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Mario Bros. troca kart por futuro jipinho brasileiro da Mercedes
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Conhece o Mario? Então olha que inusitada/bizarra essa ação da Mercedes-Benz em parceria com a Nintendo do Japão. A marca alemã vai incluir o GLA, SUV compacto derivado do novo Classe A, na versão nipônica do jogo Mario Kart 8.

O GLA é um dos dois modelos que a Mercedes passará a produzir no Brasil quando inaugurar sua nova fábrica em Iracemápolis (SP), em 2016. E, para quem não lembra, Mario Kart é aquele clássico joguinho lançado ainda na época do Super Nintendo, nos anos 1990, com personagens da franquia Super Mario Bros. disputando corridas em pistas malucas.

Pois bem, o tempo passou e Mario Kart 8 chega nesta sexta-feira (30) para Wii U, Wii e 3Ds, os aparelhos atuais da Nintendo. Como a passagem dos anos, o público do game também envelheceu e é nisso que aposta a Mercedes-Benz. O jipinho alemão aparece no jogo como um DLC — um carro opcional, que não está no jogo desde o começo, mas pode ser baixado — para promover o lançamento do carro de verdade no Japão.

Por lá, o GLA de verdade terá os seguintes preços (em valores convertidos de ien para o real):

+ GLA 180: R$ 75.230
+ GLA 250: R$ 100.380
+ GLA Edition 1: R$ 120 mil
+ GLA 45 AMG: R$ 159.690

Para comparação, o Mercedes-Benz Classe A tem preço inicial equivalente a R$ 50 mil por lá, na versão A 180. Aqui no Brasil, o hatch começa em R$ 108.500, mas parte da versão A 200.

Reprodução

GLA em estilo 8-Bit faz ponta no comercial de Mario Kart 8

QUE MÁRIO?
Para instigar a curiosidade de fãs e potenciais compradores japoneses, Nintendo e Mercedes-Benz fizeram um vídeo que mescla o visual quadriculado 8-Bit dos antigos joguinhos com o visual futurista do novo carro. Mas com um porém: a releitura realista do Mario ficou mais alemã do que italiana (ou japonesa).

Mario alemão ficou bizarro a ponto de merecer um GAME OVER!

Mario alemão ficou bizarro: GAME OVER

Em vez do baixinho bigodudo, temos um Mario altão e narigudo, que parece ter sido tirado da seleção alemã de futebol.

Já a ideia de digitalizar outros modelos da Mercedes merece um play

Já a ideia de digitalizar outros modelos da Mercedes merece um play

Mas nem tudo é bizarro: o site site oficial japonês do GLA tem ideias mais divertidas, como um quiz com perguntas sobre carros clássicos e atuais da Mercedes, que presenteia o jogador com uma foto em 8-Bit do modelo. Dá o play e acelera! (Leonardo Felix, colaborador especial, André Deliberato e Eugênio Augusto Brito, do UOL, em São Paulo)

Mercedes GLA será fabricado no Brasil

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Polícia da Itália agora anda com Lamborghini Huracán, esportivo de 618 cv
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Você já viu diversas reportagens — até em UOL Carros — sobre carros de polícia especiais, geralmente com destaque para o Lamborghini Gallardo usado pela força de segurança italiana. Pois esqueça: o carro — que na verdade não é um só, mas duas unidades — foi aposentado após rodar mais de 110 mil quilômetros em patrulhas desde 2009 (houve ainda dois exemplares da primeira geração do Gallardo, usados entre 2004 e 2008).

Huracán Polizia é "machinna" de 618 cv e R$ 530 mil

Lamborghini Huracán Polizia é “machinna'' de 618 cv e R$ 530 mil

O lado bom, para a polícia de lá e para você que é fã de superesportivos, é que há um substituto: o presidente da Lamborghini, Stephan Winkelmann, doou o novo carro-chefe da marca, o Huracán, ao chefe da Polícia do Estado da Itália, Alessandro Pansa, em cerimônia realizada nesta quinta-feira (22) no museu de carros que a força de segurança mantém em Roma — (sim, um museu de carros de polícia!).

Calma, há linhas miúdas: o Huracán só vai integrar a frota policial italiana, de verdade, no final do ano. Também não foi revelado se haverá mais de uma unidade. Até então, havia um Gallardo à serviço da chefatura de Roma, outro para Bolonha.

Divulgação

Alessandro Pansa, chefe da Polícia, recebe Huracán de Stephan Winkelmann, presidente da Lamborghini

TUNADO PARA PROTEGER E SERVIR
Certo é que o cupê entregue à polícia italiana tem até nome especial: Lamborghini Huracán LP 610-4 Polizia. O motor é similar ao do Huracán civil: um V10 de 5,2 litros, 618 cv (610 hp, como indica o primeiro numeral do nome), 57,1 kgfm de torque e tração integral (justificando o outro numeral do nome), tudo controlado por câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas. A velocidade máxima é de 325 km/h, com 0 a 100 km/h feito em 3,2 segundos.

Para patrulhar rodoviais e perseguir criminosos apressadinhos, o Huracán policial tem preparação especial: a pintura é a “blu Polizia'', um azul claro com faixas brancas e letras bicolores que segue o regulamento da tropa. A sinalização é feita por LEDs especiais (de ação mais veloz, para serem vistos a distância e em alta velocidade), na dianteira, traseira e sobre o suporte de alumínio do teto, e mais quatro sirenes.

Na cabine, uma câmera no retrovisor se liga ao computador e ao GPS para ler placas automaticamente, gravar imagens, dar a localização e calcular a velocidade de outros veículos infratores — informações que podem ser transferidas automaticamente para o sistema integrado da polícia em delegacias. Tablete, porta-armas e rádio completam a lista de equipamentos.

Há ainda uma função de assistência médica: o porta-malas dianteiro (o motor do Huracán é central-traseiro) tem um refrigerador especial para o transporte de órgãos e ainda carrega um desfibrilador.

Máxima de 325 km/h auxilia na perseguição de infratores e também no auxílio á doação de órgãos

Máxima de 325 km/h auxilia na perseguição de infratores e também no auxílio á doação de órgãos

QUER UM?
Infelizmente, a versão policial é exclusiva… da polícia. O preço também é salgado: estima-se algo em torno de 175 mil euros (quase R$ 530 mil). Já o Huracán convencional custa um pouco menos: 169 mil euros, cerca de R$ 511 mil, e pode chegar ao Brasil ainda este ano.

Como é o Huracán civil

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Mercedes-Benz de US$ 1 milhão fica destruído em Mille Miglia; assista
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A Mille Miglia — Mil Milhas da Itália — já foi uma prova tradicional do calendário automotivo global, mas se converteu durante o período recente em simples passeio turístico para motoristas endinheirados. Tudo por conta do alto risco do trajeto: os 1.600 quilômetros (1.000 milhas) da edição deste ano atravessaram a distância (ida e volta) entre as cidades de Roma e Bréscia, passando por serras e terrenos atribulados.

Uma prova cabal do que se pode encontrar pode ser vista no vídeo publicado pelo site italiano TusciaWeb e que mostra o resultado de uma batida entre um Mercedes-Benz 300 SL Gullwing, o clássico asa de gaivota alemão produzido entre 1954 e 1963, e um BMW Série 1.

Segundo relato do Autoblog, ninguém se feriu gravemente, mas o carro alemão, estimado em US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões na cotação atual) ficou destruído a ponto de dificilmente merecer reparo. O proprietário do Mercedes é Konstantin Sixt (dono da locadora de veículos de mesmo nome), que estava guiando o carro na prova.


Novela da Globo terá superesportivos, elétrico e até carro autônomo
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Quem leu a sinopse ou viu na TV as primeiras chamadas de “Geração Brasil'', nova novela das 19h da Globo, já sabe que a trama vai girar em torno de Jonas Marra (Murilo Benício), uma espécie de Steve Jobs tupiniquim que sai do Brasil para se tornar um magnata do ramo de tecnologia nos Estados Unidos.

Nos diversos vídeos de divulgação e bastidores mostrados pela emissora nas últimas semanas, chamou a atenção de UOL Carros a presença de diversos carros pouco comuns em nosso país — como o elétrico Tesla S, o híbrido Toyota Prius e os superesportivos Lamborghini Gallardo e McLaren MP4-12C.

Ramos e Benício posam ao lado do Lambo e do McLaren numa das primeiras cenas de Geração Brasil

Ramos e Benício posam ao lado do Lambo e do McLaren numa das primeiras cenas de Geração Brasil

Fontes ligadas à produção da novela confirmaram que a presença deles não é à toa: além de retratar uma realidade bastante diferente nos mercados automotivos americano e brasileiro, os carros vão explicitar a paixão do protagonista pelas quatro rodas — “natural'' para alguém vidrado em tecnologia, mas que vai na contramão do estereótipo dos novos entusiastas do mundo tecnológico nos EUA, cada vez mais defensores da bicicleta e dos transportes públicos.

É por isso que, em uma das primeiras cenas da trama assinada por Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, Marra aparecerá junto com seu melhor amigo, Brian Benson (Lázaro Ramos), tirando um “racha'' com os superesportivos no circuito californiano de Laguna Seca — palco de corridas da Indy e da MotoGP. Benício vai de McLaren e Ramos, de Lamborghini.

Bryan Sendon e Jonas Marra: paixão pelos supercarros e pega em circuito da Indy e MotoGP

Bryan Sendon e Jonas Marra: paixão pelos supercarros e pega em circuito da Indy e MotoGP

Porém, ao mesmo tempo em que aprecia os carrões com “sangue de competição'', Jonas é um empresário sempre antenado nas inovações. Por isso é proprietário de um ambientalmente correto Tesla, uma das primeiras marcas a só trabalharem com veículos elétricos. O sedã Model S, ou simplesmente S, aparece numa cena em que o protagonista fala a um canal de televisão.

Tesla Model S é uma das estrelas do cenário de gravações de Geração Brasil nos EUA

Tesla Model S é uma das estrelas do cenário de gravações de “Geração Brasil'' nos EUA

Já o Prius, que no Brasil ainda está limitado só a frotistas praticamente, devido ao preço praticado pela Toyota (R$ 120.830) entra no enredo numa situação ainda mais interessante: será com esse carro que a empresa de Jonas fará testes de uma tecnologia de direção autônoma — clara referência a ações semelhantes com carros sem motorista feitas pelo Google, inclusive usando Prius e um SUV da Lexus. A seção brasileira da Toyota disse que não tem nenhuma informação a respeito de patrocínio à novela; UOL Carros ainda tenta contato com o Google.

Toyota Prius: híbrido será cobaia em experimento com tecnologia de direção autônoma

Toyota Prius: híbrido será cobaia em experimento com tecnologia de direção autônoma

Mas essa realidade logo mudará: ao vir para o Brasil junto com a família, Jonas Marra perderá boa parte desse contato com os superesportivos, elétricos e autônomos, e terá de se adequar à realidade do setor automotivo do país.

E, por falar em realidade, habitualmente a marca que domina a principal novela da Globo, às 21h, é a Kia — que às vezes promove carros que ainda nem existem no Brasil (como o luxuoso Quoris, mostrado em “Amor à Vida'').

“Geração Brasil'' estreia nesta segunda-feira (5), às 19h25. (por Leonardo Felix)


Ford quebra estilo machão do Mustang com collant e aeróbica; e manda bem
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Pense no Mustang (ou no Camaro, no Challenger…) e diga o que lhe vem à mente sobre quem está ao volante: homem, mais de 40 anos, endinheirado, de óculos escuro? O carro da sua imaginação deve estar cantando pneus, queimando gasolina e todo mundo parece orgulhoso do borbulhar do motorzão V8 (“V6 nem pensar, sem essa de motorzinho de dentista'', alguém aí pensou).

Pois a Ford decidiu quebrar a lógica do pensamento “machão'' por trás do modelo em sua nova campanha — e mandou bem.

 

A primeira ação desta nova visão sobre o cupê esportivo é o vídeo “80's Aerobic Dance Battle''. Uma batalha de dança aeróbica, bem no estilo “trash 80″. Filmado em alta definição, mostra dois Mustang 2015 vermelhos chegando para o que parece ser um racha. Mas o que segue é uma disputa de passinhos com todos os toques retrô possíveis: são dois lados (duas turmas de dançarinos), collants coloridos, cabelos repicados e volumosos, bigodes de Belchior, pessoas nada musculosas — tudo fora do padrão “testosterona/mucle car''. E muito engraçado.

Tudo faz parte de concurso “O que você faria a bordo de um Mustang?'', promovido pela montadora nos Estados Unidos e que transforma as ideias mais criativas em filmes publicitários. Este da batalha retrô foi criado, produzido e dirigido pelos americanos Scott Winn e Brenden Bytheway, com participação do músico Shaun Canon, ex-American Idol 7.

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O objetivo da Ford é ampliar o público do novo Mustang, que já foi anunciado como carro global: além dos EUA, terá de convencer e vender também na Europa, Ásia e até no Brasil (de forma oficial). Para isso, vale quebrar esterótipos e escalar até motor quatro-cilindros de 2,3 litros da linha Ecoboost (com turbo e injeção direta), com 309 cv e 41,5 kgfm de torque — mais eficiente em consumo e emissões. Além dele, claro, seguem o V6 de 3,7 litros, 304 cv e 37,3 kgfm, bem como o V8 de 5 litros, 425 cv e 54 kgfm de torque. (Eugênio Augusto Brito, do UOL, em São Paulo)

 


Dilma mostra novas montadoras como conquista de seu governo
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A presidente Dilma Rousseff já foi apontada por UOL Carros como detentora de um grande trunfo eleitoral: ela pode dizer que, sob seu governo, o parque industrial automotivo do Brasil cresceu enormemente.

Não é governismo: é fato.

Nesta quinta-feira (10), ao que consta pela primeira vez, o tema foi abordado pelo Facebook da presidente, ligado ao site oficial dela, ambos mantidos por equipe do Partido dos Trabalhadores (que faz disclaimer sobre a separação de conteúdo e governo federal). Veja a imagem:

Reprodução do Facebook da presidente Dilma Rousseff com post mencionando as novas fábricas de carros

Reprodução do Facebook da presidente Dilma Rousseff com post mencionando as novas fábricas de carros

No site propriamente dito, não encontramos menção ao boom de fábricas — boa parte estimulada pelo Inovar-Auto, o novo regime automotivo que apertou as importações principalmente depois de 2012. Reproduzimos abaixo o texto que acompanha a imagem do Facebook. Os dados objetivos (quantidade de fábricas, montadoras envolvidas, cidades-sede, prazos) estão corretos:

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

O Brasil terá nove novas fábricas de automóveis até 2015.

Com isso, serão 25 indústrias automobilísticas em operação.

A previsão é que os investimentos superem 15 bilhões de reais até o ano que vem.

Elas serão distribuídas em todo o País.

A BMW e a JAC, por exemplo, vão se instalar em Araquari (SC) e Camaçari (BA), respectivamente.

As montadoras de caminhões também estão investindo no Brasil. Até o próximo ano, elas passarão das atuais oito unidades para 15.

Elas receberão investimentos de 3 bilhões de reais.

Além disso, o Brasil ainda vai receber cinco novas fábricas de motores ligadas às montadoras.

Com elas, saltará de 13 para 18 o número de linhas de produção de propulsores.

A expectativa é que estas novas fábricas gere centenas de milhares de empregos.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea, as montadoras já em funcionamento empregam mais de 155 mil funcionários diretamente.

O grande interesse das empresas de automóveis no Brasil não deve parar por aí.

A Mercedes-Benz passará a produzir o modelo Classe C, nova geração, em 2016, na cidade de Iracemápolis (SP).

Serão investidos cerca de 500 milhões de reais com a geração de mil empregos diretos.

A Audi também voltará a produzir veículos no Brasil.

A expectativa é que em 2015 a marca produza 26 mil unidades.

Eles irão fabricar o A3 e Q3. Só o primeiro vai gerar 350 novos empregos na fábrica da Volkswagen, em São José dos Pinhais (PR).

Outras marcas também de olho no Brasil, como a Kia, Geely e Land Rover.


Câmera no painel flagra acidente tipo 3D no Texas
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Um acidente impressionante aconteceu recentemente em College Station, no Texas, conforme reporta o Autoblog. Um caminhão-betoneira furou um sinal vermelho, perdeu o controle, pendeu para o lado e foi para cima de uma minivan Toyota Sienna que estava aguardando o trânsito andar no sentido oposto.

 A imagem da betoneira se aproximando do carro, que parece uma daquelas cenas de filme 3D em que os objetos voam na direção do espectador, foi captada por uma câmera de bordo posicionada sobre o painel pelo professor universitário de origem chinesa Guan Zhu, que estava ao volante do Sienna.

Segundo Zhu, a dashboard cam foi instalada mais de um ano atrás, para gravar eventuais acidentes — demorou, mas rolou, hein?

O mais impressionante é que Zhu (que apenas desmaiou após a batida), o motorista do caminhão e até o Sienna do professor saíram inteiros (ou quase) do acidente.

O vídeo nesta página mostra reportagem da KBTX, afiliada local da CBS.


Cortador de grama chega a 187 km/h? Honda diz que sim
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Há um novo recorde de velocidade entre cortadores de grama…

Sim, você não leu errado: cortadores de grama.

Mas alguém se preocupa com isso? Bem, a Honda Europa sim. E fez questão de levar equipe de filmagem, fotografia e até mesmo um jurado do Guinness Book para a medição de velocidade na pista de Idiada, em Terragona (Espanha).

O cortador, conhecido como “Mean Mower'' — trocadilho entre as palavras inglesas para cortador de grama (lawn mower) e malvado (mean), queria bater o recorde anterior, de maio de 2010, que pertencia a Don Wales e seu projeto Runningblade (lâmina corredora) — que chegou a 141,34 km/h (87,83 mph).

Equipado com motor V2 de 1000 cc de uma moto esportiva VTR 1000F FireStorm, chassi do cortador HF2620 Lawn Tractor, câmbio automatizado de seis marchas, suspensões especiais, peças de fibra de vidro e rodas de quadriciclos, o Mean Mower foi para o campo de provas. O Guinness exigia o mínimo: que o veículo cortasse grama e mantivesse um visual semelhante ao de um cortador.

No final, a máquina atingiu 187,602 km/h (116,57 mph) na pista de Idiada.

  • DivulgaçãoHonda Mean Mower alcança 187,602 km/h e entra para o livro dos recordes

CAPINANDO UM LOTE
“A ideia era demonstrar o espírito da marca em inovação e sua herança esportiva vinda dos automóveis em um cortador de grama ultrarrápido'', afirma Ellie Ostinelli, gerente de comunicações da Honda para o Reino Unido.

De acordo com a Honda, o resultado desta combinação, feita em parceria com a equipe de corrida Team Dynamics, ainda poderia ultrapassar 130 mph (209,2 km/h), já que o veículo pesa apenas 140 quilos e tem 110,5 cavalos e mais de 9,6 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h pode ser cumprida em cerca de 4 segundos…

Mas e para capinar, ele funciona? Mais ou menos. Na hora do trabalho, o Mean Mower volta ser um cortador comum: para utilizar as duas lâminas (uma de cada lado da carroceria) a velocidade não pode passar dos 24 km/h.

UOL Carros só deu alguma bola para o Mean Mower porque ele parece ligeiramente divertido… em alta velocidade. E porque na Europa a montadora também prepara a nova geração do Civic Type-R, este sim incrível. (André Deliberato, do UOL, em São Paulo)


Voz da Kombi agonizante é de atriz conhecida por “Tapa na Pantera”
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Nesta semana, muita gente se confessou “sentimental'' e postou, compartilhou e curtiu em redes sociais um vídeo específico sobre uma “velha senhora''. Trata-se do curta “Último desejo“, espécie de documentário ficcional com duração de 4min42 que mostra a despedida oficial — agora falando em termos comerciais — da Volkswagen Kombi.

atriz-maria-alice-vergueiro-de-tapa-na-pantera-faz-a-voz-da-kombi-em-comercial-1396042223241_615x300[1]Maria Alice Vergueiro, de “Tapa na Pantera'', dá vida à Kombi

O que deixou todo mundo emocionado foi o fato da Kombi deste vídeo falar, expressar sentimentos com uma voz humana de senhorazinha, fazendo a gente lembrar da vovó. A voz escolhida pela agência AlmapBBDO e pela produtora Spray Filmes é da atriz Maria Alice Vergueiro. Não associou? UOL Carros fez uma playlist de vídeo especial para deixar tudo mais claro.

Maria Alice, que também é diretora, professora teatral (com passagem pela Escola de Comunicações e Arte da USP) e participou de novelas da TV Globo (“Sassaricando'', “Brava Gente''…), ficou conhecida recentemente pelo vídeo “Tapa na Pantera'', que se tornou viral na internet. O vídeo é parte de outra curta-metragem de documentário ficcional dirigido por Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes no qual a atriz interpreta uma senhorazinha… neste caso, porém, falando da experiência de 30 anos com a maconha.

TESTAMENTO
Na história do comercialzão, a Kombi/Maria Alice relembra seu “nascimento'' (criada pelo holandês Ben Pon, que também é considerado “pai do Fusca''), momentos históricos (com participação de pessoas reais convidadas pela Volks por terem alguma história de vida relacionada à Kombi) e realiza um último desejo, como num testamento: visitar Ben Pon Jr., filho do Pon original, na Holanda, como uma espécie de visita familiar final.

Há até uma frase específica sobre isso: “O filho do homem que me criou, tecnicamente, meu irmão'', diz a Kombi.

Na vida real, porém, a Kombi dá adeus de forma mais melancólica. Criada ainda nos anos 1950, foi um dos primeiros modelos a serem fabricados no Brasil, no remoto 1957. Ao longo do tempo, o resto do mundo viu, década após década, a aposentadoria do modelo original, substituído paulatinamente por novas versões de furgões comerciais da Volkswagen.

FIM MELANCÓLICO
Enquanto a Europa convive com o furgão de quinta geração (a versão de carga chama-se Transporter, sendo a Caravelle destinada ao transportes de passageiros), o Brasil se viu consumindo uma leve atualização da segunda geração até o final de 2013.

Lá, o utilitário é equipado com motores turbo a diesel ou a gasolina e potências entre 84 e 204 cv, câmbio DSG (sete marchas) e tração integral 4Motion opcionais, conforto e segurança de série por preços entre 29.497 e 40.898 euros (entre R$ 91.700 e R$ 127.350 pelo inflacionado câmbio atual). Aqui, teve motor 1.4 flex de 78/80 cavalos a 4.800 rpm e torque de 12,5/12,7 kgfm aos 3.500 giros (gasolina/etanol), além do câmbio manual de quatro marchas até o fim. O preço inicial era de R$ 44.918.

Com a iminência da chegada de 1º de janeiro de 2014, e da lei que obrigaria todos os veículos zero-quilômetro vendidos no Brasil a serem airbag duplo frontal e freios com ABS, a Volkswagen se viu obrigada a encerrar a produção do utilitário defasado. Para marcar o final do ciclo, criou ainda a versão “Last Edition'', com cor especial, emblemas, sistema de som e número limitado de exemplares — mas sem os equipamentos de segurança — por R$ 85 mil.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC ainda tentou postergar o fim da produção, mas o bom-senso imperou e o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) definiu que a lei deveria ser cumprida por todos, decretando o fim (verídico) da Kombi. Com o final da produção (que era arcaica e praticamente artesanal) em dezembro, o estoque de últimas unidades deve acabar no decorrer deste ano.

A imagem da Kombi e nossas inúmeras histórias a bordo dela ao longo dos anos deixam saudade, com certeza. A produção de um veículo defasado até o século 21, não. (Eugênio Augusto Brito, do UOL, em São Paulo/SP)

Como é a Kombi Last Edition de R$ 85 mil

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Encalhado nos EUA, Viper pode vir ao Brasil? Chrysler responde
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Atualizado às 15h05 de 20.03.2014

Faça o teste: mencione o nome Viper em qualquer rodinha de conversa automotiva e perceba que todos os olhos (e ouvidos) se voltarão instantaneamente em sua direção. Tudo graças à reputação que a máquina da americana Chrysler construiu entre 1992 e 2010, quando ainda saia de fábrica com a marca Dodge.

Como é o SRT Viper

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Tanto que a aposentadoria dos superesportivo após 18 anos deixou muita gente órfã de assunto… até o retorno em 2012.

Com dinheiro da Fiat, mãozinha da engenharia da Alfa Romeo e uma nova divisão para chamar de sua (a SRT), o Viper voltou ainda mais forte: o motorzão V10 cresceu para gerar 648 cv (40 a mais) e 82,95 kgfm de torque e provocar um calor ainda mais aterrador no interior da cabine, agora bastante tecnológica. Em Detroit, falou-se até em ressurreição do amor-próprio da cidade.

  • DivulgaçãoEm 2013, Chrysler fez festa para primeiro comprador do novo Viper na linha de produção, que agora será paralisada por dois meses.

RONCO ROUCO
Pois esta nova febre — fila de compradores nos Estados Unidos, multidão de interessados na Europa, zilhões de avatares do carro vendidos virtualmente para jogadores de videogames — durou… dois anos.

Com vendas em baixa, a Chrysler decidiu suspender a produção do Viper por pelo menos dois meses e dispensar 91 trabalhadores temporários, informou nesta quarta-feira (19) o jornal americano “Detroit Free Press''. Inicialmente, a paralisação da unidade de Conner Avenue, que produz o superesportivo de forma artesanal, vai ocorrer entre 14 de abril e 23 de junho.

Segundo a Chrysler, há estoque de Viper para insanos 412 dias — traduzindo: se deixassem de produzir o carro por 13 meses, ainda haveria como atender a demanda atual. Em janeiro e fevereiro, apenas 90 clientes se interessaram em pagar pelo menos US$ 102.500 (cerca de R$ 240 mil pelo câmbio atual) pela configuração mais barata — a GTS, mais cara, custa US$ 125 mil (R$ 293.300 limpos).

TEST-DRIVE LIBERADO
A “crise'' para o lado do Viper ocorre em um período de ouro para a Chrysler: em 2013, as vendas do grupo subiram 16%. Em janeiro, primeiro mês do controle total da Fiat, o aumento foi de 8%.

Esta situação é tão fora do comum que Ralph Gilles, chefão da SRT, divulgou uma nova “campanha'': deslocou pessoal treinado da fábrica para as lojas e agora permite que os clientes façam… test-drive antes de comprar.

  • Eugênio Augusto Brito/UOLQueda nas vendas fez Chrysler liberar o test-drive do Viper antes da compra

AGORA VEM?
Ver o Viper encalhar nos Estados Unidos fez UOL Carros lembrar da primeira vez em que falou com os executivos da Chrysler sobre a nova geração, ainda em 2012. À época, o carro foi o astro do estande da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, mas sem planos de ser vendido.

Não era pelo preço, que poderia beirar R$ 1 milhão — um importador independente chegou a trazer uma unidade por este valor, aliás. De lá para cá, Audi R8 e Mercedes-Benz SLS AMG, entre outros, lançaram configurações com preço acima da barreira do milhão e venderam bem — relativamente falando — aqui no Brasil. Também não foi pela “qualidade'' dos condutores: ser brasileiro é fator de honra dentro da Chrysler, já que o engenheiro que deu o acerto final ao SRT Viper é o curitibano Marco Diniz.

Era pela alta procura nos EUA. “A demanda é muito alta, toda a produção dá conta apenas do mercado norte-americano'', afirmou uma das fontes da marca durante o salão. “Mesmo a Europa segue esperando, então não temos planos para o Brasil''.

Com a notícia da baixa procura, voltamos a procurar a Chrysler. Pouca coisa mudou: “Ainda não há planos''.

Pelo visto, o assunto da conversa vai seguir sendo o Viper, mas os olhares terão outro sentido.

P.S. — A Chrysler afirmou nesta quinta-feira que a homologação do Viper, ainda que demorada, não é o principal empecilho. A questão segue sendo MESMO o preço que o V10 teria na concessionária. Uma pena.

(Eugênio Augusto Brito, do UOL, em São Paulo)