. Agora só falta chegar com preço competitivo. Se vier, compro um”, comentou Flávio di Giacomo, 42 anos, advogado.


O advogado Flávio di Giácomo achou que a frente nova do Jetta rejuvenesceu o modelo

Mas a percepção de que o novo Jetta também desceu alguns degraus é comum. O servidor público Eduardo Freitas, 34 anos,  elogiou alguns aspectos do modelo — como a nova mecânica, a qual considera mais moderna e potente –, mas achou o estilo do carro muito parecido com os demais veculos da Volks.

“Se olharmos o interior, é muito similar ao que vemos em carros mais baratos, como o Polo e o Fox. Externamente, mesmo parecendo mais moderno, essa semelhança também incomoda um pouco. De qualquer maneira, o desenho parece mais acertado que o do Passat”, diz Freitas, olhando para o sedã grande que está posicionado ao lado do Jetta. “A traseira do Passat ficou muito pior do que a antiga. Eu preferia aquelas luzes arredondadas”, conclui.

Os dois sedãs serão vendidos no Brasil — o Jetta no primeiro semestre de 2011, e o Passat no segundo.

E você, leitor, o que achou dos novos Jetta e Passat? Melhoraram ou pioraram? Participe da discussão e deixe sua opinião na área de comentários.


Land Rover prepara nova temporada de aventuras
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UOL Carros

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

Deslocado em meio a novos modelos e ao ineditismo do “baby Range Rover” Evoque, o utilitário Defender parece um dinossauro exibido numa feira de tecnologia. Mas você viu a adesivagem na lataria? Não é à toa, garante o diretor da Land Rover para o Brasil, Luiz Tambor.


Lenda viva das trilhas, o Land Rover Defender vai voltar a fazer expedições

Para 2011, a marca prepara a retomada das Land Rover Expeditions, que ficaram famosas sobretudo nos anos 1980 e 1990.

O projeto segue sendo um sucesso ao redor do mundo em terrenos inóspitos da África e Ásia, mas a América do Sul estava de fora da aventura. Entre os planos para a experiência no Brasil, está a utilização de 50 exemplares do Defender e a decisão de convidar dezenas de jornalistas, especialistas, entusiastas e pessoas ligadas ao universo off-road.